quarta-feira, 22 de maio de 2013

As Vinhas do Amor - Roisin McAuley

As Vinhas do Amor

Moonbeam Star, conhecida pelos amigos como Melanie, é filha de um casal hippy. O pai esqueceu-se de regressar de Woodstock e a mãe partiu para se encontrar, portanto, Melanie foi criada pelos avós. Agora na casa dos vinte, Melanie estuda e trabalha num estabelecimento vinícola na Califórnia. Quando o avô tem um ataque cardíaco, revela um segredo que guardou desde que o seu avião foi abatido sobre a França durante a Segunda Guerra: teve um filho com a rapariga que salvou. A criança era um rapaz, e Melanie fica intrigado com a existência desse tio francês e parte à sua procura. Em Inglaterra, a jovem irlandesa Honor Brady apaixona-se por Hugo, um comerciante de vinhos, que a leva para o seu castelo em Astignac, na zona vinícola de Entre Deux Mers. Hugo vende vinhos raros a connoisseurs; vinhos com história; vinhos escondidos durante a guerra; vinhos salvos do Palácio de Inverno em Sampetersburgo… e Honor é deixada sozinha, o que a leva a conhecer Didier, cuja família outrora foi dona do château de Hugo e está ligada ao tio de Melanie. À medida que as vida das duas mulheres se sobrepõem, é descoberta uma teia de mentiras que se estendeu durante décadas.

Uma história empolgante que se estende por meio século - 1944-1994 - e se centra nos belos vinhedos do Sul da França e da Califórnia.
O amor e o bom vinho combinam, mas nos dois casos é importante reconhecer o que é verdadeiro. Irá Honor Brady encontrar o verdadeiro amor com o comerciante de vinhos Hugo Lancaster, que a arrebata para o seu château na França? O seu amigo, Diarmuid Keenan, não parece ser da mesma opinião. Porém, ele próprio não é capaz de encontrar o verdadeiro amor. Está o viticultor Didier Rousseau realmente interessado em Honor, ou no château de Hugo? E irá a jovem americana Melanie Miller encontrar raízes no mesmo castelo graças a um segredo do tempo da Segunda Guerra Mundial no passado da sua família?


[Pensamentos durante a leitura]
  • A Atalante isto... a Atalante aquilo. Um cão (não uma cadela)! Qual é a lógica? Falta de revisão?
  • Parece que Atalante sempre é cadela, porque é sempre Ela isto ou A Atalante aquilo. Mas não sei porquê insistem em chamá-la de cão e não cadela. Mas quem é que fez a revisão desta livro, afinal??? O.o

Que devo dizer? A sinopse, o título, a capa, tudo fazia crer que este livro seria um romance relacionado com as vinhas. No fundo é, mas acaba por ser uma enorme desilusão.
Na minha ideia, basicamente a autora imaginou o princípio, onde Melanie nos conta o seu presente e o seu passado e onde é revelado o segredo que o seu avô escondia há 50 anos; e o fim, onde muito abruptamente as protagonistas formam casais com outras duas personagens e onde é referido de relance o que aconteceu a dois malfeitores que mal conhecemos durante a história, e onde nem se sabe o que acontece ao personagem mais odiado. Entre estes dois momentos, é palha, palha e palha.
É-nos contada a história de Honor, tudo (ou nada) o que lhe acontece em França - o que ocupa mais de metade do livro e que mal serve para encher chouriços; quando finalmente a história volta a ser contada da perspectiva de Melanie, basicamente é tudo sobre os seus arrufos com o padrasto e o tão rápido entendimento entre estes - a sério que não percebi, passam a vida a desentenderem-se, têm uma discussão de meia-noite e na manhã seguinte já tão todos amigos? - enfim, ne comprends pas.
Apesar de vermos a história pela perspectiva de Melanie e Honor, nos fundo mal as conheci, não consegui compreendê-las de todo. Idem aspas para as restantes: não há personagem que seja aprofundada.
No fundo a história é tão desinteressante que eu mal conhecia as personagens, nem tão pouco me interessava a tal; acabava por nem ter interesse em saber quem era quem e acabar por confundir personagens. O facto também da autora colocar dois personagens principais com nomes parecidos também pouco ajuda.
Não recomendo, at all. Desinteressante, sem profundidade nenhuma, uma tremenda desilusão. Até as esperanças que melhore para o final acabam goradas. Para esquecer, mesmo.

Ia-me esquecendo, um último reparo. A tradução/revisão deste livro é de chorar. Desde tratar uma cadela, A Atalante, várias e repetidas vezes como cão, não se consegue perceber. Em inglês, cão ou cadela é sempre "dog", mas em português distinguimos o género! A princípio andei bem confusa sem saber se era cão ou cadela, uma vez que a tratavam por "A Atalante", para depois dizerem "o cão" - acabei por ver que era erro de tradução! Outra expressão que me fez rir foi "No norte do solstício de verão (pg 312)". Ai agora o solstício de verão já tem norte e sul? A não ser que eu seja muito ignorante e isso seja verdade, eu entendi que a expressão deveria ser "no solstício de verão no Norte", uma vez que quando nós estamos no Verão, no hemisfério Sul, eles estão no Inverno... mas isso sou eu que digo, não é?

1/7 - Detestei

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