quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A filha da Floresta - Juliet Marillier


Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era Lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, e dos seus seis irmãos.

O domínio Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e Criaturas Encantadas que deslizam pelos bosques vestidos de cinzento e mantêm as armas afiadas. O maior perigo para este idílio vem de dentro: Lady Oonagh, uma feiticeira, que casou com o pai de Sorcha, senhor de Sevenwaters. Frustrada por conseguir encantar todos menos a enteada, Oonagh lança um poderoso feitiço sobre os irmãos da rapariga, que só Sorcha poderá conseguir quebrar. Porém, a meio da pesada tarefa de libertar os irmãos, Sorcha é raptada por um grupo de salteadores, e ver-se-á dividida entre o dever de salvar a vida dos irmãos e um amor cada vez maior, proibido, pelo senhor da guerra que a capturou.



Este não foi o primeiro que li da autora, mas para quem se "inicia" em Juliet Marillier com "A Filha da Floresta" começa muito bem. Já li muitas comparações entre esta obra e a obra de Sandra Carvalho, e sim, esta nossa autora portuguesa baseou-se neste livro de Juliet Marillier para escrever a sua saga. No entanto apesar de inícios com algumas semelhanças, os motivos que levam ao desenrolar da trama e o próprio desenrolar da trama são muito diferentes, assim como a relação entre a protagonista e os irmãos.
Neste livro ficamos a conhecer Sorcha, a irmã mais nova de 6 irmãos rapazes mas o fio que une todos eles. Estes são envoltos num feitiço pela sua madrasta, feitiço este que só Sorcha poderá quebrar após muita luta e sofrimento. Nesta trama, existem ainda as guerras entre os irlandeses e os bretões, dois lados que Sorcha irá conhecer bem de perto, a par de certas intervenções de Criaturas Encantadas. Devo dizer que a sinopse é um bocado enganadora. O que a sinopse revela não acontece propriamente como afirma bem como os motivos desses acontecimentos serem diferentes e não tão lineares como apresenta.
Como a escritora afirma várias vezes no final da história, esta não é um conto de fadas onde tudo no final fica bem. Há pontas que ficam soltas, coisas por resolver e males que ainda perduram. Embora assim seja parte da história, Sorcha acaba o seu papel no destino de Sevenwaters no final do livro. Resta aos seus familiares continuar a trama nos seguintes livros.
Como disse antes, esta é uma boa obra para começarmos a ler Juliet Marillier. Adorei o livro e apesar se saber aonde a trama levava, por causa da sinopse, há acontecimentos pelo meio e reviravoltas que uma pessoa não imaginaria. Há coisas que são lançadas, por mero acaso, pensamos nós, que posteriormente têm a sua causa de aparecerem. É uma obra a seguir, sem dúvida, um bom exemplar de literatura fantástica.
8/10

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