sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Se me pudesses ver agora - Cecelia Ahern


Com seis milhões de livros vendidos em todo o mundo, Cecelia Ahern tem-se destacado por um estilo de escrita original e com enredos criativos que prendem o leitor por situações inusitadas. Depois de P.S. Eu Amo-te, o romance de estreia, traduzido em mais de 40 países e de Para Sempre, Talvez, a filha do primeiro ministro irlandês apresenta-nos um narrador, Ivan, que é um ser imaginário, com a função de acompanhar uma criança que precise de um amigo. Essa criança é Luke, um menino de seis anos que vive com a tia, Elizabeth, de trinta e quatro anos, fria, metódica, obsessivamente trabalhadora que inicialmente não aceita a nova relação do sobrinho com um amigo que ela não consegue ver. Só depois de fazer uma pesquisa na Internet, Elizabeth se sente mais aliviada por saber que os amigos imaginários não são um sinal de solidão mas de criatividade infantil. Um romance divertido, com humor que apela para um imaginário característico dos adolescentes que muitos adultos já perderam mas que deveriam recuperar em nome de um encontro consigo próprios.


Este é um livro um pouco diferente do que costumo ler. Pela sinopse pensei que fosse um romance onde há uma família com muitos problemas, onde se insere a protagonista Elizabeth, e que o aparecimento de Ivan iria mudar Elizabeth e os problemas seriam resolvidos ou encaminhados para a sua resolução. No fundo é isso que acontece, mas de uma maneira muito diferente do que eu poderia imaginar.
Neste livro é explorado o tema de amigos imaginários,um tema bastante curioso, sendo que um dos narradores é mesmo um amigo imaginário, uma personagem bastante curiosa e única e bastante importante para a história.
Neste livro vemos Elizabeth mudar, sair da sua zona de conforto repleta de castanhos, pretos e brancos e abrir os olhos para o arco-íris de cores que existem, tanto no estilo metafórico como literal. Vemos esta personagem aprender a relacionar-se, bem como a fazer as pazes com o passado e com o seu pai. E todos os acontecimentos encaminham-se para um final que achei delicioso. A sala em branco acaba por ter uma decoração bastante bonita :)
É um livre bastante único (sinto que me estou a repetir demasiado nos adjectivos), bem ao estilo da Cecília Ahern. É preciso ter consciência as histórias desta escritora são bem diferentes do demais, com temas únicos e são contadas de uma maneira especial. É o caso deste livro. Aventurem-se, podem vir a gostar.

5/7 - Gostei

2 comentários:

  1. Adoro a autora e com certeza adoro este livro. Com certeza que, ao ler a sinopse o livro não nos prepara para o que realmente é e somos verdadeiramente surpreendidos durante a leitura. Apesar de tudo fala de um tema que não me é nada familiar mas que me conquistou.
    Acho a escrita dela fantástica e é das minhas autoras favoritas :)

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    1. Olá Visão Periférica!
      Não estava mesmo nada à espera do que fui encontrar neste livro. O tema de amigos imaginários não é realmente muito explorado, mas gostei do papel do Ivan, foi uma excelente personagem.
      Beijinho

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