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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Caos Maravilhoso - Kami Garcia & Margaret Stohl


Caos Maravilhoso
Beautiful Chaos

Kami Garcia & Margaret Stohl
Caster Chronicles #3

Edições ASA (2014)
432 páginas

Origem: Biblioteca
4/7 - Gostei mas tenho reservas



Ethan Wate julgou estar a habituar-se às estranhas coisas impossíveis que se desenrolavam em Gatlin. Porém, agora que Ethan e Lena voltaram para casa, estranho e impossível assumiram novos significados. Enxames de gafanhotos, um recorde de calor e tempestades devastadoras arrasam Gatlin enquanto Ethan e Lena tentam perceber as consequências do Chamamento de Lena. Até a família de Lena é afetada - e as suas habilidades começam a falhar perigosamente. Com o tempo, uma questão torna-se clara: o que - ou quem - terá de ser sacrificado para salvar Gatlin?

Para Ethan, o caos é uma distração assustadora, mas bem-vinda. Ele está de novo a ser perseguido nos sonhos, mas desta vez não por Lena - e tudo o que o assombra segue-o para fora dos sonhos até à sua vida quotidiana. Ainda pior, Ethan está gradualmente a perder pedaços de si - esquecendo nomes, números de telefone, e até memórias. Não sabe porquê e na maioria dos dias, tem medo de perguntar.
Às vezes, não há apenas uma resposta ou uma escolha. Às vezes não há como voltar atrás. E desta vez não haverá um final feliz.



Tendo lido o livro anterior há coisa de uns 2 anos, já não me lembrava muito do que se tinha passado, pelo que o início deste foi algo confuso. No entanto, ao longo da história, fui-me lembrando do essencial do passado.
A história está cada vez mais apocalíptica, com cada acção feita tendo uma consequência muito própria - normalmente daquelas de que não se gostam e que alguns gostariam de dar a vida para ela não acontecer.
Enfim, este livro já não é tão cativante como o primeiro, mas no entanto, continua a dar cartadas para continuar a ler. O fim da história foi simplesmente daqueles "O QUÊ?!?!?" que nos faz desejar ter o livro seguinte logo ao lado para ver o acontece a seguir.
Agora é esperar pela tradução do último livro, Beautiful Redemption e esperar que haja uma redenção por parte da história, das autoras, tal como o próprio nome diz.

*Espera aí, o livro já está traduzido!


Livros anteriores
Criaturas Maravilhosas (Caster Chronicles, #1)11292935

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Menina Rica, Menina Pobre - Joanna Rees


Menina Rica, Menina Pobre
A Twist of Fate

Joanna Rees
Livro Único

Edições ASA (2013)
512 páginas

Origem: Biblioteca
5/7 - Gostei



Thea e Romy são duas lindas bebés cujo futuro é ditado por uma moeda atirada ao ar. Separadas e vendidas na calada da noite, os seus destinos não podiam ser mais diferentes. Thea é enviada para os Estados Unidos, onde a espera uma vida de privilégio e luxo. Romy é internada num violento e degradado orfanato na Alemanha de Leste. Embora vivam em continentes diferentes, os seus caminhos vão cruzar-se ao longo dos anos, sem que nenhuma conheça a identidade da outra. Mas os seus mundos acabarão por colidir um dia. Face a uma tragédia iminente, com tudo o que lhes é mais querido em jogo, elas têm apenas duas opções: destruírem-se mutuamente ou unirem-se, arriscando as próprias vidas, para descobrir a chocante verdade sobre o seu passado. Das vielas decadentes de Londres aos arranha-céus de Nova Iorque, das montanhas geladas da Europa de Leste às exuberantes praias das Caraíbas, duas mulheres unidas pelo poder invisível dos laços de sangue constroem as suas vidas numa luta permanente contra a arbitrariedade do acaso.


Que dizer deste livro? Encerra, sem dúvida, uma história marcante, impactante e cheia de acontecimentos e adrenalina. As duas irmãs da história não vão conhecer vidas fáceis, independentemente da pobreza ou da riqueza.
Li este livro há dois meses e só agora escrevo a opinião, mas contudo lembro-me ainda bem desta história. É daquelas que traz tanta coisa, tanto sofrimento que o final até podia ser um bocadinho mais prolongado para podermos gozar a felicidade das protagonistas. Estas vão tendo o seu tempo de antena ao longo da história, tendo as suas histórias alternadas e normalmente com saltos temporais no meio. Uma coisa que me fez confusão foi que quando acontecia algo de mais suspense, a história mudava de irmã e nós só sabíamos resultado disso pelo que era retratado na história da irmã ou por memórias descritas quando voltávamos à personagem em questão. Mas isso não impediu de devorar o livro. Esta é uma história que vale a pena, onde acompanhamos duas irmãs que só se encontram com conhecimento uma da outra (por diversos momentos encontram-se ou ouvem uma da outra sem saber da sua ligação) e cujas vidas bem intensas começam por ser decididas por um atirar de uma moeda ao ar- ou não... descubram isso vocês.

Ainda não leram este livro? Estão à espera de quê?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Sozinhos na Ilha - Tracey Garvis Graves


Sozinhos na Ilha
On the Island

Tracey Garvis Graves
Livro Único

Edições ASA (2013)
352 páginas

Origem: Biblioteca
7/7 - Adorei. Obra Prima



Uma ilha deserta plena de sol, vegetação luxuriante e mar cristalino é um cenário de sonho. Ou talvez não... Anna Emerson decide quebrar a sua rotina e deixar Chicago para dar aulas numa ilha tropical. Por seu lado, T. J. Callahan só quer voltar a ter uma vida normal após a sua luta contra o cancro. Mas os pais empurram-no para umas férias num destino exótico. Anna e T. J. estão a sobrevoar as ilhas das Maldivas a bordo de um pequeno avião quando o impensável acontece: o aparelho despenha-se no mar infestado de tubarões. Conseguem chegar a uma ilha deserta. Sãos e salvos, festejam e aguardam, convictos de que serão encontrados em breve. Ao início, preocupam-se apenas com a sobrevivência imediata e imaginam como será contar tamanha aventura aos amigos. Nunca a citadina Anna se imaginou a caçar para comer. T. J. dá por si a lutar com um tubarão e a ser acolhido por simpáticos golfinhos. Os dois jovens descobrem-se timidamente e exploram a ilha. Mas à medida que os dias se transformam em semanas, e depois em meses, as hipóteses de serem salvos são cada vez menores. Ambos têm sonhos por cumprir e vidas por retomar, e é cada vez mais difícil evitar a grande questão: conseguirão um dia sair daquela ilha?


Que leitura esta! Já tinha ouvido falar bem desta história, mas nunca pensei vir a gostar tanto dela - normalmente perdidos em ilhas parecem trazer histórias muitos más, dramáticas e tristes e eu não costumo gostar muito porque parece que é inevitável morrerem na ilha. Mas neste (e isto não é spoiler! está em todo o lado) eu sabia que eles um dia iriam conseguir salvar-se.
O facto de saber que neste caso havia esperança ajudou-me na leitura, ajudou-me a suportar com os protagonistas tudo o que eles passavam (sim, porque se a história for bem escrita eu sofro com eles, o que aconteceu neste caso), a sentir com eles o desespero e a inevitável falta de esperança por não serem encontrados durante tanto tempo. Mas felizmente eles não deitam mãos ao ar e lutam para sobreviver, tendo a sorte de várias coisas do avião terem dado àquela costa e de terem encontrado técnicas para encontrar aquilo de que precisavam! A isto (o terem encontrado coisas do avião) tenho que dizer que os ditos cujos também tiveram muita sorte! Mas também se não fosse assim, não iriam sobreviver.
Quando são resgatados as coisas não irão ser um mar de rosas, porque a vida real é muito diferente da passada na ilha - e o que não importava perante a inevitabilidade de ficarem lá a viver para sempre, importa quando regressam às suas vidas normais - estou a falar do envolvimento dos dois, tendo em conta a diferença de idades. Quanto a isto, posso dizer que estive do lado dos dois, e a história ajuda-nos a torcer por eles.
Foi uma excelente leitura, e será certamente uma que irei recordar muitas vezes e com um sorriso. Recomendo plenamente :)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A Culpa é das Estrelas - John Green



A Culpa é das Estrelas
The Fault in Our Stars

John Green
Livro Único

ASA (2012)
255 páginas

Origem: Biblioteca
3/7 - Não gostei nem detestei



Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.

PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.



Peguei neste livro, quando o encontrei na biblioteca, porque já tinha lido tão boas opiniões sobre ele, era quase unânime que este livro era muito bom, que falava de um tema delicado e tales, mas que era muito bom, muito lindo, etc, etc e... nhé! Perdoem-me todos os fãs deste livro, mas para mim foi um suplício acabar com ele. Irá ser uma leitura que não irei esquecer é certo, mas mais porque foi daqueles livros quase unanimemente bons que para mim ficou tão aquém das expectativas.

Para começar, temos dois protagonistas bastantes enfadonhos, que tirando a depressão e comentários à altura desta, normais tendo em conta a situação em que estão, são bastante fraquinhas e que poucas emoções passam para o lado de cá. Ambos apaixonam-se um pelo outro, naquilo que considero uma coisa tão demasiado rápida que nem é credível. E toda a relação deles, opá, aquilo não me convenceu. E porquê? Volto a repetir, não há emoções a vir para o lado de cá, excepto de quando a quando.
Este livro poderia realmente ser um supra-sumo, principalmente pelo tema tão delicado, tão depressivo que é, que traz o melhor de algumas pessoas e o pior de outros, o cancro, um dos piores pesadelos que podem aparecer na vida de alguém. Sim, este é um tema bastante impactante quer para aqueles que já o conheceram de perto, outros de mais longe, até por aqueles que não conheceram. Impactante para aqueles que o venceram e para aqueles que foram derrotados. É daquelas coisas que afecta uma toda família, mesmo que tenha vindo depois dele ter acontecido e ter levado um dos membros dela. Sim, é um tema monstruoso. Mas a questão é que ele é desenvolvido de uma forma tão leviana, tão sem emoções cá para fora, que se torna desinteressante no livro. Sim, ele traz consequências trágicas para várias personagens no livro. Mas quase que se passa a leitura indiferente a isso. Apesar de ser um tema, uma doença tão má, ela quase que me passou a lado neste livro. E até que fico zangada, porque sendo o livro como foi escrito, deveria ter tratado o assunto com mais emoção, de uma forma mais realística. Quase que é um conto de fadas um pouco tristezinho pela forma como foi escrito. E um livro escrito à volta deste tema não merece ser escrito assim!

Desculpa lá John Green, dificilmente outro livro teu calhará na lista de leituras minhas. Fiquei bastante mal impressionada contigo.

Nov. 2015: Prognóstico confirmado passado quase um ano! Continuo zangada com este senhor :S

terça-feira, 10 de novembro de 2015

A Grande Revelação - Julia Quinn



A Grande Revelação
Romancing Mister Bridgerton

Julia Quinn
Bridgertons #4

ASA (2014)
376 páginas

Origem: Estante
7/7 - Adorei. Obra prima!



O coração de Penelope Featherington sofre por Colin Bridgerton há... não pode ser!?? ...mais de dez anos? Sim, essa é a triste verdade. Dez anos de uma vida enfadonha, animada apenas por devaneios apaixonados. Dez ingénuos anos em que julga conhecer Colin na perfeição. Mal ela sabe que ele é muito (mesmo muito) mais do que aparenta... Cansado de ser visto como um mulherengo fútil, irritado por ver o seu nome surgir constantemente na coluna de mexericos de Lady Whistledown, Colin regressa a Londres após uma temporada no estrangeiro decidido a mudar as coisas. Mas a realidade (ou melhor, Penelope) vai surpreendê- lo... e de que maneira! Intimidado e atraído, Colin vai ter de perceber se ela é a sua maior ameaça ou o seu final feliz. ps: este livro contém a chave do segredo mais bem guardado da sociedade londrina.



A Grande Revelação. Melhor título para este livro não poderia haver. Tanto porque a Penélope se revela muito mais que a miúda mal vestida e mal amada pela mãe/com melhor carácter das irmãs Featherington como porque é neste livro que se dá a tão esperada revelação de quem é Lady Whistledown, a crítica e sarcástica escritora das Crónicas da Sociedade.
Este é daqueles livros que não se esquecem. Mistura romance, paixão, mistério, suspeita, comédia... é um livro com um sem número de emoções. Basta dizer que adorei?!? Há muitas opiniões boas acerca deste livro que contam muito mais da história. Vão lê-las que terão certamente mais detalhes. Para mim, basta dizer que foi uma das melhores leituras de 2014.
Acho que não é preciso dizer muito deste livro. Para quem já leu o primeiro livro e gostou, a única saída que tem é continuar a ler os seguintes, e tudo o que disse no primeiro paragrafo desta opinião é suficiente para os conhecedoras da série quererem ler este livro. E tenho dito.

Quer dizer, não tenho não. Tenho uma pequena crítica à editora: por favor, não coloquem mais nenhum fio à volta do livro como adorno, porque a capa fica toda marcada por causa dele. E não fica bonito... E agora sim, tenho dito.

Livros anteriores

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Amor & Enganos - Julia Quinn


Amor & Enganos
An Offer From a Gentleman

Julia Quinn
Bridgertons #3

ASA (2013)
384 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante




Sophie Beckett tinha um plano ousado: fugir de casa para ir ao famoso baile de máscaras de Lady Bridgerton. Apesar de ser filha de um conde, ela viu todos os privilégios a que estava habituada serem-lhe negados pela madrasta, que a relegou para o papel de criada. Mas na noite da festa, a sorte está do seu lado. Sophie não só consegue infiltrar-se no baile como conhece o seu Príncipe Encantado. Depois de tanto infortúnio, ao rodopiar nos braços fortes do encantador Benedict Bridgerton, ela sente-se de novo como uma rainha. Infelizmente, todos os encantamentos têm um fim, e o seu tem hora marcada: a meia-noite. Desde essa noite mágica, também Benedict se rendeu à paixão. O jovem ficou até imune aos encantos das outras mulheres, exceção feita... talvez... aos de uma certa criada, que ele galantemente salva de uma situação desagradável. Benedict tinha jurado tudo fazer para encontrar e casar com a misteriosa donzela do baile, mas esta criada arrebatadora fá-lo vacilar. Ele está perante a decisão mais importante da sua vida. Tem de escolher entre a realidade e o sonho, entre o que os seus olhos veem e o que o seu coração sente. Ou talvez não...


Ai, Julia Quinn, que escreves histórias maravilhosas, de rir, comer e chorar por mais!
Já há bom tempo que não lia um livro com tanta sofreguidão e num dia só, exceptuando os livros mais infantis.
A história deste livro fez-me lembrar d'O Fruto Proibido de Sherry Thomas porque ambos falam de uma mulher misteriosa que aparece na vida de um homem e que só anos mais tarde se voltam a cruzar, mas ele não a reconhece porque da outra vez havia uma máscara a esconder a face da senhora. E lá está, ele encontra-se dividido entre duas mulheres que na verdade são uma. A história escrita assim não parece muito original, tendo em conta que resume vagamente dois livros que até são bem diferentes entre si, mas este da Julia Quinn é, sem dúvida nenhuma, muito mais arrebatador, engraçado, romântico, apaixonante que o outro... preciso de dizer mais alguma coisa?
Esta autora tem o condão de escrever histórias apaixonantes, que nos fazem rir, suspirar pela história dos protagonistas, torcer por cada um deles, amaldiçoar alguma personagem mais mázita... e juntando a isso, tem ainda as tiradas sarcásticas e muito direccionadas, escritas por uma personagem bem misteriosa. E claro, ela consegue criar personagens complexas, com história, desejos e medos...
É uma autora e uma saga a não perder, a ler sem parar :)


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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Crime no Vicariato - Agatha Christie


Crime no Vicariato
The Murder at the Vicarage

Agatha Christie
Miss Marple #1

Edições ASA (2008)
240 páginas

Origem: Biblioteca
5/7 - Gostei




St. Mary Mead é uma pacata aldeia inglesa, onde o dia-a-dia decorre sem incidentes de relevo e até os equívocos e desaguisados do costume fazem já parte da rotina diária. Mas o comportamento arrogante e intransigente do coronel Protheoroe, figura proeminente na vida da aldeia, torna-o no alvo preferido de comentários controversos e dos ódios mais enraizados, levando o próprio vigário a declarar um momento de desespero e irreflexão que quem matasse o coronel faria um favor ao resto do mundo. O sereno vigário Clement não imaginava então que este seu comentário pouco feliz voltaria para o atormentar...


Mais um policial da grande Rainha do Crime, Agatha Christie. Desta vez, sem intenção, escolhi pela primeira um policial da Miss Marple.
Devo dizer que este foi um policial bem conseguido, com muitos suspeitos como sempre, mas onde o criminoso, apesar de andar sempre debaixo do nariz, só é descoberto no fim. Foi bem ardiloso este tipo (ou tipa) na forma como ocultou a sua culpa.
Sendo esta a minha primeira leitura de um policial com a Miss Marple, é impossível não fazer comparações. Para ser sincera, pensava que a Missa Marple era mais dinâmica e mexida, quase como que uma versão feminina e mais velha de Mr. Poirot. O quanto eu me enganava. Mas apesar de menos mexida, esta personagem é bem pensadora e tem uma visão do ser humano que é impressionante. E claro, será esta a resolver o mistério.
Ainda não fiquei fã desta detective caseira, mas num futuro mais breve irei tentar outro livro com esta personagem para ver a minha reacção a ela.
O livro em si, claro, é uma leitura a recomendar :)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Peripécias do Coração - Julia Quinn


Peripécias do Coração
The Viscount Who Loved Me

Julia Quinn
Bridgertons #2

Edições ASA (2012)
384 páginas

Origem: Estante Pessoal
6/7 - Gostei bastante




A sensata Kate Sheffield está decidida a encontrar para a sua meia-irmã Edwina um marido de reputação impecável. Mal ela sabe que o visconde Anthony Bridgerton já traçou um plano... que inclui a belíssima jovem! E ele não está habituado a ser contrariado... Embora Anthony seja o solteirão mais cobiçado da temporada, a sua reputação de mulherengo perturba Kate. Ela terá de agir rapidamente, pois Edwina vê com muito bons olhos os avanços do visconde. Mas Edwina fez uma promessa que não está disposta a quebrar: nunca casará sem a bênção de Kate. Cabe, pois, a Anthony convencer aquela que (espera) será a sua futura cunhada. Ele é um homem determinado e seguro de si... e não contava encontrar uma adversária à sua altura. Frente a frente, Kate e Anthony apercebem-se de que têm mais em comum do que imaginaram. Mas o que os une ameaça separá-los para sempre.


Pronto, é definitivo, esta autora passou a constar da minha lista de autores favoritos! Daqueles autores que sei que vou adorar cada livro que escrevam! Já sei que posso esperar livros bem românticos, com personagens reais, com gargalhadas e lágrimas ao canto do olho garantidos de Julia Quinn. Para verem o quanto gostei mesmo desta autora, eu acabei este livro a pensar "Quero mais!". Nem mais nem menos.

Quando li a sinopse do livro, até achei que já estava a ver como a história se ia desenrolar e tal. Mas na verdade, não sabia eu da missa a metade. A história é tudo o que a sinopse diz mas é muito mais que isso, porque aquele textinho que nos apresentam na contracapa do livro não nos fala das personagens que nos vão apaixonar, dos seus sentimentos, dos seus medos, dos seus relacionamentos, etc, etc.

Este foi um livro que me apaixonou, quer pelo romance entre os protagonistas (que não estava nada fácil), pelas suas características, pela forma como eles ultrapassaram os seus medos, pelo relacionamento com as suas famílias (o jogo que têm a meio do jogo é delicioso até dizer mais não!). As críticas cínicas mas sempre verdadeiras da Lady Whistledown são outro apontamento misterioso e bem divertido com que a autora nos presenteia... As dúvidas surgem, suspeitas também, mas ainda não sei quem é a senhora. E estou bem curiosa para saber quem é!

Enfim, de momento não sei escrever uma melhor crítica a este livro. Só vos posso dizer que Peripécias do Coração é um livro cheio para quem adora romances históricos, com uma boa dose de gargalhadas e sentimentos. Recomendo :)


Livro anterior

terça-feira, 22 de abril de 2014

Ligeiramente Casados - Mary Balogh


Ligeiramente Casados
Slightly Married

Mary Balogh
Saga Bedwyn #1

Editora ASA (2013)
336 páginas

Origem: Biblioteca
5/7 - Gostei




Como todos os Bedwyn, Aidan tem a reputação de ser arrogante. Mas este nobre orgulhoso tem também um coração leal e apaixonado - e é a sua lealdade que o leva a Ringwood Manor, onde pretende honrar o último pedido de um colega de armas. Aidan prometeu confortar e proteger a irmã do soldado falecido, mas nunca pensou deparar com uma mulher como Eve Morris. Ela é teimosa e ferozmente independente e não quer a sua proteção. O que, inesperadamente, desperta nele sentimentos há muito reprimidos. A sua oportunidade de os pôr em prática surge quando um parente cruel ameaça expulsar Eve de sua própria casa. Aidan faz-lhe então uma proposta irrecusável: o casamento, que é a única hipótese de salvar o lar da família. A jovem concorda com o plano. E agora, enquanto toda a alta sociedade londrina observa a nova Lady Aidan Bedwyn, o inesperado acontece: com um toque mais ousado, um abraço mais escaldante, uma troca de olhares mais intensa, o "casamento de conveniência" de Aidan e Eve está prestes a transformar-se em algo ligeiramente diferente...



Fui apresentada à escrita de Mary Balogh neste livro e devo dizer que fiquei rendida. Inserido no género Romance Histórico, Ligeiramente Casados leva-nos ao tempo dos duques, lordes, condes e tantas outras personagens da aristocracia inglesa, onde um título mais baixo pode ser o suficiente para duas pessoas não se poderem casar ou sequer ser convidadas para uma festa.
Neste livro temos uma personagem especial - Eve, apesar da sua riqueza, não olha de forma diferente para os outros e faz por tudo para acolher a ajudar quem mais precisa. É uma personagem forte, teimosa e com um coração enorme. Esta sabe da morte do irmã através do coronel deste e vê-se na eminência de perder a sua propriedade e com isso a possibilidade de ajudar quem tem debaixo das suas asas. Mas Aidan, preso à promessa que fez ao irmão de Eve, pede Eve em casamento para então salvar a sua propriedade e riqueza.
Vamos assistindo à mudança de hábitos, à forma como se dão um com outro e vemo-los apaixonarem-se, a lutarem contra pessoas e vontades opostas, mostrando o melhor de si. Achei no entanto este "fall in love" muito repentino - aliás, por diversas vezes vi a autora descrever sensações repentinas por parte das personagens - neste relacionamento entre os protagonistas parece não haver nada de gradual e acho que isso estragou um bocado o romance. Porém, a ajudar este romance, temos o orgulho de ambos que os impede de ver o que o outro sente e de se declararem até quase ao fim, o que nos proporciona momentos lindíssimos quando eles finalmente o fazem.
A par destes protagonistas temos os ímpares criados de Eve, a estranha família de Aidan (que tem ainda muito para nos dar nos próximos livros) e imprestável primo de Eve que teve bem o que mereceu.
Enfim, esta é uma boa leitura de uma boa autora, não é tão boa como por exemplo Julia Quinn ou Eloisa James - as minhas autoras favoritas do género -, mas é uma autora a seguir, sem dúvida :)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O Clube de Tricô de Sexta à Noite - Kate Jacobs



O Clube de Tricô de Sexta à Noite
The Friday Night Knitting Club

Kate Jacobs
The Friday Night Knitting Club #1

Edições ASA (2008)
393 páginas

Origem: Biblioteca
2/7 - Detestei mas em algum mérito 
(tem algum mérito se não contarmos com o fim)


Numa cidade tão grande e movimentada como Nova Iorque, é muito fácil perdermo-nos na multidão. Habituada a contar apenas consigo própria, Georgia tem um dia-a-dia esgotante em que tenta conciliar as exigências da sua loja com a educação da filha, Dakota. Em tempos não muito distantes, Georgia era uma jovem apaixonada e decidida a perseguir os seus sonhos, pelo menos até ao dia em que James – o grande amor da sua vida – soube que estava grávida e lhe despedaçou o coração ao fugir para Paris. Nesse dia, Georgia conheceu a solidão e decidiu traçar o seu caminho sozinha. Mas James tem outros planos. Planos que a incluem…

Será, pois, com grande surpresa que ela percebe que a sua loja se transformou num ponto de encontro. Com o pretexto de fazer tricô, mulheres extremamente diferentes entre si fazem uma pausa nas suas vidas atribuladas e partilham segredos, angústias e expectativas. Mas quando o impensável acontece, estas mulheres vão descobrir que o que criaram não é apenas um clube de tricô mas uma verdadeira irmandade.


Sabem aquele tipo de pessoa que primeiramente vos irrita mas que depois vocês começam a gostar e quando já gostam muito dela, ela dá-vos com os pés com toda a violência? Pois foi essa a sensação que tive com este livro.
O começo é um pouco aborrecido e irritante, uma vez que não temos acesso aos acontecimentos no tempo presente. Eles são-nos contados quando já aconteceram, ou seja, como se alguém vos tivesse a contar algo que aconteceu ontem. Só mais para a frente a história começasse a complicar, começamos a ver mais interacções com as personagens, começamos (finalmente!) a ver diálogos, a conhecer melhor as personagens, e à medida que a história vai correndo, vamos gostando dela cada vez mais. Desde o enredo, às personagens cuja opinião sobre elas vai mudando, etc, etc. Até que chegamos quase ao fim, e sem querer fazer spoiler, PAM! somos catapultados para um acontecimento que nos deixa estarrecidos, sem acreditar que aconteceu mesmo. Acreditem que eu continuei a ler, na esperança que aquilo fosse mentira. Mas não era. Daí sentir-me tão frustrada com este livro, tão irritada por causa do que ele me fez sentir.
E sinceramente não percebo bem o título. Realmente forma-se um clube de tricô à sexta à noite, mas acabamos por não ter muito acesso a esses acontecimentos, normalmente eles são-nos narrados já depois de terem acontecido e, na minha opinião, não têm grande importância para a história.
Enfim, uma desilusão mesmo. Simplesmente não percebo porque é que a autora fez aquele final. Estragou por completo o livro. Enfim, não recomendo mesmo e não conto em pegar nos livros seguintes (aparentemente faz parte de uma trilogia).

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Crónicas de Paixões & Caprichos - Julia Quinn


As mães casamenteiras da alta sociedade londrina, estão ao rubro. Simon Bassett, o atraente (e solteiro!) Duque de Hastings, está de volta Inglaterra. O jovem aristocrata mal sabe o que o espera pois a perseguição das enérgicas senhoras é implacável. Mas Simon não pretende abdicar da sua liberdade tão cedo…

Igualmente atormentada pela pressão social, a adorável Daphne Bridgerton sonha ainda com um casamento de amor, embora a sua espera por um príncipe encantado comece já a ser alvo de mexericos.

Juntos, os jovens decidem fugir de um noivado, o que garantirá paz e sossego a Simon e fará de Daphne a mais cobiçada jovem da temporada. Mas, entre salões de baile e passeios ao luar, a paixão entre ambos rapidamente deixa de ser ficção para se tornar bem real. E embora Daphne comece a pensar em alterar ligeiramente os seus planos inicais, Simon debate-se com um segredo que pode ser fatal.


Waw! Apesar das boas opiniões que já tinha lido, nunca pensei vir a gostar tanto deste livro. É simplesmente lindo!
Para começar, temos um início muito prometedor (e não inspirador como escrevi - quer dizer, também é inspirador, mas pronto) com uma razão para olharmos para Simon de outra forma. E logo depois começamos a conhecer a família Bridgerton. Confesso-vos, nunca pensei que fosse gostar tanto desta família! E a matriarca, a senhora viscondessa, é simplesmente uma personagem divinal! Gostei tanto dela! Por um lado, vemo-la como uma mãe extremamente preocupada em arranjar marido para a sua filha mais velha. Mas rapidamente começamos a ver que ela é muito mais que isso e que é uma personagem a valer! Também para ter oito filhos! E claro, falta-me Daphne. Uma personagem complexa, com os seus sonhos, com a sua personalidade, precisamente quem Simon, o senhor duque, precisava.
É lindo como a história se desenvolve em redor do casal romântico, mas sem nunca excluir aqueles que fazem parte da vida destes. Adorei ver a relação de ambos com os irmãos de Daphne, a relação entre os dois, a forma como se completaram. A autora soube fazer um bom romance histórico e transformá-lo em algo de diferente do que já se tem escrito.
Resumindo, é uma óptima leitura para qualquer um, mas que vai deliciar as mais românticas. É para ler num ápice! :)

6/7 - Gostei bastante

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Aquisições de Julho

Eu sei, eu sei, já vai Agosto a meio e só agora venho mostrar os livros que comprei no mês de Julho. Que é que se há-de fazer? Há certas coisas que não mudam! xD

Enfim, Julho foi um mês especial em termos de livros:

  • Comprei um que queria muito em promoção no Continente - Herança de Christopher Paolini
  • Recebi outro livro num passatempo do blog O tempo entre os meus livros - Dois Anos e uma Eternidade de Karen Kingsbury - é um livro cuja sinopse me interessou e fiquei muito contente por ganhá-lo :)
  • Por fim, trouxe vários livros para casa a 4€ cada, graças à promoção da revista Sábado *.* - livros esses que na sua maioria já tinha lido e gostado imenso

Alguém por aí anda a aproveitar as promoções de Verão? :)
Beijinho

sexta-feira, 15 de março de 2013

As Dez Figuras Negras - Agatha Christie

As Dez Figuras Negras

Dez desconhecidos, que aparentemente nada têm em comum, são atraídos pelo enigmático U. N. Owen a uma mansão situada numa ilha da costa de Devon. Durante o jantar, a voz do anfitrião invisível acusa cada um dos convidados de esconder um segredo terrível, e nessa mesma noite um deles é assassinado.
A tensão aumenta à medida que os sobreviventes se apercebem de que não só o assassino está entre eles como se prepara para ir atacando uma e outra vez…
O que se segue é uma obra-prima de terror. À medida que cada um dos hóspedes é brutalmente assassinado, as suas mortes vão sendo “celebradas” através do desaparecimento de uma de dez estátuas, as “dez figuras negras”.
Restará alguém para um dia contar o que de facto se passou naquela ilha?


Após muitas reticências da minha parte, mas muitos incentivos por parte de várias pessoas (Obrigada!), lá me decidi a ler As Dez Figuras Negras. Porquê tanta reticência? Porque a sinopse apontava para uma história sombria, talvez um clima de terror e eu não sou fã, é um género que prefiro não ler. Mas houve muita gente que me assegurou que o livro não era muito desse género, que era dos melhores de Agatha Christie e pronto, lá fui ler o livro sem tanta hesitação.
A verdade é que têm razão. É uma história incrivelmente bem pensada, em que as personagens vão morrendo pouco a pouco, tal como a lengalenga presente nos quartos dos hóspedes diz. Mas para além destes hóspedes, não há mais ninguém na ilha. E de cada vez que alguém aparece morto, uma figura negra desaparece da sala de estar/jantar. Ou seja, o assassino faz parte dos fez hóspedes da ilha. Mas quem será?
Confesso que por mais que pensasse não chegaria lá. As mortes vão acontecendo, o leque de suspeitos vai diminuindo, mas nunca consegui lá chegar. E a maneira como se chega ao autor dos crimes... fascinante e completamente imprevisível. É realmente uma obra que só Agatha Christie poderia escrever.
Mas, porquê as 4 estrelas (GD)? Confesso que apesar de reconhecer que a história está incrivelmente bem escrita, não se insere nos meus favoritos, há livros que se inserem muito mais nos meus gostos, daí ter que diferenciar este e dar-lhe apenas 4 estrelas. Espero que compreendam.

5/7 - Gostei

sábado, 29 de dezembro de 2012

A morte de Lorde Edgware - Agatha Christie


Poirot estava presente quando Jane Wilkinson manifestou o desejo de se livrar do marido, o aristocrata Lorde Edgware, e terminar um casamento há muito fracassado. Foi também na presença de Poirot, que o próprio confirmou o desejo de conceder o divórcio a Jane. Tudo isto não passaria de um episódio meramente passional se não envolvesse um homicídio. Agora que o corpo de Edgware é encontrado sem vida na sua própria biblioteca, todos os olhares recaem sobre a viúva e a Scotland Yard não vai descansar enquanto não resolver a questão.
Mas, para Poirot, os factos não são assim tão fáceis de explicar e, por uma só vez, o detective belga sente-se ludibriado. Afinal, como poderia Jane ter assassinado Lorde Edgware e, ao mesmo tempo, jantar com amigos? E qual poderia ser o seu motivo, já que o aristocrata concordara finalmente com o divórcio?


Esta história é uma história bem insólita muito bem pensada por Agatha Christie. É daquelas histórias que dão voltas e reviravoltas até mais não, e o assassínio nunca é quem poderíamos pensar - mas isso já é normal com a Rainha do Crime.
Foi um livro que me causou muita curiosidade por ter lido que era considerado um fracasso para o famoso Poirot. Contudo não foi um livro que me agradasse muito. Com tantas reviravoltas, com tantas incertezas, não me encheu as medidas...

4/7 - Gostei mas tenho reservas

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A Casa do Lago - Elizabeth Edmondson


Duas mansões inglesas.
Um encontro que mudará tudo.

O Natal aproxima-se e todos os jornais londrinos falam da extraordinária vaga de frio que congelou os lagos no Norte do país. Deixando-se levar pela nostalgia, a jovem Alix Richardson abandona a cidade e regressa à mansão da família para passar a época festiva na companhia de Edwin, o seu irmão gémeo, e Perdita, a irmã mais nova. Três anos antes, Alix fugira dessa mesma casa, desesperada por se libertar da tirania da sua temível avó. Agora, ela está decidida a enfrentá-la, mas não vai ser a única a regressar: um a um, todos os membros da família Richardson e muitos dos seus amigos e conhecidos estão de volta para celebrar o Natal por entre a imensidão das montanhas e dos lagos gelados. No entanto, por detrás da aparente calma da vida familiar, pulsam velhos rancores, paixões e segredos. No ar pairam ainda demasiadas perguntas sobre o acidente de viação que, anos antes, vitimou a sua mãe e a sua irmã mais velha. Dotada agora de uma nova maturidade, Alix está preparada para descobrir a verdade, nem que para tal tenha de desenterrar os fantasmas do passado. Uma decisão que vai mudar a vida de todos…


Este livro "olhou" para mim e atraiu a minha atenção pelo seu título. Mas não, não fiquem a pensar o mesmo que eu, este livro não tem nada a haver com o filme "A Casa do Lago" protagonizado por Sandra Bullock e Keanu Reeves.
Não, este livro é daquelas histórias familiares, cheias de drama e relacionamentos incompreendidos, passado no Natal de 1936. A história ronda as famílias Richardson e Grindley e outras pessoas que estão de visita ao Norte de Inglaterra. Devo dizer que estas duas famílias têm embrulhadas até mais não! Segredos ocultos que vêm desde a 1ª Guerra Mundial, que passam por vários acidentes e mortes num curto espaço de tempo. Tudo isto vai ser resolvido ao longo da trama. Ou melhor, mais para o final da trama.
E por que razão digo isto? Porque apesar da história estar muito bem escrita com um enredo complexo e personagens únicas, entre as quais uma passou para a minha lista de ódios, peca por se alongar demasiado, por concentrar a acção só no final do livro. Creio que seria possível escrever esta história com a mesma complexidade que tem mas mais condensada, de maneira a não entediar em certos momentos.
Dito isto, confesso que gostei de ler uma história nesta época, dos costumes das famílias "nobres" da altura, dos preconceitos em relação às mulheres a ser rompidos. A história é também assombrada pela iminência da 2ª Guerra Mundial em vários aspectos.
Resumindo é um bom livro para ler, mas contém com alguns momentos chatos...

4/7 - Gostei mas tenho reservas

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O Mistério do Comboio Azul - Agatha Christie


Ruth recebe do pai, um milionário americano, uma extraordinária jóia que encerra “um rasto de tragédia e violência”. Embora seja avisada de que não deve transportá-la para fora do país, Ruth decide levá-la consigo quando parte para Nice a bordo do famoso Comboio Azul. A notícia do seu assassinato será para todos um imenso choque… e mais um desafio para Hercule Poirot.

Agatha Christie foi e é, como todos sabem, a grande mestre dos policiais, do mistério. Hercule Poirot é das personagens mais inteligentes e perspicazes que já conheci.
O Mistério do Comboio Azul segue várias personagens, vários suspeitos, que circulam em redor do assassinato de Ruth Kettering, o seu envolvimento com um vigarista, e o roubo de rubis que a vítima tinha na sua posse. Posso dizer que nunca pensaria no verdadeiro assassino. Aliás, tinha-o/a como umas das personagens que certamente não estava envolvido/a no crime!
Não é dos policiais de Agatha Christie que mais gostei, contudo não deixa de ser um grande policial, afinal estamos a falar da Rainha do Crime! :)

4/7 - Gostei mas tenho reservas

sábado, 22 de setembro de 2012

Crime na Mesopotâmia - Agatha Christie


Amy Leatheran é uma jovem enfermeira encarregada de acompanhar o casal Kelsey na sua viagem para Bagdade. Finda a tarefa para a qual fora contratada, Amy prepara o seu regresso a Londres quando é inesperadamente contactada pelo Dr. Leidner, um arqueólogo de renome, para dar assistência à sua mulher, Louise. De facto, Louise é uma pessoa extremamente nervosa e sofre de súbitos e incontroláveis ataques de pânico. No cenário longínquo de uma escavação arqueológica nas margens do rio Tigre, Amy conquista o afecto e a confiança de Louise, que lhe faz confidências sobre o seu passado e chama a atenção para os estranhos acontecimentos que ocorrem no acampamento e cuja origem é unanimemente atribuída aos seus próprios problemas nervosos. Mas depressa se torna óbvio que as suas suspeitas estavam correctas. E quando a tensão tinge o seu auge eis que surge o inigualável Hercule Poirot, numa oportuna viagem pela Mesopotâmia. Por entre um labirinto de segredos e mentiras, Poirot parece, desta vez, ter chegado tarde de mais…

Que hei-de dizer? Nunca na vida iria suspeitar do assassino!
Agatha Cristie é chamada a Rainha do Crime com toda a razão. É impressionante cada história que ela criou, cada crime, cada assassino... É fantástico.
Dos poucos livros que li da escritora, este não foi dos meus favoritos devido à inactividade da primeira parte - cerca de um terço da história - aquela que decorre até ao assassinato. Claro que é essencial para serem deixadas pistas, mas foi muito parada.
A narradora do livro é uma das personagens, Amy Leatheran, uma enfermeira contratada para tratar da Mrs Leidner, que supostamente não é sã mentalmente. Nem tudo o que parece é, e há muito por detrás disso.
Confesso que me irritou o modo como as personagens se dirigiam a Amy. Nunca, em toda a história, Amy foi tratada por Amy e muito raramente por Miss Leatheran (nem me lembro de o ter lido). Não. Era enfermeira para aqui, a enfermeira fez aquilo, oh enfermeira venha cá... a sério que me irritava de cada vez que via isso. Suponho que fosse o costume na altura, mas que costume mais indiferente! Tratarem as pessoas unicamente pela sua profissão! [Se bem que ainda hoje já certos casos assim]

Enfim, voltando ao livro, é um policial que recomendo. Hercule Poirot no seu [sempre] melhor.
4/7 - Gostei mas tenho reservas

sábado, 8 de setembro de 2012

Herança - Christopher Paolini



It began with Eragon.... [Começou com Eragon...]
It ends with Inheritance. [Acaba com Herança.]

Há pouco tempo atrás, Eragon - Aniquilador de Espectros, Cavaleiro de Dragão - não era mais que um pobre rapaz fazendeiro, e o seu dragão, Safira, era apenas uma pedra azul na floresta. Agora o destino de toda uma sociedade pesa sobre os seus ombros. Longos meses de treinos e batalhas trouxeram esperança e vitórias, bem como perdas de partir o coração. Ainda assim, a derradeira batalha aguarda-os, onde terão de confrontar Galbatorix. E, quando o fizerem, têm de ser suficientemente fortes para o derrotar. São os únicos que o podem conseguir. Não existem segundas tentativas. O Cavaleiro e o seu Dragão chegaram até onde ninguém acreditava ser possível. Mas serão capazes de vencer o rei tirano e restaurar a justiça em Alagaësia? Se sim, a que custo? Este é o final da Saga da Herança, muito aguardado em todo o mundo por uma legião de fãs ansiosos.

Estou a escrever esta opinião um dia depois de ter acabado o livro... Acabei ontem o livro e a minha mente ainda está povoada de certas cenas dele.
O Ciclo da Herança acompanha-me já à uns valentes anos. Lembro-me de ter pegado num livrito fininho que continha o inicio de Eragon e de A Filha dos Mundos (Trilogia "O Ceptro de Aerzis" de Inês Botelho), andava ainda no 2º ou 3º ciclo e ter devorado estes livros logo que lhes deitei a mão. E não me arrependo nada porque apesar de diferentes, foram duas séries que adorei ler.
Para ler este livro, tive de voltar a pegar nos anteriores para relembrar a história. Eragon e Eldest estavam bem presentes pois reli-os inúmeras vezes, o Brisingr nem tanto - acho que só o tinha lido uma vez. Reli-os então, os 3 quase seguidos, para estar preparada para ler o último da tetralogia, para saber o fim que reservava Eragon, Saphira, Arya, Roran, Murtagh e Thorn, Nasuada, e claro, como não podia deixar de ser, Galbatorix.
Foi um livro cheio de emoções, onde nenhuma derrota ou vitória eram asseguradas e muitas vezes quando pensávamos que iriam ser derrotados, eram vencedores e vice-versa. Há muitas revelações e certos mistérios deixados em aberto. Muita coisa acontece ou não fosse este livro de 836 páginas. Finalmente li o fim de um ciclo que me acompanhou durante anos. Depois de tanto tempo de especulação, soube o fim das personagens. Ainda ontem acabei e já me sinto nostálgica. Foi sem dúvida um livro que adorei ler e uma série que adorei seguir!
É uma história que vale a pena ler, e decerto que foi/é um deleite para os seus fãs que esperaram pelo desenvolvimento da história tanto tempo! Para quem nunca leu, recomendo. É uma história bem comprida, com muita imaginação, muita coisa nova, muito bem escrita, notando-se a evolução da escrita de Christoper Paolini e da complexidade da história. [Mas, por favor, não sintam a tentação de ver a tentativa de colocar Eragon em filme. Apesar de na altura eu ter gostado, reconheço agora que foi muito mal feita - e a história difere muito do original.] Uma série a assinalar no mundo da história fantástica!

Durante estes anos todos, andei em dúvida se haveria de comprar esta série. Era uma história que gostava, mas também há tantos livros que gosto e que não tenho oportunidade de comprar... mas "Herança" ajudou-me a decidir. Agora que acabei de ler o livro, ando sempre a pensar na história. E não ia conseguir estar muito tempo sem poder folhear um dos livros do Ciclo e ler certas passagens. Portanto, quando puder, o Ciclo da Herança virá ter à minha prateleira :)
7/7 - Adorei. Obra Prima!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Os Ingredientes do Amor - Nicky Pellegrino


A receita para a vida devia ser simples: amor, família, amigos, saúde e uma boa dose de delícias gastronómicas. Mas a vida raramente é simples. Alice sabe também como ela pode ser frágil, por isso quer desfrutá-la ao máximo… e nunca se sente tão viva como quando está a cozinhar. Por seu lado, Babetta passou a vida a cuidar da família. Mas agora os filhos já cresceram e seguiram os seus próprios caminhos, deixando-a só na sua pequena casa junto à costa italiana. Um Verão, as vidas destas duas mulheres vão unir-se numa pequena aldeia no Mediterrâneo, sob a linguagem comum da comida e do amor pela terra. Vai ser aí, sob o calor do sol italiano, ou a sombra da romãzeira, que segredos serão desvendados, e medos e esperanças partilhados. Mas as lições da vida nem sempre são fáceis de aprender…

Este livro foi uma desilusão. Uma história que teve alguns momentos bons, alguns momentos em que conseguia compreender a protagonista, mas depressa deixei de ter essa capacidade. Digo protagonista, porque apesar de narrada a duas vozes, a história é maioritariamente da Alice, uma personagem sem sal, da qual cheguei a fartar-me, de tão enfadonha... optava sempre pelo mais fácil e deixava-se ficar na mornidão anos e anos sem fim. -.-"
Foi uma história que apesar de ter personagens com características muito reais, foi muito sem sal. Talvez uma lição de vida em não optar pelo mais fácil, ou não deixarmos a vida passar para depois darmos por ela e não sabermos onde estamos... talvez. Mesmo assim, muito sem sal. 
2/7 - Detestei mas tem algum mérito (mérito este apenas devido à lição de vida que a escritora quer contar com esta história)
"Tens a tua vida em banho maria" pg 223
A frase que melhor resume este livro. 

P.S.: E fiquei sem perceber o título do livro... pelo menos o português.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Nunca Me Esqueças - Lesley Pearse

Num dia…
Com um gesto apenas…
A vida de Mary mudou para sempre.
Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary – filha de humildes pescadores da Cornualha – traçou o seu destino ao roubar um chapéu.
O seu castigo: a forca.
A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo.
Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época uma colónia de condenados. O novo continente revela-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido… como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História.
Inspirada por uma excepcional história verídica, Lesley Pearse – a rainha do romance inglês – apresenta-nos Mary Broad e, com ela, faz-nos embarcar numa montanha-russa de emoções únicas e inesquecíveis.


Antes de mais, o livro cumpre o que promete. Uma montanha russa de emoções é com o que deparamos ao ler este livro. Desde tristeza a alegria, choque, com muitas lágrimas derramadas também.
A história fala-nos de Mary Broad, uma rapariga jovem, a que muitos chamavam maria-rapaz, mas as condições porque passou obrigaram-na a ser uma mulher em todos os momentos da palavra. Mary Broad é presa por roubar um chapéu, como diz a sinopse, e perante a perspectiva de morrer enforcada é-lhe dada uma outra realidade: ser deportada durante 7 anos para a Austrália. Passa imensas dificuldade na prisão, no barco e por todos os sítios por onde passa, mas isso não a impediu de ser porta-voz dos mais fracos e uma mulher determinada em todos os momentos.
Retrata-nos também e muito bem, as condições porque passavam os presos, os deportados quer nas prisões, quer nos barcos e as condições que os esperavam numa terra ainda não explorada pelo homem, e ainda o que tais condições levavam as pessoas a ser e a fazer.
Não me quero alongar em spoilers, mas posso dizer que este história é digna de ser lida porque apesar de ter alguns factos ficcionais pelo meio, Lesley Pearce conseguiu retratar muito bem a vida desta heroína que sofreu muito e que mesmo assim conseguiu sobreviver. Foi um marco para os que sobreviveram com ela e para a Inglaterra daquele tempo.
Por isso não se iludam com o titulo, supostamente romântico. Este é a meu ver, um pedido para não ser esquecida tal heroína.
7/8-10