segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Sozinhos na Ilha - Tracey Garvis Graves


Sozinhos na Ilha
On the Island

Tracey Garvis Graves
Livro Único

Edições ASA (2013)
352 páginas

Origem: Biblioteca
7/7 - Adorei. Obra Prima



Uma ilha deserta plena de sol, vegetação luxuriante e mar cristalino é um cenário de sonho. Ou talvez não... Anna Emerson decide quebrar a sua rotina e deixar Chicago para dar aulas numa ilha tropical. Por seu lado, T. J. Callahan só quer voltar a ter uma vida normal após a sua luta contra o cancro. Mas os pais empurram-no para umas férias num destino exótico. Anna e T. J. estão a sobrevoar as ilhas das Maldivas a bordo de um pequeno avião quando o impensável acontece: o aparelho despenha-se no mar infestado de tubarões. Conseguem chegar a uma ilha deserta. Sãos e salvos, festejam e aguardam, convictos de que serão encontrados em breve. Ao início, preocupam-se apenas com a sobrevivência imediata e imaginam como será contar tamanha aventura aos amigos. Nunca a citadina Anna se imaginou a caçar para comer. T. J. dá por si a lutar com um tubarão e a ser acolhido por simpáticos golfinhos. Os dois jovens descobrem-se timidamente e exploram a ilha. Mas à medida que os dias se transformam em semanas, e depois em meses, as hipóteses de serem salvos são cada vez menores. Ambos têm sonhos por cumprir e vidas por retomar, e é cada vez mais difícil evitar a grande questão: conseguirão um dia sair daquela ilha?


Que leitura esta! Já tinha ouvido falar bem desta história, mas nunca pensei vir a gostar tanto dela - normalmente perdidos em ilhas parecem trazer histórias muitos más, dramáticas e tristes e eu não costumo gostar muito porque parece que é inevitável morrerem na ilha. Mas neste (e isto não é spoiler! está em todo o lado) eu sabia que eles um dia iriam conseguir salvar-se.
O facto de saber que neste caso havia esperança ajudou-me na leitura, ajudou-me a suportar com os protagonistas tudo o que eles passavam (sim, porque se a história for bem escrita eu sofro com eles, o que aconteceu neste caso), a sentir com eles o desespero e a inevitável falta de esperança por não serem encontrados durante tanto tempo. Mas felizmente eles não deitam mãos ao ar e lutam para sobreviver, tendo a sorte de várias coisas do avião terem dado àquela costa e de terem encontrado técnicas para encontrar aquilo de que precisavam! A isto (o terem encontrado coisas do avião) tenho que dizer que os ditos cujos também tiveram muita sorte! Mas também se não fosse assim, não iriam sobreviver.
Quando são resgatados as coisas não irão ser um mar de rosas, porque a vida real é muito diferente da passada na ilha - e o que não importava perante a inevitabilidade de ficarem lá a viver para sempre, importa quando regressam às suas vidas normais - estou a falar do envolvimento dos dois, tendo em conta a diferença de idades. Quanto a isto, posso dizer que estive do lado dos dois, e a história ajuda-nos a torcer por eles.
Foi uma excelente leitura, e será certamente uma que irei recordar muitas vezes e com um sorriso. Recomendo plenamente :)

2 comentários:

  1. Parece-me muito, muito bom, quero muito lê-lo!

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    1. Olá! Se o leres, depois partilha a tua opinião. Espero que gostes! :)
      Beijinho

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