sábado, 23 de outubro de 2010

O leitor - Bernhard Schlink


Michael Berg, um adolescente nos anos 60, é iniciado no amor por Hanna Schmitz, uma mulher madura, bela, sensual e autoritária. Ele tem 15 anos, ela 36. Os seus encontros decorrem como um ritual: primeiro banham-se, depois ele lê, ela escuta, e finalmente fazem amor. Este período de felicidade incerta tem um fim abrupto quando Hanna desaparece de repente da vida de Michael.
Michael só a encontrará muitos anos mais tarde, envolvida num processo de acusação a ex-guardas dos campos de concentração nazis. Inicia-se então uma reflexão metódica e dolorosa sobre a legitimidade de uma geração, a braços com a vergonha, julgar a geração anterior, responsável por vários crimes.
Perturbadora meditação sobre os destinos da Alemanha, O Leitor, é desde O Perfume, o romance alemão mais aplaudido nacional e internacionalmente. Já traduzido em 39 línguas, a obra foi adaptada ao cinema. Para além disso, este romance foi galardoado em 1997 com os prémios Grinzane Cavour, Hans Fallada e Laure Bataillon. Em 1999 venceu o Prémio de Literatura do Die Welt.


Este livro tem sido aplaudido por imensas críticas. Tem ganho vários prémios e foi adaptado a filme, onde Kate Winslet acabaria por ganhar um Óscar.
Mas… sinceramente? Não me encheu as medidas. A sério que não. Talvez eu não esteja preparada para uma leitura destas, mas a verdade é que não achei grande coisa este livro. Talvez seja a reflexão metódica, de que a sinopse fala, que acaba por não levar a lado nenhum, talvez para nos passar a responsabilidade de pensar e dar um fim à questão. Não sei. Só sei que não consegui gostar deste livro. Talvez seja por eu não conseguir identificar com as personagens. Por não conseguir entende-las nem compreende-las. Talvez daqui a uns anos eu consiga apreciar como muitos já apreciaram. No entanto de momento não consigo.
A parte da sinopse que fala sobre romance entre as personagens corresponde a uma pequena parte do livro. A maior parte deste acontece quando Michael já é adulto e assombrado pelas memórias da relação com Hanna, a encontra no julgamento que a condena por ter sido guarda de campos nazis, e supostamente ter sido aquela que deixou um grupo de mulheres morrer num incêndio e ter sido aquela que fez tudo para as guardas não fossem culpadas por isso, facto esse que não poderia ser verdadeiro, tendo em conta o tal segredo protegido de que fala a capa do livro.
Sei que a minha opinião é muito contraditória à legião de criticas positivas a esta obra. Mas infelizmente o livro ficou muito aquém das minhas expectativas. Deixo um talvez a este livro. Um talvez volte a ler, um talvez não... mais uma vez, não sei.


3/10

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