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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O Clube de Tricô de Sexta à Noite - Kate Jacobs



O Clube de Tricô de Sexta à Noite
The Friday Night Knitting Club

Kate Jacobs
The Friday Night Knitting Club #1

Edições ASA (2008)
393 páginas

Origem: Biblioteca
2/7 - Detestei mas em algum mérito 
(tem algum mérito se não contarmos com o fim)


Numa cidade tão grande e movimentada como Nova Iorque, é muito fácil perdermo-nos na multidão. Habituada a contar apenas consigo própria, Georgia tem um dia-a-dia esgotante em que tenta conciliar as exigências da sua loja com a educação da filha, Dakota. Em tempos não muito distantes, Georgia era uma jovem apaixonada e decidida a perseguir os seus sonhos, pelo menos até ao dia em que James – o grande amor da sua vida – soube que estava grávida e lhe despedaçou o coração ao fugir para Paris. Nesse dia, Georgia conheceu a solidão e decidiu traçar o seu caminho sozinha. Mas James tem outros planos. Planos que a incluem…

Será, pois, com grande surpresa que ela percebe que a sua loja se transformou num ponto de encontro. Com o pretexto de fazer tricô, mulheres extremamente diferentes entre si fazem uma pausa nas suas vidas atribuladas e partilham segredos, angústias e expectativas. Mas quando o impensável acontece, estas mulheres vão descobrir que o que criaram não é apenas um clube de tricô mas uma verdadeira irmandade.


Sabem aquele tipo de pessoa que primeiramente vos irrita mas que depois vocês começam a gostar e quando já gostam muito dela, ela dá-vos com os pés com toda a violência? Pois foi essa a sensação que tive com este livro.
O começo é um pouco aborrecido e irritante, uma vez que não temos acesso aos acontecimentos no tempo presente. Eles são-nos contados quando já aconteceram, ou seja, como se alguém vos tivesse a contar algo que aconteceu ontem. Só mais para a frente a história começasse a complicar, começamos a ver mais interacções com as personagens, começamos (finalmente!) a ver diálogos, a conhecer melhor as personagens, e à medida que a história vai correndo, vamos gostando dela cada vez mais. Desde o enredo, às personagens cuja opinião sobre elas vai mudando, etc, etc. Até que chegamos quase ao fim, e sem querer fazer spoiler, PAM! somos catapultados para um acontecimento que nos deixa estarrecidos, sem acreditar que aconteceu mesmo. Acreditem que eu continuei a ler, na esperança que aquilo fosse mentira. Mas não era. Daí sentir-me tão frustrada com este livro, tão irritada por causa do que ele me fez sentir.
E sinceramente não percebo bem o título. Realmente forma-se um clube de tricô à sexta à noite, mas acabamos por não ter muito acesso a esses acontecimentos, normalmente eles são-nos narrados já depois de terem acontecido e, na minha opinião, não têm grande importância para a história.
Enfim, uma desilusão mesmo. Simplesmente não percebo porque é que a autora fez aquele final. Estragou por completo o livro. Enfim, não recomendo mesmo e não conto em pegar nos livros seguintes (aparentemente faz parte de uma trilogia).

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Três é Demais - Jill Mansell

Três é Demais

Não há família mais glamorosa que os Mandeville.
O casal de celebridades Jack e Cass Mandeville parece ter tudo — boa aparência, carreiras coroadas de êxito e um casamento maravilhoso. Os filhos também são incrivelmente talentosos: a Cleo é supermodelo; o Sean é um comediante de sucesso; e embora Sophie, uma adolescente de 16 anos, esconda a sua aparência sob uns enormes óculos redondos e roupa larga, todos veem que existe um belo cisne ansioso por desabrochar.
Aos olhos da imprensa, a família Mandeville é simplesmente exemplar.
Mas uma ruiva lindíssima, de seu nome Imogen, aparece para entrevistar Jack e Cass na manhã do quadragésimo aniversário de Jack… e a família fabulosa descobre que afinal talvez não seja assim tão perfeita.


Atenção: A minha opinião tem spoiler, mas está assinalado, pelo que podem ler acima e abaixo deste.

Três é Demais abre com o início do fim do feliz e perfeito casamento dos Mandeville. Ao princípio esta família é perfeita, mas depois acabamos por perceber que por debaixo da faceta bem sucedida e feliz desta família, há podres bem grandes.

[spoiler] Vamos a começar: Jack, o pai, trai a mulher que ama há anos e vai viver com a amante e por mais armadilhas que as filhas lhe façam para que ele volte para casa, ele resiste. Sean, o filho do meio e um comediante famoso, tem um caso com uma rapariga que o fascina imenso, acabando por a engravidar. Durante toda a história vemo-lo a humilhar e desprezar a pobre da rapariga, embora ele diga que a ama. Hem? Como é possível? Ele ama-a e depois tem atitudes daquelas? Incompreensível. Cleo acaba por se apaixonar pelo irmão da namorada do irmão, mas acaba por quase lhe meter os cornos e o rapaz fica a saber porque foi um amigo dele que tentou a rapariga de propósito para a testar - ideia dela, porque ela já o tinha feito a um noivo de uma amiga. No final acabam por se dar... Já Cass, depois de atitudes muitos estranhas e quando se encontra namorada de alguém, quando o marido lhe pede para voltarem (já depois de divorciados), eles decidem voltar a formar a família feliz. Hem? Quanto a Sophie, até é uma boa rapariga, o patinho feio daquela família que não se quer transformar em cisne. Algures no meio da história lá decide fazer uns papéis como modelo para ganhar dinheiro para fazer voluntariado no Uganda, mas depois de uma situação traumática, acabamos por ficar sem saber o que afinal o que vai acontecer à rapariga. Situação esta que parece que foi lá enfiada para meter chouriços ou encher um bocado ou inserir alguma situação com mais drama... não sei, não se consegue perceber muito bem, parece uma situação que caiu do céu.
[acaba o spoiler]

Para quem não quis ler o spoiler, basicamente esta é uma família com canalhas e gente muito estranha com atitudes que não se percebem. Toda a história se baseia neles e nas suas relações amorosas ou não, nos vais e vens sem conta. É uma história com piada em certos momentos, mas que acaba por parecer uma novela! Apesar de gostar (vá, tentar gostar) da leitura, via-me por várias vezes a desprezar as personagens... Há situações que não se percebe porque foram escritas, parece que a história vai sendo relatada mas que no fim não chega a lado nenhum. Outra coisa que não gostei é que a história dividida em capítulos e em partes dentro de cada capítulo não tem nada que nos indique quando tempo passou desde a última cena. Quantas vezes eu pensava que aquela cena era logo a seguir à última e afinal já se tinham passado meses! No final vamos a ver e esta história relata-nos dois anos e meio daquela família. E não tem em nenhum sítio alguma referência à distância temporal entre cenas... :S

Uma outra coisa que me confundiu foi a idade dos filhos do casal principal. Apenas a idade da Sophie é referida, que sendo a irmã mais nova até parece ter comportamentos mais maduros que os mais velhos. Quantos aos irmãos mais velhos de Sophie, não poderão ser muito mais velhos (vintes) devido aos pais terem quarenta anos, mas por outro lado para a profissão que têm e as acções que fazem, parecem ser mais velhos... Je ne sais pas.

Enfim, a Jill Mansell tem livros bestiais que adoro ler, mas este, apesar de ser cómico em algumas artes, é um autêntico falhanço.

2/7 - Detestei mas tem algum mérito (pela Sophie, que bem o merece)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Elspeth, A Senhora do Pensamento - Isobelle Carmody


Para Elspeth Gordie, nascida com insondáveis poderes mentais que a condenariam à esterilização ou à fogueira se fosse descoberta, a vida envolve inúmeros perigos. Só o segredo permite a sobrevivência, por isso ela decide nunca recorrer aos seus dons proibidos. Estes parecem, contudo, ter um desígnio próprio e, ao usá-los, Elspeth atrai inevitavelmente as atenções do Conselho totalitário que governa a terra. Enviada para a longínqua instituição de Obernewtyn, de onde ainda ninguém conseguiu fugir, Elspeth terá de despir o seu manto de segredos e enfrentar aqueles que desejam ressuscitar as terríveis forças na origem do apocalipse. Só então Elspeth descobre verdadeiramente quem é — e o que é.

Sinceramente não percebo as críticas positivas que esta série tem. Não consigo perceber. 
Tem algum valor, é certo. Todo o meio envolvente está muito bem criado, a história que antecede o presente, tem alguma originalidade. Apesar de achar esquisito os nomes tão mundanos, tão normais para definir os anormais. 
No entanto, o resto é muito pão sem sal. Não consegui ter empatia com a protagonista, não consigo caracterizá-la nem sequer perceber que idade terá ela. A história em si, é toda dark, sempre num clima de medo, suspeita, mas não acontece nada. Tirando certos episódios mais violentos, com muita acção condensada, aqui e ali e no final do livro, o resto é palha... ah e tal e servi esta refeição e pus feno nos cavalos e fomos para as quintas e voltei a dormir... Não me conseguiu convencer. 
O final deixa em aberto uma nova perspectiva, mais esperançosa, mas duvido que pegue novamente num livro da série. Porque há tanto livro que eu gostaria de ler, e estar a perder tempo com séries com as quais fiquei com tão má opinião.. é perda de tempo, mesmo. 
2/7 - Detestei mas tem algum (pouco) mérito

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Os Ingredientes do Amor - Nicky Pellegrino


A receita para a vida devia ser simples: amor, família, amigos, saúde e uma boa dose de delícias gastronómicas. Mas a vida raramente é simples. Alice sabe também como ela pode ser frágil, por isso quer desfrutá-la ao máximo… e nunca se sente tão viva como quando está a cozinhar. Por seu lado, Babetta passou a vida a cuidar da família. Mas agora os filhos já cresceram e seguiram os seus próprios caminhos, deixando-a só na sua pequena casa junto à costa italiana. Um Verão, as vidas destas duas mulheres vão unir-se numa pequena aldeia no Mediterrâneo, sob a linguagem comum da comida e do amor pela terra. Vai ser aí, sob o calor do sol italiano, ou a sombra da romãzeira, que segredos serão desvendados, e medos e esperanças partilhados. Mas as lições da vida nem sempre são fáceis de aprender…

Este livro foi uma desilusão. Uma história que teve alguns momentos bons, alguns momentos em que conseguia compreender a protagonista, mas depressa deixei de ter essa capacidade. Digo protagonista, porque apesar de narrada a duas vozes, a história é maioritariamente da Alice, uma personagem sem sal, da qual cheguei a fartar-me, de tão enfadonha... optava sempre pelo mais fácil e deixava-se ficar na mornidão anos e anos sem fim. -.-"
Foi uma história que apesar de ter personagens com características muito reais, foi muito sem sal. Talvez uma lição de vida em não optar pelo mais fácil, ou não deixarmos a vida passar para depois darmos por ela e não sabermos onde estamos... talvez. Mesmo assim, muito sem sal. 
2/7 - Detestei mas tem algum mérito (mérito este apenas devido à lição de vida que a escritora quer contar com esta história)
"Tens a tua vida em banho maria" pg 223
A frase que melhor resume este livro. 

P.S.: E fiquei sem perceber o título do livro... pelo menos o português.