segunda-feira, 8 de abril de 2013

Tudo se perdoa por amor - Patricia Scanlan

Tudo Se Perdoa Por Amor


Nada como um bom casamento… para dar início a Terceira Guerra Mundial! E é exatamente o que vai acontecer se Connie Adams, a mãe da noiva, não conseguir melhorar as relações entre Debbie e o pai. Barry faz questão que a sua emproada segunda mulher e a filha adolescente, sempre mal-humorada, o acompanhem no grande dia, mas Debbie preferia casar num supermercado a tê-las no seu casamento. E, como se não bastassem já a Debbie todas estas coisas, a sua chefe anda a fazer-lhe a vida num inferno e ela começa a desconfiar que o noivo tem algumas hesitações relativamente ao casamento… Por isso, viverão todos felizes para sempre ou estará a família inteira a encaminhar-se para o divórcio?


Esta é uma história onde todos ralham e ninguém tem razão. Ou melhor, cada um tens as suas razões, mas nem sempre estão certos.
Debbie é filha de pais separados e não perdoa o pai por a ter abandonado e à mãe. Connie, a mãe, é uma mulher quase na menopausa, que está a aprender que ainda há esperança para ser feliz, e que não é a chegada aos 50 que a pode impedir. Do outro lado temos Barry, o pai de Debbie e a sua nova família: Aimee, a mulher mais nova e que só pensa na sua carreira e está a deixar a família para trás e Melissa, uma adolescente com alguns problemas, e que se ressente da meia-irmã a olhar com desdém e indiferença. Temos Judith, a chefe da Debbie, uma mulher nos cinquenta que vê a sua vida desperdiçada porque teve de voltar a casa dos pais quando ainda era nova para cuidar destes e ainda aí está, para cuidar da mãe supernervosa, Lily. E ainda o noivo de Debbie incrivelmente mimado (egocêntrico?), que só se quer divertir sem olhar às consequências. Estas são as principais personagens, cujos pontos de vista vamos acompanhando, e tentando compreender.

Ao princípio ia gostando e compreendo todas as personagens, mas ao longo do enredo fui mudando a minha opinião, à medida que os ia conhecendo melhor e vendo as suas atitudes. Ganhei afecto a Melissa, uma miúda que precisa da atenção da mãe e não das seus constantes repreensões e ausências, e que gostaria de se dar melhor com a meia-irmã. Fui esperando que a Debbie deixasse de tratar o pai daquela maneira e estendesse o cachimbo da paz. Fui compreendendo melhor a Judith - esta é uma mulher amargurada pelo que lhe aconteceu durante toda a vida e que desespera por um caminho que tenha uma saída e felicidade guardada para ela.
Quanto a Bryan, esse nunca ganhou a minha simpatia e cada vez mais desgosto dele. Quando lerem vão perceber. Ele é mimado e apesar de gostar de Debbie, não se preocupa com ela, nem com os compromissos que ambos assumiram. É preocupante e será mais ainda no(s) livro(s) seguinte(s). Já Debbie, apesar de tudo, é uma burra por varrer para debaixo do tapete as preocupações e problemas que vai tendo com o noivo. Há-de arrepender-se...
Barry é uma personagem que me dividiu. Se por um lado compreendia-o e tinha pena dele, pela fúria que Debbie lhe reservava, e pelos problemas que tinha com a mulher, por outro comecei a enfurecer-me com ele pelas atitudes que começou a ter para com a ex-mulher...
Quanto a Aimee, esta foi uma personagem que ao principio ainda ia compreendendo, mas cedo comecei a odiar. Ela é uma cabra do pior!!!

Vamos acompanhando estas personagens ao longo da preparação do casamento de Debbie e Bryan e do próprio casamento, vamos vendo as suas perspectivas, angustias, medos, anseios, etc, etc. Como já li numa opinião sobre este livro e concordando, é um livro que entretém. Não tem muita profundidade, excepto por algumas personagens, mas proporciona-nos diversas emoções. Recomendo, mas não esperem uma história profunda, complexa. Este livro é para quem procura uma boa história para passar o tempo, para se entreter.

5/7 - Gostei

4 comentários:

  1. São personagens humanas :)

    Judith foi a que mais gostei, Aimee a que menos gostei. Acho que a Aimee vai sofrer bastante no futuro :/

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    1. Olá Cata! Concordo contigo, são realmente personagens humanas, se bem que não consiga comprende-las às vezes. E realmente a Aimme é odiosa! Ela bem merece sofrer as consequências do que tem andado a fazer...
      Beijinho

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    2. Ela deu-me que pensar: tentou tanto não ser como a mãe...que acabou igual ao pai (que odeia)

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    3. É bem verdade... tanto abominava as atitudes que o pai tinha para com ela, que acabou igual a ele. E os outros é que sofrem. Enfim... -.-"
      Beijinho

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