Mostrar mensagens com a etiqueta Nota Livro: 1 - Detestei. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nota Livro: 1 - Detestei. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O Amor Está no Ar - Dorothy Koomson

Leitura 2014
O Amor Está no Ar
The Cupide Effect

Dorothy Koomson
Livro Único

Porto Editora (2010)
336 páginas

Origem: Biblioteca
1/7 - Detestei



Deixe-se levar pela magia do amor...

Depois de sair de Londres para seguir o seu desejo de mudar de vida, Ceri D'Altroy jura abandonar definitivamente as suas manias de casamenteira. Isto porque parece que a sua simples presença acaba por incentivar as pessoas que encontra pelo caminho a mudar de vida.
No seu novo emprego, conhece Ed que decidiu declarar o seu amor por uma mulher que o enlouquece; Mel e Claudine, dois amigos de longa data que resolvem iniciar um romance ilícito; e Gwen, a chefe de departamento que é uma fumadora compulsiva e esconde um segredo profundo e sombrio que só quer partilhar com a sua nova funcionária.
Quem entra em contacto com Ceri, nunca mais volta a ser o mesmo.
Será ela o Cupido dos tempos modernos?


Atenção: opinião bastante emotiva.
... e acabei por não desistir do livro. E vou-vos contar porquê: quando estava mesmo a ponto de deixar a leitura, fui à penúltima página e li. E o que li interessou-me. Pelo que voltei à leitura, comecei a fazer algo que nunca fiz - saltar parágrafos inteiros (nunca saltei uma única frase na vida...) - e após muitos parágrafos saltados de quando a quando lá cheguei ao fim do livro.

E o que tenho para dizer? Apenas o último quarto do livro (e estou a favorecê-lo) interessa. De resto, a protagonista anda para ali a pastelar, a arranjar situações meias caricatas e contraversas entre os seus colegas, amigos de casa, etc, etc, a fazer referências ao Caminho das Estrelas, a incomodar-se com o Homem do Olhar Fixo, a apaixonar-se pelo vampiro de 500 anos, Angel, da televisão e mais etc. Coisa que não sei como aguentei, porque não tem nada de interessante. Aquilo, se resumido, ganhava tanto, mas tanto. Por outro lado, o final é tão apressado, tão rapidamente arrumado que dá vontade de esganar a autora. Dá-se ali uma lição de moral (pelo menos para a protagonista) numa frase e taram! está feito. E chego a esta conclusão que afinal o livro não merece 2 estrelas por causa da curiosidade que a penúltima página me criou, mas sim uma, porque andei ali quase todo o livro a aborrecer-me! É que ainda por cima a cena que mais daria para rir nem é narrada! É-nos feito um pequeno resumo pela protagonista, mas bolas! não seria uma lufada de ar fresco ler aquela cena "ao vivo"? Não, isso cai fora do espírito do livro, toma mas é para aí cenas desinteressantes, já que sou uma protagonista do mais chata que há, que não tem vida própria nem nada e simplesmente porque sou a versão moderna do Cupido! E não se empolguem com isto, porque é uma explicação tão enfadonha, uma tentativa de tornar a história diferente tão falhada, que uma pessoa fica sem saber o que pensar. E ainda por cima a parte mais interessante é o final (final mesmo, digamos que as três últimas páginas). De modo que me pergunto: será que o livro não ficaria mais interessante se fosse mais desenvolvido nesta parte? Nãh, que aí perdia o toque especial chato e desinteressante com que ficámos habituados! Enfim, de bradar aos céus, mesmo...
Por isso, Dorothy Koomson, por mim, vais estar de férias algum tempo, até eu esquecer esta nódoa.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

As Vinhas do Amor - Roisin McAuley

As Vinhas do Amor

Moonbeam Star, conhecida pelos amigos como Melanie, é filha de um casal hippy. O pai esqueceu-se de regressar de Woodstock e a mãe partiu para se encontrar, portanto, Melanie foi criada pelos avós. Agora na casa dos vinte, Melanie estuda e trabalha num estabelecimento vinícola na Califórnia. Quando o avô tem um ataque cardíaco, revela um segredo que guardou desde que o seu avião foi abatido sobre a França durante a Segunda Guerra: teve um filho com a rapariga que salvou. A criança era um rapaz, e Melanie fica intrigado com a existência desse tio francês e parte à sua procura. Em Inglaterra, a jovem irlandesa Honor Brady apaixona-se por Hugo, um comerciante de vinhos, que a leva para o seu castelo em Astignac, na zona vinícola de Entre Deux Mers. Hugo vende vinhos raros a connoisseurs; vinhos com história; vinhos escondidos durante a guerra; vinhos salvos do Palácio de Inverno em Sampetersburgo… e Honor é deixada sozinha, o que a leva a conhecer Didier, cuja família outrora foi dona do château de Hugo e está ligada ao tio de Melanie. À medida que as vida das duas mulheres se sobrepõem, é descoberta uma teia de mentiras que se estendeu durante décadas.

Uma história empolgante que se estende por meio século - 1944-1994 - e se centra nos belos vinhedos do Sul da França e da Califórnia.
O amor e o bom vinho combinam, mas nos dois casos é importante reconhecer o que é verdadeiro. Irá Honor Brady encontrar o verdadeiro amor com o comerciante de vinhos Hugo Lancaster, que a arrebata para o seu château na França? O seu amigo, Diarmuid Keenan, não parece ser da mesma opinião. Porém, ele próprio não é capaz de encontrar o verdadeiro amor. Está o viticultor Didier Rousseau realmente interessado em Honor, ou no château de Hugo? E irá a jovem americana Melanie Miller encontrar raízes no mesmo castelo graças a um segredo do tempo da Segunda Guerra Mundial no passado da sua família?


[Pensamentos durante a leitura]
  • A Atalante isto... a Atalante aquilo. Um cão (não uma cadela)! Qual é a lógica? Falta de revisão?
  • Parece que Atalante sempre é cadela, porque é sempre Ela isto ou A Atalante aquilo. Mas não sei porquê insistem em chamá-la de cão e não cadela. Mas quem é que fez a revisão desta livro, afinal??? O.o

Que devo dizer? A sinopse, o título, a capa, tudo fazia crer que este livro seria um romance relacionado com as vinhas. No fundo é, mas acaba por ser uma enorme desilusão.
Na minha ideia, basicamente a autora imaginou o princípio, onde Melanie nos conta o seu presente e o seu passado e onde é revelado o segredo que o seu avô escondia há 50 anos; e o fim, onde muito abruptamente as protagonistas formam casais com outras duas personagens e onde é referido de relance o que aconteceu a dois malfeitores que mal conhecemos durante a história, e onde nem se sabe o que acontece ao personagem mais odiado. Entre estes dois momentos, é palha, palha e palha.
É-nos contada a história de Honor, tudo (ou nada) o que lhe acontece em França - o que ocupa mais de metade do livro e que mal serve para encher chouriços; quando finalmente a história volta a ser contada da perspectiva de Melanie, basicamente é tudo sobre os seus arrufos com o padrasto e o tão rápido entendimento entre estes - a sério que não percebi, passam a vida a desentenderem-se, têm uma discussão de meia-noite e na manhã seguinte já tão todos amigos? - enfim, ne comprends pas.
Apesar de vermos a história pela perspectiva de Melanie e Honor, nos fundo mal as conheci, não consegui compreendê-las de todo. Idem aspas para as restantes: não há personagem que seja aprofundada.
No fundo a história é tão desinteressante que eu mal conhecia as personagens, nem tão pouco me interessava a tal; acabava por nem ter interesse em saber quem era quem e acabar por confundir personagens. O facto também da autora colocar dois personagens principais com nomes parecidos também pouco ajuda.
Não recomendo, at all. Desinteressante, sem profundidade nenhuma, uma tremenda desilusão. Até as esperanças que melhore para o final acabam goradas. Para esquecer, mesmo.

Ia-me esquecendo, um último reparo. A tradução/revisão deste livro é de chorar. Desde tratar uma cadela, A Atalante, várias e repetidas vezes como cão, não se consegue perceber. Em inglês, cão ou cadela é sempre "dog", mas em português distinguimos o género! A princípio andei bem confusa sem saber se era cão ou cadela, uma vez que a tratavam por "A Atalante", para depois dizerem "o cão" - acabei por ver que era erro de tradução! Outra expressão que me fez rir foi "No norte do solstício de verão (pg 312)". Ai agora o solstício de verão já tem norte e sul? A não ser que eu seja muito ignorante e isso seja verdade, eu entendi que a expressão deveria ser "no solstício de verão no Norte", uma vez que quando nós estamos no Verão, no hemisfério Sul, eles estão no Inverno... mas isso sou eu que digo, não é?

1/7 - Detestei

domingo, 30 de dezembro de 2012

A Mentira - Julia Metz



Quando o marido lhe morre nos braços, Julie sente que o seu mundo começa a desabar. "Ele amava-te tanto!", dizem-lhe no funeral. Centenas de pessoas choram com ela a morte súbita de Henry, o irresistível Henry, o homem perfeito. Julie é agora uma jovem viúva, com uma filha pequena. Deixa de comer, de trabalhar, mergulha numa depressão profunda. Mas tem amigas, muitas, que a arrancam aos poucos do torpor. Começa a sair, abre-se de novo para o amor. Ironicamente, é o novo amante que lhe dá a primeira pista, que levanta a ponta do véu, que lhe revela a dupla vida do perfeito Henry... A Mentira é a história real de Julie Metz, uma nova-iorquina sofisticada presa numa pequena vila onde reina a lei do silêncio - onde todos, menos ela, conhecem o segredo de Henry. E é a história de uma mulher que tudo fará para descobrir a verdade, e para recuperar - para si, para a filha - a felicidade perdida.


Finalmente! É este sentimento de alívio que tenho por ter acabado este livro. Se gostei tão pouco dele, porque é que continuei a lê-lo? Não sei, talvez seja pelo hábito de ler um livro até ao fim, talvez seja uma esperança minúscula que a história fique melhor, talvez uma curiosidade de saber como acaba. Não sei. Só sei que tirando o início, onde se dá o verdadeiro drama, onde se dão as terríveis descobertas, o livro não tem mais ponta por se lhe pegar, ou não tem mais interesse nenhum, pelo menos para mim.
A tal história de uma mulher que tudo fará para descobrir a verdade e recuperar a felicidade é resumindo,[atenção spoiler!] a correspondência sem fim desta com as amantes do marido [acaba o spoiler] os muitos encontros com mil e um homens, mil e uma filosofias sobre se os genes é que nos controlam, se os homens são assim porque devem ser, darwinismos, e coisas afins - qualquer coisa que supostamente encontra a ciência com o comportamento, mas que sinceramente não me interessou. Todo o sensacionalismo/dramatismo que a sinopse promete não passa de banha de cobra. Sinceramente estou arrependida de ter caído, de ter trazido este livro. Tenho ali vários para ler, de certeza muito melhores que este e estive a gastar o meu tempo com este que não gostei nada... enfim.

1/7 - Detestei

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Crescendo - Becca Fritzpatrick


A vida de Nora Grey continua longe de ser perfeita. Sobreviver a um ataque que podia ter-lhe custado a vida não foi fácil, mas tudo se resolveu, graças ao seu anjo da guarda - uma criatura misteriosa, sedutora e bela.
Mas Patch tem sido tudo menos angelical. Está mais distante do que nunca e parece estar a passar demasiado tempo com a arqui-inimiga de Nora, Marcie Millar. E, como se isso não bastasse, Nora é assombrada por recordações do seu pai assassinado, começando a pensar que as intrigas dos anjos poderão estar relacionadas com a morte dele.
Desesperada por desvendar os estranhos acontecimentos do seu passado, Nora expõe-se ao perigo, na esperança de encontrar algumas respostas.
Mas todos sabemos que há perguntas que nunca devem ser feitas...

Sinceramente não sei como continuo a ler este género de livros, se há mais desilusões que boas histórias, mas enfim. Neste momento, dentro deste género (young-literature) estou a tentar só pegar nas séries que já comecei a ler. Devo dizer que muito dificilmente voltarei a pegar nesta. Gostei mais ao menos do 1º livro, este foi uma nódoa. Deve ser muito bom para adolescentes, mas para mim é muito superficial, muitos mistérios, muitos ciumes, "Ai não gosto de ti, vai-te embora, porque eu amo-te mas não quero sofrer mais, tu é que fizeste não sei o quê, por isso tu é que tens que vir pedir desculpa...", cenas assim fizeram-me ter pouca paciência para este livro. É 9/10 do livro nisto com algumas achas pelo caminho para pôr na fogueira, e só no final do livro é que acontece tudo, é que se descobre tudo. O final até foi interessante, e fez-me ter vontade de saber o que vai acontecer a seguir, mas ir ler um livro onde passo a maioria nestes dramas de adolescente, para só haver algo de interessante em meia dúzia de páginas... faz-me recuar.

Enfim, um livro para esquecer e uma série despachada.
1/7- Detestei