quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A Culpa é das Estrelas - John Green



A Culpa é das Estrelas
The Fault in Our Stars

John Green
Livro Único

ASA (2012)
255 páginas

Origem: Biblioteca
3/7 - Não gostei nem detestei



Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.

PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.



Peguei neste livro, quando o encontrei na biblioteca, porque já tinha lido tão boas opiniões sobre ele, era quase unânime que este livro era muito bom, que falava de um tema delicado e tales, mas que era muito bom, muito lindo, etc, etc e... nhé! Perdoem-me todos os fãs deste livro, mas para mim foi um suplício acabar com ele. Irá ser uma leitura que não irei esquecer é certo, mas mais porque foi daqueles livros quase unanimemente bons que para mim ficou tão aquém das expectativas.

Para começar, temos dois protagonistas bastantes enfadonhos, que tirando a depressão e comentários à altura desta, normais tendo em conta a situação em que estão, são bastante fraquinhas e que poucas emoções passam para o lado de cá. Ambos apaixonam-se um pelo outro, naquilo que considero uma coisa tão demasiado rápida que nem é credível. E toda a relação deles, opá, aquilo não me convenceu. E porquê? Volto a repetir, não há emoções a vir para o lado de cá, excepto de quando a quando.
Este livro poderia realmente ser um supra-sumo, principalmente pelo tema tão delicado, tão depressivo que é, que traz o melhor de algumas pessoas e o pior de outros, o cancro, um dos piores pesadelos que podem aparecer na vida de alguém. Sim, este é um tema bastante impactante quer para aqueles que já o conheceram de perto, outros de mais longe, até por aqueles que não conheceram. Impactante para aqueles que o venceram e para aqueles que foram derrotados. É daquelas coisas que afecta uma toda família, mesmo que tenha vindo depois dele ter acontecido e ter levado um dos membros dela. Sim, é um tema monstruoso. Mas a questão é que ele é desenvolvido de uma forma tão leviana, tão sem emoções cá para fora, que se torna desinteressante no livro. Sim, ele traz consequências trágicas para várias personagens no livro. Mas quase que se passa a leitura indiferente a isso. Apesar de ser um tema, uma doença tão má, ela quase que me passou a lado neste livro. E até que fico zangada, porque sendo o livro como foi escrito, deveria ter tratado o assunto com mais emoção, de uma forma mais realística. Quase que é um conto de fadas um pouco tristezinho pela forma como foi escrito. E um livro escrito à volta deste tema não merece ser escrito assim!

Desculpa lá John Green, dificilmente outro livro teu calhará na lista de leituras minhas. Fiquei bastante mal impressionada contigo.

Nov. 2015: Prognóstico confirmado passado quase um ano! Continuo zangada com este senhor :S

6 comentários:

  1. Olá Sara!

    Ainda bem que encontro alguém que partilhe da mesma opinião! São poucas as pessoas que não conseguem ver a pobreza que este livro é. Personagens fracas e desisteressantes, narrativa pobre e pouco explorada, romance que não consigo identificar (não consegui sentir emoção) e uma forma extremamente leviana como tratam um assunto tão pesado e sério.
    Este foi o único livro que li do autor. Não voltei a ler mais nada dele... Ainda não sei se o farei ou não. Porém, este é um livro bastante fraquinho.

    Beijinhos

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    1. Olá Silvana! É bom ver alguém que me compreende. Sinto o mesmo que tu - como é que uma pobreza destas pode ter um hype tão grande? Mas pronto... Eu também não voltarei a pegar em livros dele. Que má impressão ele me deixou. :S
      Beijinho

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  2. Respostas
    1. Olá Marta! Concordo plenamente contigo. Não compreendo tamanha histeria por este livro...
      Beijinho

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  3. "Quase que é um conto de fadas um pouco tristezinho pela forma como foi escrito." Foi precisamente o que eu pensei e também comentei algo do género, tipo drama romantizado, e acho que só quem não leu (e viveu) cenas na vida mais duras e dramáticas e chocantes é que se ficará deslumbrado com este livro. É bom para que nunca leu um drama na vida e quer começar no género e é algo juvenil, por isso é bom para esse público adolescente/jovem-adulto.

    Acho que se o tivesse lido com 15 anos ou assim teria sentido e adorado o livro de outra maneira. Mesmo assim não foi um livro que detestei de ler, mas também não adorei e até apreciei o filme, se calhar mais que o livro, mas basicamente é isso mesmo: "Um conto de fadas um pouco tristezinho".

    Adorei a tua observação:
    Nov. 2015: Prognóstico confirmado passado quase um ano! Continuo zangada com este senhor :S
    Só por causa disso eu que ando a evitar ler mais algum livro dele, sendo que este foi o único vou ler só para ver por mim própria!! xD

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    1. Olá Liliana! Pois, o sentimento continua. Foi um livro que me revoltou com a leveza com que foi escrito. O tema é daqueles que devasta a vida de qualquer um e não foi bem tratado neste livro.
      Por isso mesmo, quando mais longe, melhor!
      Beijinho

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