terça-feira, 5 de outubro de 2010

Nunca Me Esqueças - Lesley Pearse

Num dia…
Com um gesto apenas…
A vida de Mary mudou para sempre.
Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary – filha de humildes pescadores da Cornualha – traçou o seu destino ao roubar um chapéu.
O seu castigo: a forca.
A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo.
Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época uma colónia de condenados. O novo continente revela-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido… como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História.
Inspirada por uma excepcional história verídica, Lesley Pearse – a rainha do romance inglês – apresenta-nos Mary Broad e, com ela, faz-nos embarcar numa montanha-russa de emoções únicas e inesquecíveis.


Antes de mais, o livro cumpre o que promete. Uma montanha russa de emoções é com o que deparamos ao ler este livro. Desde tristeza a alegria, choque, com muitas lágrimas derramadas também.
A história fala-nos de Mary Broad, uma rapariga jovem, a que muitos chamavam maria-rapaz, mas as condições porque passou obrigaram-na a ser uma mulher em todos os momentos da palavra. Mary Broad é presa por roubar um chapéu, como diz a sinopse, e perante a perspectiva de morrer enforcada é-lhe dada uma outra realidade: ser deportada durante 7 anos para a Austrália. Passa imensas dificuldade na prisão, no barco e por todos os sítios por onde passa, mas isso não a impediu de ser porta-voz dos mais fracos e uma mulher determinada em todos os momentos.
Retrata-nos também e muito bem, as condições porque passavam os presos, os deportados quer nas prisões, quer nos barcos e as condições que os esperavam numa terra ainda não explorada pelo homem, e ainda o que tais condições levavam as pessoas a ser e a fazer.
Não me quero alongar em spoilers, mas posso dizer que este história é digna de ser lida porque apesar de ter alguns factos ficcionais pelo meio, Lesley Pearce conseguiu retratar muito bem a vida desta heroína que sofreu muito e que mesmo assim conseguiu sobreviver. Foi um marco para os que sobreviveram com ela e para a Inglaterra daquele tempo.
Por isso não se iludam com o titulo, supostamente romântico. Este é a meu ver, um pedido para não ser esquecida tal heroína.
7/8-10

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