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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A Voz - Juliet Marillier


A Voz
Caller

Juliet Marillier
Shadowfell #3

Planeta Manuscrito (2014)
456 páginas

Origem: Biblioteca
7/7 - Adorei. Obra prima!




A surpreendente conclusão da trilogia que começou com Shadowfell, cheia de romance, intriga e magia.
Há um ano, Neryn nada tinha a não ser um Dom Iluminado que mal compreendia e o sonho vago de que a mítica base rebelde de Shadowfell pudesse ser real. Agora, é a arma secreta dos Rebeldes e a sua grande esperança de fazerem vingar essa revolta secreta contra o rei Keldec, que terá lugar no dia do Solstício de Verão. O destino de Alban está nas suas mãos. Entretanto, Flint, o homem por quem se apaixonou, está no limite das suas forças enquanto espião na corte do rei e acumulam-se as suspeitas da sua traição.
Em jogo, está a liberdade do povo de Alban, a possibilidade de os Boa Gente saírem dos esconderijos e a oportunidade de Flint e Neryn se unirem finalmente.


Que dizer? Após um início negro num universo tremendamente oprimido, esta saga termina com um urro de esperança e luta contra a opressão. Se eu iniciei esta trilogia com alguma hesitação, terminei-a a adorá-la. É simplesmente genial. Mesmo quando tudo parece dar errado, quando parece não haver esperança, ainda há aqueles que lutam e que podem conseguir alcançar a liberdade.
Este livro traz-nos um fim tremendamente lindo à trilogia de Shadowfell. Mas antes de chegar a esse fim, traz-nos muita luta interior, muita batalha, muita opressão e desesperança. Por outro lado, revela-nos aqueles que ainda assim, prosseguem e que vão encontrando aqui e ali sinais de mudança, sinais que afinal nem tudo é o que parece e que mesmo na escuridão mais escura, pode ser encontrada uma réstia de luz.
Neryn mudou muito desde que a conhecemos, bem como Flint, que devido à sua dura vida, encontra-se prestes a desistir, face à inexistência de mais forças para prosseguir. Mas ambos vão fazer a diferença e felizmente encontramos um final feliz para eles. Vá, isto não é nenhum spoiler, afinal a Juliet Marillier escreve sempre livros com finais felizes apesar de todos os obstáculos e montanhas existentes! :)
Esta é, sem dúvida, uma trilogia a ler e a desfrutar. Valeu a pena prosseguir na sua leitura, porque quanto mais li, mais gostei dela. E está tudo dito :)


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16112103

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Alera | Sacrifício - Cayla Kluver



Alera | Sacrifício
Sacrifice

Cayla Kluver
Legacy #3

Planeta (2013)
384 páginas

Origem: Biblioteca
4/7 - Gostei mas tenho reservas

+1 Finish The Series Reading Challenge 2014


ALERA, rainha de um reino perdido, secretamente apaixonada pelo inimigo.

SHASELLE, filha de um pai assassinado, uma rebelde com causa.

Uma vive atrás das antigas muralhas do palácio de Hytanican e caminha no fio da navalha para manter a frágil paz na sua amada terra. A outra erra pelas ruas devastadas pela guerra, em busca de vingança para a tragédia que atingiu a família. Ambas fazem escolhas que as irão separar daqueles que não conseguem deixar de amar. Como as suas histórias se entrelaçam, uma conspiração toma forma e tanto pode acabar em escravidão ou morte, ou ter de novo liberdade, mas apenas se cada uma conseguir enfrentar o que deve ser sacrificado.


É com Sacrifício que fechamos a trilogia Alera, uma história passada num mundo parecido com o nosso, numa era medieval, com reinos bastante distintos principalmente na sua cultura. Nota-se que a escritora é algo jovem, devido à sua linguagem simples, personagens um pouco lineares e pela forma bastante inédita com que as personagens se tratam mutuamente: apesar dos vários títulos e formalidades, todas elas se tratam por tu. Foi algo que estranhei no início e continuo a estranhar mas que consegui ignorar na sua maioria neste livro.

Neste último livro, temos Hytanica dominada pelos cokyrianos, o reino vizinho e inimigo. Para além dos choques entre dominadores e dominantes, temos ainda os choques culturais: Hytanica é um reino religioso, com gosto pelas coisas bonitas e bem feitas e onde os homens é que mandam nas famílias e nos assuntos principais; Cokyri é um reino onde o pragmatismo e as coisas práticas vencem, onde as mulheres é que mandam, sobem mais rápido nos seus postos que os homens e estes nem direito a criar os seus filhos têm. Ainda assim, apesar das diferenças, há personagens entre ambos os reinos que se compreendem, toleram e amam. É o caso de Alera, por exemplo, a rainha da Hytanica que é agora a Magnífica Coordenadora, nomeada pela Soberana de Cokyri a estabelecer laços entre os dominadores e dominados e a certificar-se que não há problemas, apaixonada desde o início da história por Narian, o comandante cokyriano mas que nasceu hytanicano (ou lá como se diz).

Pela primeira vez a história é narrada a duas vozes - a de Alera, a rainha/Magnífica Coordenadora (que raio de títulos estes!) e a de Shaselle, uma rapariga da nobreza, meia maria rapaz. Esta diferença, face aos livros anteriores permite conhecer certos lados da história, bem como acompanhar certos acontecimentos que de outra forma não tínhamos conhecimento.
Este foi um livro mais emocionante (a visão de Shaselle ajudou bastante), com mais reviravoltas - a revolta dos dominados assim o exigia -, e com algumas personagens novas que deram mais interesse à história. Foi o desfecho de toda esta história, uma desfecho feliz se bem que algo insosso e apressado. Fiquei com a impressão que mais um capítulos ou dois para desenvolver aquele final não ficariam nada mal. Parece que a autora não sabia como atar certas pontas e deixou-as ali, a dizer-nos que tinha esperança que seriam atadas da melhor forma. Enfim, foi um desfecho morno para uma leitura morna, que só decidi levar até ao fim porque a curiosidade era maior que o aborrecimento. Acredito que para adolescentes o enfado não seja tão grande. Mas há melhor, bem melhor.


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16082256

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O Voo do Corvo - Juliet Marillier


Leitura 2014
O Voo do Corvo
Raven Flight

Juliet Marillier
Shadowfell #2

Planeta (2013)
400 páginas

Origem: Biblioteca
5/7 - Gostei 



Depois de concluir a sua longa e árdua viagem até à base dos Rebeldes em Shadowfell, Neryn tornou-se uma parte vital da rebelião contra o tirânico rei Keldec. Cada passo que dá no sentido de aperfeiçoar os seus dons e afirmar-se como uma Voz poderosa e única na sua geração leva-os mais perto da meta pretendida. Mas, primeiro, Neryn terá de procurar os Guardiães das quatro Vigias para completar o seu treino e o tempo escasseia. Entretanto, Flint, o espião rebelde por quem se apaixonou, foi de novo chamado à corte de Keldec. O laço que os une é tão forte que, mesmo à distância, se procuram em sonhos, partilhando momentos preciosos - ainda que inquietantes - da vida um do outro.

Os Rebeldes vêem com desconfiança este novo amor. Permitir que a emoção se sobreponha à lógica fria do movimento pode pôr tudo em risco. No fim, o amor poderá revelar-se a força motriz da esperança ou a brecha traiçoeira na armadura da rebelião.



Iniciei esta leitura com as expectativas algo baixas: apesar de gostar imenso desta autora, o primeiro livro desta trilogia, Shadowfell, não me tinha surpreendido para aí além, tendo ficado bem abaixo do nível dos restantes livros que já li da autora. Contudo O Voo do Corvo veio dar-me uma melhor impressão, com mais revelações, muito mais acção, que veio dar outro ritmo à leitura.
O início é algo parado, dá-nos a conhecer a rotina em Shadowfell, as tentativas de Neryn em falar com as boas gentes presentes no local, em descobrir o seu rumo e a viagem a seguir. Mas quando esta começa a sua viagem, perigos novos espreitam, coisas novas acontecem, levando-nos a querer saber mais, o que vem a seguir, despertando muito mais o nosso interesse (comparando com o primeiro livro).
Neryn vai conhecendo melhor o seu dom, quem a rodeia, os seus sentimentos para com algumas pessoas e não vai ser a única a auto-descobrir-se. Ao longo da sua viagem vamos sofrendo alguns sustos, mas isso só dá mais interesse à história e, para além do mais, é algo necessário, pois se formos a ver, o universo em que a história se insere é um reino extremamente opressivo, em que qualquer coisa pode condenar uma pessoa e estamos do lado da rebelião secreta.
Fico à espera de poder pôr a mão no último livro, A Voz, e espero sinceramente que esta tendência de melhorar a história de livro para livro encontre o seu clímax no desfecho da mesma.


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segunda-feira, 7 de abril de 2014

A Chama de Sevenwaters - Juliet Marillier


A Chama de Sevenwaters
Flame of Sevenwaters

Juliet Marillier
Sevenwaters #6

Editora Planeta (2013)
424 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante

+1 Finish The Series Reading Challenge 2014


Dez anos depois do terrível incêndio que quase lhe custou a vida, Maeve, filha de Lorde Sean de Sevenwaters, regressa a casa. Traz nas mãos disformes as marcas desse acidente e dentro de si a coragem férrea de Liadan e Bran, os pais adoptivos, e um dom muito especial para lidar com os animais mais difíceis. Embora as cicatrizes se tenham fechado, Maeve ainda teme as sombras do passado — e o regresso a casa não se faz sem dificuldades. Até porque Sevenwaters está à beira do caos.


Realmente A Chama de Sevenwaters volta a subir a fasquia das histórias de Sevewaters (comparando aos dois últimos). Neste livro, começamos a acompanhar Maeve, a filha de Sean que ficou queimada no fogo provocado dez anos anos antes. Apesar de ter ficado com o coração destroçado devido à morte do seu querido cão que tentara salvar, Maeve não fechou o coração aos animais. Aliás, utiliza o espectacular dom que possui de acalmar os animais com a sua voz para deleite e benefício de muitos.

No princípio do livro vemos Maeve a regressar à sua terra-natal, mas que para si se tornou estranha - também estranha vai ser a sua relação com os familiares já que tanto mudou. Mas ao contrário de tudo o resto, não há nada de estranho entre Maeve e Finbar, o seu pequeno irmão que apesar dos seus sete anos encerra segredos e atitudes bastante adultas. Maeve vai também encontrar quem lhe cure a ferida que a morte do seu antigo cão lhe provocou - dois cães esfaimados e desconfiados aparecem e Maeve vai fazer de tudo para cuidar deles e conquistar a sua confiança. Urso e Texugo vão ser fundamentais - quer para o seu coração quer para o quem vem a seguir. Numa corrida contra o tempo, Maeve vai ter que correr para salvar o seu irmão, salvar os seus queridos cães, Swift, o precioso cavalo que trouxe consigo e vai acabar por salvar muito mais do que espera - Sevenwaters precisa de si. Neste livro vamos também admirar Ciáran, alguém que já sofreu muito, alguém que tem estado muito na retaguarda, mas ainda tem algo para dar. É ele que vai fazer a diferença - a história não podia tomar este rumo sem ele.

Esta foi uma história que adorei ler. Para além do tão desejado regresso a Sevenwaters, pude regressar à escrita de Juliet Marillier, uma autora muito querida que me consquistou com o primeiro livro desta saga. E neste livro, Juliet Marillier consegue provar que apesar de ter sido quase obrigada a escrever mais livros para além da trilogia original, consegue escrever algo lindo e com fundamento. Ao lermos este livro, vemos que a autora pegou em algo que começou na trilogia inicial e deu-lhe uma história que parecia não ter ligações para além das óbvias (a família e o mundo construído) mas afinal tinha. O Herdeiro de Sevenwaters e A Vidente de Sevenwaters parecem histórias desligadas, escritas só porque sim. Mas ao lermos A Chama de Sevenwaters vemos que a autora estava a olhar mais além, principalmente quando escreveu o Herdeiro, que tem várias ligações a este livro, várias pontas soltas que serão ligadas nesta história.
Só vos posso dizer que este livro é melhor que os dois restantes, tem uma escrita e uma história que associamos mais à autora e faz-nos ficar pasmados perante certos acontecimentos e sobretudo personagens. Acreditem, há algumas que vos irão surpreender.
Nesta história há mais crueldade por parte dos seres do Outro Mundo, parece que não vemos um que seja bondoso com a família Sevenwaters (ao contrário dos restantes livros onde houve ajuda por parte destes seres) e em várias alturas nem tudo o que parece é. Há acontecimentos inesperados mas acho que também há alguns que conseguimos adivinhar e ficamos contentes por termos razão - aconteceu-me isso particularmente com o final de Urso e Texugo.

Este livro vai deixar saudades. Não apenas porque voltou a trazer a escrita da autora ao seu auge como também significa a despedida a este mundo, a esta família que tanto gostamos. Mas espero que não. Espero que a autora tenha algo na manga e nos faça deliciar uma vez mais com Sevenwaters.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A Cidade de Vidro - Cassandra Clare


A Cidade de Vidro
City of Glass

Cassandra Clare
Os Instrumentos Mortais #3

Editora Planeta (2010)
408 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante




Para salvar a vida da mãe, Clary tem de ir à Cidade de Vidro, o lar ancestral dos Caçadores de Sombras - não a incomoda que a entrada nesta cidade sem autorização seja contra a Lei e que violá-la possa significar a morte. Piorando mais a situação, ela vem a saber que Jace não a quer lá e que Simon foi encarcerado na prisão pelos Caçadores de Sombras que suspeitam de um vampiro que tolera a luz do Sol. Ao tentar descobrir mais pormenores sobre o passado da sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Sebastian. Com Valentine a reunir toda a força do seu poder para destruir de uma vez por todas os Caçadores de Sombras, a única possibilidade de estes o derrotarem é combater ao lado dos seus eternos inimigos. Mas podem os Habitantes do Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombras pôr de lado o seu ódio mútuo e aliarem-se? Embora Jace compreenda que está pronto a arriscar tudo por Clary, poderá ela utilizar os seus poderes recentes para ajudar a socorrer a Cidade de Vidro - custe o que custar? O amor é um pecado mortal e os segredos do passado provam ser letais quando Clary e Jace enfrentam Valentine no último volume da trilogia Os Instrumentos Mortais - obra que figura na lista de sucessos literários do New York Times.Caçadores de Sombras é o título da trilogia que começa com A Cidade dos Ossos, com uma fantasia urbana povoada por vampiros, demónios, lobisomens, fadas, e que é um autêntico romance de acção explosiva.


N'A Cidade de Vidro temos tudo apontado para um fim. Após um final inesperado do último livro, está-se à espera de uma rápida resolução de um problema de Clary. Mas qual quê? Cassandra Clare troca-nos as voltas e traz muitos mais problemas às nossas personagens favoritas. Vamos finalmente ver Idris, a Cidade de Vidro que se vai ver frente a frente com algo que nunca imaginou ser possível.
Mais uma vez, temos acção atrás de acção, revelação atrás de revelação. Apesar de estarmos no último livro da trilogia, tudo o que sabemos ainda não é suficiente e há ainda revelações suficientes para nos retirar o fôlego. Há emoções para dar e vender, acções que nunca esperaríamos a ser tomadas, atitudes entre pessoas que não imaginávamos. Frente a uma guerra final, há aliados onde não se pensavam e espiões impensáveis - alguns vão surpreender-nos.
Pelo que sei, este era para ser o livro final da história, pelo que este nos dá um bom final, com as pontas atadas e as personagens bem encaminhadas. Fico bem satisfeita por esta trilogia, pelo drama, pela acção e revelações sem fim, pela boa história que se contou. Por isso mesmo, tenho medo dos livros seguintes. Já ouvi dizer que não são tão bons, e fico a pensar o que haverá para contar mais. A história ficou tão bem assim, porquê mexer-lhe? Fiquei a pensar nisso, quando no final, após um encontro entre Clary e uma Majestade, são suscitadas dúvidas em relação ao passado de que Clary não se lembra, passado este que para mim ficava bem onde estava. Será isso que dará panos para mangas para os livros seguintes? Não sei, mas tenho medo.
Enfim, quem quiser ter uma boa leitura, recomendo totalmente esta trilogia.

A quem já leu os livros seguintes, peço que me dêem alguma ideia se vale a pena continuar ou não...


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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A Cidade das Cinzas - Cassandra Clare


A Cidade das Cinzas
City of Ashes

Cassandra Clare
Os Instrumentos Mortais #2

Editora Planeta (2010)
360 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante




Clary Fray só que­ria que a sua vida vol­tasse ao nor­mal. Mas o que é nor­mal quando se é um Caça­dor de Som­bras? A mãe em estado de coma indu­zido por artes mági­cas, e de repente começa a ver lobi­so­mens, vam­pi­ros, e fadas? A única hipó­tese que Clary tem de aju­dar a mãe é pedir ajuda ao dia­bó­lico Valen­tine que, além de louco, sim­bo­liza o Mal e, para pio­rar o cená­rio, tam­bém é o seu pai. Quando o segundo dos Ins­tru­men­tos Mor­tais é rou­bado o prin­ci­pal sus­peito é Jace, que a jovem des­co­briu recen­te­mente ser seu irmão. Ela não acre­dita que Jace de facto possa estar dis­posto a aban­do­nar tudo o que acre­dita e aliar-​se ao dia­bó­lico pai Valen­tine… mas as apa­rên­cias podem iludir.


Esta história está cada vez mais viciante. Quando acabei o primeiro livro, quis logo pegar neste, mas não o tinha - tinha que o requisitar na biblioteca, pelo que ainda demorei algum tempo a pegar na segunda leitura desta trilogia. E esse intervalo fez com que o início desta leitura fosse um pouco mais lenta, já que tive que voltar àquele universo, lembrar-me das personagens e do que tinha acontecido no livro anterior. Mas quando me voltei a familiarizar com a história, mal conseguia parar a leitura! É como eu disse, esta história é quase viciante, é acontecimento atrás de acontecimento, voltas e reviravoltas que nos fazem querer saber mais e mais.
As interacções entre as personagens também sofrem reviravoltas. Clary e Jace tentam esconder o que sentem, já que isso é supostamente impossível, evitando-se um ao outro, apesar de estarem constantemente preocupados um com o outro. Por outro lado Clary e Simon, grandes amigos, quase como irmãos, envolvem-se numa relação algo estranha. Por mais normal que seja, eu revirei tantos os olhos, torci tanto o nariz, porque aquilo não está certo! O casal certo é Jace e Clary apesar de tudo o que os separa! Vá, romances à parte, estes três vão evoluir e vão surpreender-nos bastante. Há revelações sobre eles que os vão tornar mais únicos do que são.
Temos ainda o aparecimento de novas personagens (ou não tão novas, nalguns casos nós é que nunca as tínhamos visto) que vão dar novas emoções à história e que vão fazer surgir das mais diversas emoções quer nas personagens já presentes quer em nós.
Outro ponto que quero destacar é que a autora tem a mania de fazer um bom livro, uma boa história cheia de acção e emoção e depois acabá-la em suspense. Digo isto porque tal como no primeiro livro, eu acabei este a dizer não! isto não pode acabar assim! É mesmo de nos fazer bater com a cabeça nas paredes até conseguirmos pegar no livro seguinte. É o que tenciono fazer muito em breve assim que conseguir ir à biblioteca. :)
Esta trilogia quase que se insere no género YA, mas felizmente consegue superar bastante os livros desse género, graças ao seu enredo, ao seu universo único e às personagens. Felizmente os romances adolescentes e triângulos amorosos não é o que preenche a maior parte dos livros, o que me faz ter uma boa leitura. Recomendo totalmente.


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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A Cidade dos Ossos - Cassandra Clare

7040332

A Cidade dos Ossos
City of Bones

Cassandra Clare
Os Instrumentos Mortais #1

Editora Planeta  (2009)
415 páginas


Origem: Biblioteca
5,5/7 - Gostei muito


No Pandemonium, a discoteca da moda de Nova Iorque, Clary segue um rapaz muito giro de cabelo azul até que assiste à sua morte às mãos de três jovens cobertos de estranhas tatuagens.
Desde essa noite, o seu destino une-se ao dos três Caçadores de Sombras e, sobretudo, ao de Jace, um rapaz com cara de anjo mas com tendência a agir como um idiota...


Um mundo novo com personagens já conhecidas, entretanto entrelaçadas com novas ideias. Acho que é uma definição para este livro. Por um lado temos os Caçadores de Sombras, digamos que uma mistura de humanos com anjos. Por outro lado, temos demónios, vampiros, lobisomens, fadas, etc, etc. Mas nem por isso, este livro é um cliché. Pelo contrário, é um livro bastante único com ideias bastantes diferentes, o que justifica a popularidade que tem tido.
Já tinha visto que esta série era muito conhecida e lida, mas ainda não tinha dado o clique para eu a ler. Foi preciso ver o trailer do filme baseado neste livro para ficar interessada. Bastante interessada até, quase que queria ver o filme antes de ler o livro. E ainda bem que decidi ler o livro, porque gostei bastante dele.
É uma história com bastante acção, com revelações sempre a surgir. Passamos de uma protagonista aparentemente mundi (humana)para uma protagonista que tem algo de especial e ligações a personagens importantes na história. Aliás, presumo que a sua especialidade se irá desenvolver ao longo dos livros. Acho que ela tem muito mais para dar. Até agora pareceu-me ainda um bocado inofensiva, daí achar que ela tem muito para crescer e desenvolver, embora já se veja algo de especial nela.
Depois há um leque variadíssimo de personagens. E é impressionante, que nenhuma delas é cliché, todas elas têm traços únicos que as definem e nem tudo o que parece é. Acho que a autora teve mão de mestre na sua criação.
E devo dizer que o fim do livro quase me pôs a arrancar cabelos. Não querendo spoilar, digo apenas que há uma revelação que vai deitar o mundo ao contrário - gente que já leu a série, por favor digam-me que é mentira... Aquilo não pode ser verdade!
Enfim, apesar de dar quatro estrelas (classificação Goodreads) ao livro (acho que falta algo para as cinco), penso que esta série tem muito mais para dar, tem um enorme potencial, que espero que se desenvolva nos próximos livros. Estou ansiosa por meter a mão ao seguinte para ver o que acontece. E espero sinceramente que me faça dar-lhe cinco estrelas.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Alera, Tempos de Vingança - Cayla Kluver

Última leitura do ano!

16082256

Confrontada com a mais terrível traição que um coração pode conhecer, Alera será forçada a esquecer os seus sentimentos e a conduzir o seu reino nesta hora de tremenda provação. E, quando parece que a esperança, a vontade e a coragem estão perdidas, terá de encontrar a força que lhe permita manter-se de pé, recordando que nem a mais negra das noites impede o nascimento de um novo dia.


Apesar de dar as mesmas estrelas que as que dei ao seu anterior, acho que este livro consegue ser uma melhoria comparando os dois. A história torna-se mais complexa, há mais drama, acção - é pena que seja assim apenas na segunda metade do livro, pois até lá a história é bastante monótona, baseando-se apenas na relação de Alera e o seu marido Steldor, bem como a relação desta com o pai (se bem que em menor escala).
Neste livro ficamos a conhecer melhor certas personagens e a ter alguma empatia com elas, se bem que consegui criar mais empatia com certas personagens secundárias do que com a protagonista. Por um lado admiro a evolução que a autora deu a esta personagem, mas falta algo para criar laços com ela. E ainda personagens de quem não gostava fizeram com que eu torcesse por eles. Neste livro foi possível olharmos com outros olhos em relação a certas personagens o que acrescenta valor à história.
Nela, finalmente o reino é invadido pelo inimigo, há guerra, há mortes e torturas, se bem que um pouco longe dos nossos olhos, uma vez que a história é narrada pela protagonista Alera e este está um pouco afastada dos acontecimentos. Findo tudo isto e após reviravoltas inesperadas, há paz. O que me leva a pensar o que o próximo livro traz. Porque há paz, é certo, mas não é bem como seria desejável e o par protagonista ainda não se entendeu ou teve tempo para isso. Vamos lá ver se Cayla Kluver me consegue surpreender com o que eu penso que é o último livro desta história.
Bem, esta é uma história que se pode caracterizar como razoável, com boas histórias, com boas personagens e um bom enredo, se bem que podiam ser mais desenvolvidos ou complexos. Mais uma vez, fiquei perplexa e irritada com a maneira como as pessoas se tratam, incluindo quando se dirigem a personagens reais: "Sua Alteza, tu..." cai muito mal, mas depois de algum tempo, passamos a ignorar isso para bem da nossa sanidade mental - esta é mesmo a característica pior da escrita da autora - ou será da tradução? Não sei, sinceramente. Mas tirando isso, é uma história que proporciona um bom entretenimento.

4/7 - Gostei mas tenho algumas reservas

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Shadowfell - Juliet Marillier

16112103

Na terra de Alban, onde o jugo tirânico de Keldec reduziu o mundo a cinzas e terror, a esperança tem um nome que só os mais corajosos se atrevem a murmurar: Shadowfell. Diz a lenda que aí se refugia uma força rebelde que lutará para libertar o povo das trevas e da opressão.

E é para lá que se dirige Neryn, uma jovem de dezasseis anos que detém um perigoso Dom Iluminado: o poder de comunicar com os Boa Gente e com as criaturas que vivem nas profundezas do Outro Mundo. Será Neryn forçada a fazer esta perigosa viagem sozinha? Ou deverá antes confiar na ajuda de um misterioso desconhecido cujos verdadeiros desígnios permanecem por esclarecer?

Perseguida por um império decidido a esmagá-la e sem saber em quem pode confiar, Neryn acabará por descobrir que a sua viagem é um teste e a chave para a salvação do reino de Alban pode estar nas suas próprias mãos.


Neste livro, é-nos dado a conhecer um mundo onde a liberdade é nula, um mundo onde a ditadura é uma brincadeira comparado com o que existe, uma repressão imensa. Existem os humanos e existem os Boa Gente, um povo de criaturas diferentes que pouco se mostram aos humanos. Mas há humanos especiais, os que têm o Dom Iluminado, e entre esses dons, há um que permite ver os Boa Gente. E é esse dom que Neryn possui mas que não pode revelar, pois quem da sinais de ter um Dom Iluminado tem um destino cruel: a submissão ao rei que usa esses dons a seu belo prazer ou uma existência reduzida a pouco, caso essa submissão corra mal.
Ao longo da história vamos acompanhando Neryn na sua tentativa de alcançar Shadowfell, após um acontecimento que lhe leva o último parente vivo. É uma viagem dura, que lhe vai custar muita saúde, mas na qual ela vai poder saber mais de si, mais dos Boa Gente e mais de uma pessoa que conhece e que a vai acompanhando. Alguém em que vai ser muito difícil confiar.
Basicamente é isto que vemos nesta história, embora nada haja de básico nela. É uma boa história, sim, mas ainda no início - creio que se irá desenvolver mais nos dois livros seguintes. Mas sinceramente espero que a própria protagonista possa desenvolver-se também. Ao contrário de todos os livros que já li desta autora, não consegui criar empatia com a protagonista. Não sei porquê. Não queria que lhe acontecesse nada de mal, desejava que ela ficasse bem e chegasse ao seu destino, mas de todos os seus conflitos pessoais, as suas dúvidas, os seus sentimentos pouco me chegou. Lá está não consegui criar grande empatia por ela. Espero que isso mude, até porque gostei da história.
Enfim, este é o início de uma trilogia da Juliet Marillier, uma autora muito querida, que espero que venha a melhorar e mostrar-nos o verdadeiro talento desta senhora. :)

4/7 - Gostei mas tenho reservas

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Julieta - Anne Fortier


O que aconteceria se o casal de amantes mais célebre e infeliz da literatura universal, Romeu e Julieta, imortalizados pelo poeta inglês W. Shakespeare, tivessem de facto existido?

Julieta, um ambicioso e sedutor romance, segue a odisseia de uma jovem que descobre que as origens da sua família remontam aos amores frustrados dos dois maiores amantes da literatura: Romeu e Julieta.
Quando Julie Roberts herda a chave de um cofre em Siena, Itália, dizem-lhe que conduzi-la-á a um tesouro de família. A jovem lança-se numa jornada tortuosa e perigosa, mergulhando na história da sua antepassada Julieta, cujo amor lendário por um jovem chamado Romeu abanou os alicerces da Siena medieval.
À medida que Julie se cruza com os descendentes das famílias envolvidas no inesquecível conflito familiar de Shakespeare, começa a perceber que a conhecida maldição – «Malditas sejam as vossas casas!» – continua actual e que ela é o alvo seguinte. Parece que a única pessoa capaz de salvar Julie é Romeu – mas onde está ele?


Este é um livro que me deixa dividida, porque parece estar dividido em duas partes, a primeira mais secante, mais parada, menos entusiasmante, com muita confusão, uma segunda parte que nos faz querer ler mais e mais, querer saber o que se vai passar a seguir, que até se sonha com o teor da história (foi o meu caso)! Contudo este livro pode ser caracterizado, efectivamente, por duas partes que se vão entrelaçando ao longo da história: a história "verdadeira" de Romeu e Julieta (pensei agora nisto: porque se diz sempre Romeu e Julieta e não Julieta e Romeu? Ai machismo!) conhecida através das cartas que esta escreve à sua irmã; e a história da actual Julieta e do seu misterioso Romeu (que durante grande parte da história não sabemos quem é!).
Como disse, a primeira metade do livro parece correr muito devagar, somos colocados perante perguntas e mais perguntas sem qualquer resposta, a personagens e mais personagens que parecem não ter relação nenhuma entre si. Daí a leitura ter corrido tão lentamente - note-se que comecei a lê-lo à um mês! Contudo, uma vez ultrapassada essa parte começa a haver mais acção, a surgir algumas respostas, a haver algum domínio nas decisões feitas por Julieta (a actual) que na primeira parte do livro parecia que andava ali aos sabores do vento ou aos sabores de quem apetecia mandar nela... Nesta segunda parte (mais ou menos a segunda metade do livro) começamos a entender as coisas, daí ser mais entusiasmante a leitura e também mais rápida. Dei por mim a parar a leitura e perceber que tinha estado imensamente abstraída na história que mal tinha dado pelo tempo passar - coisa que já não acontecia à algum tempo.
Enfim, acho que é uma história que vale a pena ler, se estão dispostos a ler a primeira metade mais secante. É uma história onde nem tudo o que parece é e isto pode ocorrer várias vezes (principalmente com certas personagens). Só tenho pena, realmente da história não ser mais coerente, na medida que tem duas partes da história tão diferentes que originam diferentes envolvimentos no leitor - primeiro um envolvimento quase inexistente seguido de uma completa imersão na história. Daí ter dado somente 4 estrelas ao livro e não 5 (avaliação do Goodreads) como a segunda metade realmente merecia.

5/7 - Gostei