quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A filha da Profecia - Juliet Marillier



Fainne foi criada numa enseada isolada na costa de Kerry, com uma infância dominada pela solidão. Mas o pai, filho exilado de Sevenwaters, ensina-lhe tudo o que sabe sobre as artes mágicas. Esta existência pacífica será ameaçada em breve, e a vida de Fainne jamais será a mesma, quando a avó, a temida feiticeira Lady Oonagh, se impõe na sua vida. Com a perversidade que a caracteriza, a feiticeira conta a Fainne que tem um legado terrível: o sangue de uma linhagem maldita de feiticeiros e foras-da-lei, incutindo nela um sentimento de ódio profundo e, ao mesmo tempo, a execução de uma tarefa que deixa a jovem aterrorizada. Enviada para Sevenwaters, com objectivo de destruí-la, vai usar todos os seus poderes mágicos, para impedir o cumprimento de uma profecia.




E por fim, o último livro da trilogia Sevenwaters (embora haja um quarto). Neste livro conhecemos mais uma geração da família de Sevenwaters, novos locais, e onde vemos os fios interligarem-se na trama. Uma história onde nem tudo é o que parece.
Neste livro conhecemos Fainne, uma feiticeira, mas com sangue dos Sevenwaters. Fainne… quantas emoções experimentei com esta personagem. Ora ralhava com ela pelo rumo que tomava, pelo que fazia, como a aprovava pelas suas decisões mais sábias. Demorei a gostar desta personagem, ao contrário do que aconteceu nos outros livros. Mas aprovei completamente o final, em que Fainne se supera a si mesma.
Conhecemos também os netos de Sorcha, cada um uma personagem singular, e o destino de seus pais, que se afirmaram no seu mundo. Lady Oonagh, a feiticeira que amaldiçoou os seis irmãos de Sorcha também está bem presente na história, como avó de Fainne, e grande mentora do mal. O bem e o mal, prevalecimento ou o esquecimento da fantasia jogam entre si, num ponto onde estranhas criaturas aparecem para ajudar a salvar as Ilhas Sagradas, e Fainne a não esquecer que há um mundo por que lutar.
Uma coisa reparei: a escritora/o destino nunca dá de bandeja o maior desejo das protagonistas. Estas têm sempre de lutar por ele, por vezes fazendo algo que nunca tinham feito ou enfrentando algo de que tinham medo.
A autora foi fantástica na concepção deste mundo, e cuidadosa no fecho da trilogia, ao amarrar todas as pontas soltas. Não há duvida que com esta trilogia a escritora se afirmou no mundo literário.
Mais não tenho a dizer… a não ser que esta foi umas das melhores trilogias que li.
8/10

1 comentário:

  1. Eu tb adorei, mas a minha trilogia preferida é a das cronicas de bridei .. é impossivel não nos apaixonar-mos pelo Faolan !!

    Bjs, Ana

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