sábado, 22 de setembro de 2012

Crime na Mesopotâmia - Agatha Christie


Amy Leatheran é uma jovem enfermeira encarregada de acompanhar o casal Kelsey na sua viagem para Bagdade. Finda a tarefa para a qual fora contratada, Amy prepara o seu regresso a Londres quando é inesperadamente contactada pelo Dr. Leidner, um arqueólogo de renome, para dar assistência à sua mulher, Louise. De facto, Louise é uma pessoa extremamente nervosa e sofre de súbitos e incontroláveis ataques de pânico. No cenário longínquo de uma escavação arqueológica nas margens do rio Tigre, Amy conquista o afecto e a confiança de Louise, que lhe faz confidências sobre o seu passado e chama a atenção para os estranhos acontecimentos que ocorrem no acampamento e cuja origem é unanimemente atribuída aos seus próprios problemas nervosos. Mas depressa se torna óbvio que as suas suspeitas estavam correctas. E quando a tensão tinge o seu auge eis que surge o inigualável Hercule Poirot, numa oportuna viagem pela Mesopotâmia. Por entre um labirinto de segredos e mentiras, Poirot parece, desta vez, ter chegado tarde de mais…

Que hei-de dizer? Nunca na vida iria suspeitar do assassino!
Agatha Cristie é chamada a Rainha do Crime com toda a razão. É impressionante cada história que ela criou, cada crime, cada assassino... É fantástico.
Dos poucos livros que li da escritora, este não foi dos meus favoritos devido à inactividade da primeira parte - cerca de um terço da história - aquela que decorre até ao assassinato. Claro que é essencial para serem deixadas pistas, mas foi muito parada.
A narradora do livro é uma das personagens, Amy Leatheran, uma enfermeira contratada para tratar da Mrs Leidner, que supostamente não é sã mentalmente. Nem tudo o que parece é, e há muito por detrás disso.
Confesso que me irritou o modo como as personagens se dirigiam a Amy. Nunca, em toda a história, Amy foi tratada por Amy e muito raramente por Miss Leatheran (nem me lembro de o ter lido). Não. Era enfermeira para aqui, a enfermeira fez aquilo, oh enfermeira venha cá... a sério que me irritava de cada vez que via isso. Suponho que fosse o costume na altura, mas que costume mais indiferente! Tratarem as pessoas unicamente pela sua profissão! [Se bem que ainda hoje já certos casos assim]

Enfim, voltando ao livro, é um policial que recomendo. Hercule Poirot no seu [sempre] melhor.
4/7 - Gostei mas tenho reservas

4 comentários:

  1. Engraçado...neste momento estou a estrear-me com Agatha Cristie com "Morte na Praia" :)

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    1. Olá Carol! Ainda não li esse livro. Depois diz o que achaste. :)
      Beijinho

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  2. Eu vi o filme quando era mais jovem e estive semanas com medo de beber água, não estivesse eu a beber ácido xD

    Este Verão peguei no livro. Também não foi dos meus preferidos, mas continua a ser um livro muito bom.

    Adoro os livros dela :D

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    1. Olá Catarina! Não sabia que este livro tinha dado um filme... Compreendo esse teu medo, a cena do copo com ácido foi das mais marcantes da história.
      A Agatha Christie era sem dúvida um génio :)
      Beijinho

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