sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A Rainha da Chuva - Katherine Scholes

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Páscoa, 1974. Numa remota localidade na Tanzânia, o Dr. Michael Carrington e a sua esposa Sarah são brutalmente assassinados. Uma mulher branca de visita ao casal sobrevive inexplicavelmente ao ataque, e um adorno manchado de sangue é encontrado junto aos corpos com madeixas do seu longo cabelo ruivo.
A misteriosa mulher é Annah Manson. Outrora uma enfermeira missionária idealista, é agora uma marginal. Os europeus tratam-na com suspeita mas os africanos conhecem-na como uma curandeira dotada, amiga de feiticeiros e o grande amor de Mtemi, chefe do povo Waganga. Chamam-na de Rainha da Chuva.
Vinte anos depois, a filha de Sarah e Michael vive em Melbourne. Enterrou o luto da infância e já não se interessa em descobrir a verdade sobre a morte dos pais. Mas depois conhece a sua nova vizinha - uma idosa excêntrica que também partilha com ela um passado em África. Uma idosa a quem já chamaram Rainha da Chuva… e que tem uma história para a libertar.


Acabei este livro acerca de uma hora atrás. E não sei bem o que dizer, estou sem palavras. Mas vou fazer um esforço. Sei que se me deixar ir sem escrever algo, mais tarde não conseguirei falar tão bem do livro e das emoções despertadas.
Quando li a sinopse deste livro, pensei que a história iria focar muito em Kate. Mas a verdade é que esta é a história da Rainha da Chuva, pelo que vai ser ela a protagonista. Começamos quase no fim, no funeral dos pais de Kate. Mais tarde, vemo-nos a par de Kate, uma pessoa vazia, que estrangulou os sentimentos muito tempo atrás. Esta conhece a sua nova vizinha, e muito cedo começa a sua amizade, até que ela descobre quem na verdade a sua vizinha é. E é aí que a história começa, no verdadeiro sentido. Annah não é uma pessoa normal. Ou até talvez seja, mas as circunstâncias da sua vida vão torná-la uma pessoa especial, alguém com um coração enorme. Pelos seus olhos vamos conhecer África de um modo particular, vamos conhecer modos de vida, hábitos, crenças, amor, sofrimento, sacrifício, vida e morte, e talvez o melhor de dois mundos.
Na verdade, no início do livro, nunca pensei vir a gostar tanto da história que marcou tanto. A acção é pouca, os sentimentos pouco são despertados, pelo que não adivinhava o que aí vinha. À medida que a história se vai desenrolando, que vamos acompanhando Annah na sua missão, começamos a ser, a estar envolvidos na história de uma forma que não nos conseguimos desligar. Confesso que nunca fui fã de África, mas este livro conseguiu fazer-me vê-la de uma forma um pouco diferente. De uma forma incrível, Katherine Scholes leva-nos a visualizar de uma forma nítida, esta parte de África Central, pelo menos naquela altura temporal. Leva-nos a não ficarmos indiferentes à história, a África, a tudo o que nos conta. Quase que poderia passar por uma história real.
Esta não é uma história normal, que lemos, gostamos, mas rapidamente passa ao lado. Não. Esta é uma história que marca, uma história que gostamos de uma forma diferente e que dificilmente irá desaparecer da nossa memória. Recomendo totalmente :)

5,5/7 - Gostei bastante

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