terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Alera, Tempos de Vingança - Cayla Kluver

Última leitura do ano!

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Confrontada com a mais terrível traição que um coração pode conhecer, Alera será forçada a esquecer os seus sentimentos e a conduzir o seu reino nesta hora de tremenda provação. E, quando parece que a esperança, a vontade e a coragem estão perdidas, terá de encontrar a força que lhe permita manter-se de pé, recordando que nem a mais negra das noites impede o nascimento de um novo dia.


Apesar de dar as mesmas estrelas que as que dei ao seu anterior, acho que este livro consegue ser uma melhoria comparando os dois. A história torna-se mais complexa, há mais drama, acção - é pena que seja assim apenas na segunda metade do livro, pois até lá a história é bastante monótona, baseando-se apenas na relação de Alera e o seu marido Steldor, bem como a relação desta com o pai (se bem que em menor escala).
Neste livro ficamos a conhecer melhor certas personagens e a ter alguma empatia com elas, se bem que consegui criar mais empatia com certas personagens secundárias do que com a protagonista. Por um lado admiro a evolução que a autora deu a esta personagem, mas falta algo para criar laços com ela. E ainda personagens de quem não gostava fizeram com que eu torcesse por eles. Neste livro foi possível olharmos com outros olhos em relação a certas personagens o que acrescenta valor à história.
Nela, finalmente o reino é invadido pelo inimigo, há guerra, há mortes e torturas, se bem que um pouco longe dos nossos olhos, uma vez que a história é narrada pela protagonista Alera e este está um pouco afastada dos acontecimentos. Findo tudo isto e após reviravoltas inesperadas, há paz. O que me leva a pensar o que o próximo livro traz. Porque há paz, é certo, mas não é bem como seria desejável e o par protagonista ainda não se entendeu ou teve tempo para isso. Vamos lá ver se Cayla Kluver me consegue surpreender com o que eu penso que é o último livro desta história.
Bem, esta é uma história que se pode caracterizar como razoável, com boas histórias, com boas personagens e um bom enredo, se bem que podiam ser mais desenvolvidos ou complexos. Mais uma vez, fiquei perplexa e irritada com a maneira como as pessoas se tratam, incluindo quando se dirigem a personagens reais: "Sua Alteza, tu..." cai muito mal, mas depois de algum tempo, passamos a ignorar isso para bem da nossa sanidade mental - esta é mesmo a característica pior da escrita da autora - ou será da tradução? Não sei, sinceramente. Mas tirando isso, é uma história que proporciona um bom entretenimento.

4/7 - Gostei mas tenho algumas reservas

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