quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O Voo do Corvo - Juliet Marillier


Leitura 2014
O Voo do Corvo
Raven Flight

Juliet Marillier
Shadowfell #2

Planeta (2013)
400 páginas

Origem: Biblioteca
5/7 - Gostei 



Depois de concluir a sua longa e árdua viagem até à base dos Rebeldes em Shadowfell, Neryn tornou-se uma parte vital da rebelião contra o tirânico rei Keldec. Cada passo que dá no sentido de aperfeiçoar os seus dons e afirmar-se como uma Voz poderosa e única na sua geração leva-os mais perto da meta pretendida. Mas, primeiro, Neryn terá de procurar os Guardiães das quatro Vigias para completar o seu treino e o tempo escasseia. Entretanto, Flint, o espião rebelde por quem se apaixonou, foi de novo chamado à corte de Keldec. O laço que os une é tão forte que, mesmo à distância, se procuram em sonhos, partilhando momentos preciosos - ainda que inquietantes - da vida um do outro.

Os Rebeldes vêem com desconfiança este novo amor. Permitir que a emoção se sobreponha à lógica fria do movimento pode pôr tudo em risco. No fim, o amor poderá revelar-se a força motriz da esperança ou a brecha traiçoeira na armadura da rebelião.



Iniciei esta leitura com as expectativas algo baixas: apesar de gostar imenso desta autora, o primeiro livro desta trilogia, Shadowfell, não me tinha surpreendido para aí além, tendo ficado bem abaixo do nível dos restantes livros que já li da autora. Contudo O Voo do Corvo veio dar-me uma melhor impressão, com mais revelações, muito mais acção, que veio dar outro ritmo à leitura.
O início é algo parado, dá-nos a conhecer a rotina em Shadowfell, as tentativas de Neryn em falar com as boas gentes presentes no local, em descobrir o seu rumo e a viagem a seguir. Mas quando esta começa a sua viagem, perigos novos espreitam, coisas novas acontecem, levando-nos a querer saber mais, o que vem a seguir, despertando muito mais o nosso interesse (comparando com o primeiro livro).
Neryn vai conhecendo melhor o seu dom, quem a rodeia, os seus sentimentos para com algumas pessoas e não vai ser a única a auto-descobrir-se. Ao longo da sua viagem vamos sofrendo alguns sustos, mas isso só dá mais interesse à história e, para além do mais, é algo necessário, pois se formos a ver, o universo em que a história se insere é um reino extremamente opressivo, em que qualquer coisa pode condenar uma pessoa e estamos do lado da rebelião secreta.
Fico à espera de poder pôr a mão no último livro, A Voz, e espero sinceramente que esta tendência de melhorar a história de livro para livro encontre o seu clímax no desfecho da mesma.


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16112103

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