sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Alera | Sacrifício - Cayla Kluver



Alera | Sacrifício
Sacrifice

Cayla Kluver
Legacy #3

Planeta (2013)
384 páginas

Origem: Biblioteca
4/7 - Gostei mas tenho reservas

+1 Finish The Series Reading Challenge 2014


ALERA, rainha de um reino perdido, secretamente apaixonada pelo inimigo.

SHASELLE, filha de um pai assassinado, uma rebelde com causa.

Uma vive atrás das antigas muralhas do palácio de Hytanican e caminha no fio da navalha para manter a frágil paz na sua amada terra. A outra erra pelas ruas devastadas pela guerra, em busca de vingança para a tragédia que atingiu a família. Ambas fazem escolhas que as irão separar daqueles que não conseguem deixar de amar. Como as suas histórias se entrelaçam, uma conspiração toma forma e tanto pode acabar em escravidão ou morte, ou ter de novo liberdade, mas apenas se cada uma conseguir enfrentar o que deve ser sacrificado.


É com Sacrifício que fechamos a trilogia Alera, uma história passada num mundo parecido com o nosso, numa era medieval, com reinos bastante distintos principalmente na sua cultura. Nota-se que a escritora é algo jovem, devido à sua linguagem simples, personagens um pouco lineares e pela forma bastante inédita com que as personagens se tratam mutuamente: apesar dos vários títulos e formalidades, todas elas se tratam por tu. Foi algo que estranhei no início e continuo a estranhar mas que consegui ignorar na sua maioria neste livro.

Neste último livro, temos Hytanica dominada pelos cokyrianos, o reino vizinho e inimigo. Para além dos choques entre dominadores e dominantes, temos ainda os choques culturais: Hytanica é um reino religioso, com gosto pelas coisas bonitas e bem feitas e onde os homens é que mandam nas famílias e nos assuntos principais; Cokyri é um reino onde o pragmatismo e as coisas práticas vencem, onde as mulheres é que mandam, sobem mais rápido nos seus postos que os homens e estes nem direito a criar os seus filhos têm. Ainda assim, apesar das diferenças, há personagens entre ambos os reinos que se compreendem, toleram e amam. É o caso de Alera, por exemplo, a rainha da Hytanica que é agora a Magnífica Coordenadora, nomeada pela Soberana de Cokyri a estabelecer laços entre os dominadores e dominados e a certificar-se que não há problemas, apaixonada desde o início da história por Narian, o comandante cokyriano mas que nasceu hytanicano (ou lá como se diz).

Pela primeira vez a história é narrada a duas vozes - a de Alera, a rainha/Magnífica Coordenadora (que raio de títulos estes!) e a de Shaselle, uma rapariga da nobreza, meia maria rapaz. Esta diferença, face aos livros anteriores permite conhecer certos lados da história, bem como acompanhar certos acontecimentos que de outra forma não tínhamos conhecimento.
Este foi um livro mais emocionante (a visão de Shaselle ajudou bastante), com mais reviravoltas - a revolta dos dominados assim o exigia -, e com algumas personagens novas que deram mais interesse à história. Foi o desfecho de toda esta história, uma desfecho feliz se bem que algo insosso e apressado. Fiquei com a impressão que mais um capítulos ou dois para desenvolver aquele final não ficariam nada mal. Parece que a autora não sabia como atar certas pontas e deixou-as ali, a dizer-nos que tinha esperança que seriam atadas da melhor forma. Enfim, foi um desfecho morno para uma leitura morna, que só decidi levar até ao fim porque a curiosidade era maior que o aborrecimento. Acredito que para adolescentes o enfado não seja tão grande. Mas há melhor, bem melhor.


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16082256

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Olá C.!
      Obrigada pela partilha, já há algumas perguntas para as quais sei as respostas que iria dar.
      A ver se a faço em breve. :)
      Beijinho

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