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terça-feira, 3 de maio de 2016

Casper, o Gato-Viajante - Susan Finden


Casper, O Gato Viajante
Casper the Commuting Cat: The True Story of the Cat Who Rode the Bus and Stole Our Hearts

Susan Finden
Livro Único

Casa das Letras (2011)
239 páginas

Origem: Biblioteca
4/7 - Gostei mas tenho reservas


A incrível e inspiradora história de um gato que conquistou os corações de pessoas de todo o mundo. Casper tornou-se uma celebridade nacional quando os jornais divulgaram a história de um gato extraordinário que apanhava regularmente o autocarro número 3, fazendo viagens de dezoito quilómetros pela sua cidade, Plymouth, em Devon. Enquanto a sua dedicada dona, Susan Finden, se interrogava por onde é que andaria o seu elusivo gato, Casper ia alegrando a vida de inúmeros passageiros que andavam de um lado para o outro nos seus afazeres. Também os motoristas dos autocarros começavam a estar familiarizados com Casper e a notícia percorria a central de transportes, alertando a equipa de que um passageiro muito especial poderia estar a bordo dos seus veículos. Com efeito, tornou-se a mascote da empresa de transportes, e fotos de Casper e de Susan decoravam a carreira número 3.
Quando Casper foi, de forma lamentável, morto por um carro no início de 2010, mensagens de solidariedade afluíram de todo o mundo. Tornou-se imediatamente claro que Casper e a sua notável história haviam tocado a vida de muita gente.
Contado de uma maneira comovente pela sua dona, que o amava profundamente, Casper, o Gato- Viajante, é a história tocante de um gato branco e preto muito especial, que viajava de autocarro e que conquistou os nossos corações.


Este livro tem um ingrediente que me poderia fazer gostar muito dele. Gatos. Como protagonistas. Contudo, como tenho vindo a avaliar nos últimos anos, os livros sobre animais nunca são tão interessantes ou cativantes como eu gostaria que fossem. Principalmente os de gatos. E logo de gatos! grito frustrada já que sou fã deles.
Enfim, a história deste gato, Casper, ou o que de interessante ele teve, é contada já na sinopse. Contudo não é só a particularidade de andar de autocarro (como se fosse coisa pouca) que fez a vida deste gato. Ele conseguiu marcar muitas pessoas de diferentes modos. E é desta forma que vai ser lembrado em alguns vilas inglesas enquanto as suas memórias perdurarem.

Quanto à história em si, peca um pouco por ter momentos repetitivos e desinteressantes e poderia ter uma escrita mais cativante. Contudo, passa para cá a mensagem, a história de Casper, bem como os sentimentos que a povoam: desde a surpresa pelos feitos deste gato e a tristeza e revolta inerentes à sua morte. Aliás, espero que estes livros seja úteis na luta pelos direitos animais. Na Inglaterra já se faz muito, mas mais por cães. Os gatos ainda estão um pouco à parte. E aqui em Portugal nem se fala, se bem que as coisas já começam a mudar um pouco.
Haja esperança de um mundo melhor, quer para humanos, quer para animais, que muitas vezes são melhores que os primeiros.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Caos Maravilhoso - Kami Garcia & Margaret Stohl


Caos Maravilhoso
Beautiful Chaos

Kami Garcia & Margaret Stohl
Caster Chronicles #3

Edições ASA (2014)
432 páginas

Origem: Biblioteca
4/7 - Gostei mas tenho reservas



Ethan Wate julgou estar a habituar-se às estranhas coisas impossíveis que se desenrolavam em Gatlin. Porém, agora que Ethan e Lena voltaram para casa, estranho e impossível assumiram novos significados. Enxames de gafanhotos, um recorde de calor e tempestades devastadoras arrasam Gatlin enquanto Ethan e Lena tentam perceber as consequências do Chamamento de Lena. Até a família de Lena é afetada - e as suas habilidades começam a falhar perigosamente. Com o tempo, uma questão torna-se clara: o que - ou quem - terá de ser sacrificado para salvar Gatlin?

Para Ethan, o caos é uma distração assustadora, mas bem-vinda. Ele está de novo a ser perseguido nos sonhos, mas desta vez não por Lena - e tudo o que o assombra segue-o para fora dos sonhos até à sua vida quotidiana. Ainda pior, Ethan está gradualmente a perder pedaços de si - esquecendo nomes, números de telefone, e até memórias. Não sabe porquê e na maioria dos dias, tem medo de perguntar.
Às vezes, não há apenas uma resposta ou uma escolha. Às vezes não há como voltar atrás. E desta vez não haverá um final feliz.



Tendo lido o livro anterior há coisa de uns 2 anos, já não me lembrava muito do que se tinha passado, pelo que o início deste foi algo confuso. No entanto, ao longo da história, fui-me lembrando do essencial do passado.
A história está cada vez mais apocalíptica, com cada acção feita tendo uma consequência muito própria - normalmente daquelas de que não se gostam e que alguns gostariam de dar a vida para ela não acontecer.
Enfim, este livro já não é tão cativante como o primeiro, mas no entanto, continua a dar cartadas para continuar a ler. O fim da história foi simplesmente daqueles "O QUÊ?!?!?" que nos faz desejar ter o livro seguinte logo ao lado para ver o acontece a seguir.
Agora é esperar pela tradução do último livro, Beautiful Redemption e esperar que haja uma redenção por parte da história, das autoras, tal como o próprio nome diz.

*Espera aí, o livro já está traduzido!


Livros anteriores
Criaturas Maravilhosas (Caster Chronicles, #1)11292935

quarta-feira, 16 de março de 2016

Enfeitiçado - Nora Roberts


Enfeitiçado
Spellbound

Nora Roberts
Once Upon #3

Revista Flash + SDE (2014)
89 páginas

Origem: Estante
4/7 - Gostei mas tenho reservas


Calin Farrell é um fotógrafo de sucesso que decide viajar à Irlanda.
Fascinado pelas ruínas de um outrora grande castelo, cruza-se com uma bela mulher de nome Bryna que conhece em Calin o homem dos seus sonhos. Mas Calin desconhece que ambos fazem parte de um feitiço de mil anos lançado pelo feiticeiro Alasdair. Para que possam ver-se livres da sua negra sombra, Calin terá que oferecer o seu coração à Bryna de livre vontade…


Enfeitiçado? Mas quem é que foi enfeitiçado aqui? Nem a feiticeira nem o seu guerreiro no tempo presente ou há mil anos atrás foram enfeitiçados! Realmente traduzir Spellbound por Enfeitiçado é algo curioso... até porque há realmente uma ligação criada por magia mas ninguém é enfeitiçado. Aliás, a premissa da história é que o guerreiro no agora terá que acreditar na magia e na feiticeira com quem tem uma ligação mágica - mas sem o recurso a feitiços ou manipulações! Enfim, enfim... Desta série de contos da Nora Roberts, este foi sem dúvida o que menos gostei. Penso que a causa disso é o pouco espaço temporal que fez com que tudo fosse muito precipitado e algo incompreensível - especialmente o relacionamento entre os dois protagonistas. É certo que ambos tinham uma ligação desde que nasceram, mas daí a cair na cama logo no primeiro dia em que se vêem... Enfim... Uma boa história que, tal como as outras, se fosse mais desenvolvida ganharia muito mais. Esta especialmente ficaria mais coerente.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O Festim dos Corvos - George R. R. Martin


O Festim dos Corvos
A Feast for Crows (1ª metade)

George R. R. Martin
As Crónicas de Gelo e Fogo #7 (em português)

Saída de Emergência (2009)
423 páginas

Origem: Biblioteca
4/7 - Gostei mas tenho reservas



Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crónicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores.Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real. Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos.Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo...


As primeiras metades dos livros originais desta série (em português) são sempre mais paradas que as segundas metades. Ainda assim, perante todos os acontecimentos do livro anterior, achei este ainda mais parado.
Neste livro as personagens caminham sem rumo, vão jogando mas sem ver resultados, tudo se vai mexendo mas sem chegar a lado nenhum, coisa que me aborreceu. E ainda para o mais, o autor continua a acrescentar enredos, intrigas, pergunto-me onde irá ele parar... até porque o homem não caminha para novo, pergunto-me se ele sabe mesmo o fim que quer dar à série ou se vai andando porque não sabe o que fazer. E isto ocorreu-me principalmente após ter lido o excerto do livro seguinte que a editora coloca no final do livro. Porque as personagens fazem tanto, caminham tanto, desencontram-se tanto e para quê? Para quê, pergunto-me. Para depois acabarem na lista sem fim de mortes do autor?
Espero sinceramente que os próximos livros sejam mais empolgantes e comecem a trazer mais conclusões para a história ou, pelo menos, mais pistas, porque neste momento não faço ideia como isto vai parar, se vai acabar ou se vamos ficar a ver o homem a ir desta para melhor sem acabar a série. Desanimada, eu? Por acaso, sim!


Livros anteriores
O Despertar da Magia (As Crónicas de Gelo e Fogo, #4)
5739654

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Se Disser que Te Amo Vou Ter de Te Matar - Ally Carter



Se Disser que Te Amo Vou Ter de Te Matar
I'd Tell You I Love You, But Then I'd Have to Kill You

Ally Carter
As Miúdas de Gallagher #1

Booksmile (2014)
304 páginas

Origem: Biblioteca
4/7 - Gostei mas tenho reservas



O Colégio Gallagher (para Raparigas Excecionais) parece à primeira vista uma escola típica, onde as adolescentes se preocupam em combinar a cor da mala com o top que vão usar, e suspiram quando um professor giro lhes sorri.
Isso até é verdade, mas o que o comum dos mortais desconhece é que nas suas malas levam câmaras ocultas e o tal professor giro dá aulas de Preparação para Missões Secretas. O Colégio garante que forma os maiores génios do país... mas na realidade é a melhor e mais conceituada escola de espias e agentes secretas.

Cammie Morgan (ou Camaleão, como gostam de lhe chamar) é uma das miúdas de Gallagher. Passou para o quarto ano do curso e pode dizer-se que é uma ótima aluna: é fluente em catorze línguas e capaz de matar um inimigo de sete maneiras diferentes (uma das quais apenas com esparguete cru).
Mas ela é também uma adolescente. E no momento em que conhece um rapaz da cidade, que nunca poderá saber quem ela é na realidade, percebe que há questões para as quais o Colégio não a preparou.
Cammie está prestes a enfrentar a missão mais perigosa de sempre: apaixonar-se! Será que está preparada?


Quando li a sinopse deste livro pensei que fosse literatura young-adult. Afinal, não, este livro aparece muito mais recomendado para adolescentes, colocado no meio de literatura juvenil e após a sua leitura, acho que faz sentido assim.
Este livro trata de adolescentes bastantes dotadas, particularmente no que dá jeito na espionagem: mil e uma línguas, artes marciais, desmantelamento de bombas e dispositivos electrónicos (agora já estou a inventar porque não me lembro se li sobre isso no livro, mas presumo que seja parte do que elas já sabem fazer), perseguir pessoas (incluindo os professores mega-espiões), etc, etc... Mas a nossa protagonista como adolescente que é, vai-se ver confrontada com algo muito normal da fase que é ser adolescente: apaixonar-se. E para isso ela não está pronta.
Devo dizer que achei muito engraçado todo este pequeno universo criado pela autora e até apropriado para as idades recomendadas. As abordagens feitas pela protagonista e amigas são de rir e de sorrir muitas vezes, quer pelo nível de conhecimento que muitas vezes demonstram (fruto do seu treino) quer pelo sua ignorância em muitas outras alturas (devido ao isolamento face à vida real). Obviamente não tem o nível de desenvolvimento ou a complexidade de personagens que um livro adulto costuma ter - mas para a faixa etária a que se recomenda está muito bom. Esta foi uma boa leitura e fez-me ter vontade de continuar a ler sobre estas pequenas espias. Seja literatura juvenil ou não :)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Feitiços - Aprilynne Pike


Feitiços
Spells

Aprilynne Pike
Wings #2

Contraponto (2011)
296 páginas

Origem: Biblioteca
4/7 - Gostei mas tenho reservas




Seis meses após ter salvaguardado a terra onde se encontra o portal de Avalon, Laurel tem de regressar ao reino das fadas para passar o Verão, a fim de aperfeiçoar as suas habilidades como fada do Outono. Contudo, a família e os amigos ainda se encontram em risco – e a entrada para Avalon está em perigo, agora mais do que nunca.
No momento em que impreterivelmente tem de proteger aqueles que ama, Laurel tem de aliar os seus dotes feéricos ao que há de humano em si para conseguir combater o inimigo. Nesta batalha, irá Laurel pedir ajuda a David, o seu namorado humano? Ou recorrerá ao magnetizante Tamani, por quem sente uma atracção irresistível? E será o coração de Laurel feérico, ou já demasiado humano?


Três anos após a leitura do primeiro livro, regresso a esta saga fantástica de Aprilynne Pike. O primeiro livro tinha sido mediano, de literatura young-adult, pelo que durante este tempo todo, nunca mais me lembrei de verificar se mais algum livro tinha sido editado em português - até encontrar este e o terceiro à minha espera numa das bibliotecas que frequento. Movida de curiosidade, não hesitei em trazê-los (por acaso até hesitei, mas só por causa do número de livros que queria trazer e o número de livros que podia trazer... felizmente tinha uma amiga que me facilitou a escolha, ajudando-me a não precisar de fazer uma, se é que faz sentido).
O que tenho a dizer? A história tornou-se mais interessante, muito devido à introdução do reino de Avalon, ou melhor, à entrada no reino de Avalon, o reino das fadas, onde Laurel pertence. Tudo isso veio trazer novas ideias à história, novos dilemas e sobretudo mais importância ao dilema do triângulo amoroso David-Larel-Tamani.
Laurel vai aprender mais sobre si própria, sobre as suas capacidades, sobre todo o mundo das fadas e as suas "castas", mas também vai ter de batalhar contra as adversidades que aí vêem - e nem todas elas são trolls...
Considerei este livro melhor que o primeiro devido à introdução das novas ideias que o tornam mais interessante. O triângulo amoroso continuou a irritar-me um bocadinho, mas que podia fazer? Só achei que os momentos de acção e perigo se condensaram muito para o fim - podia ter havido algo mais cedo, mas pronto. Acabei a leitura com vontade de saber mais, mas essa espera (olhó o spoiler!) ainda durou um mês xD


Livro anterior

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Alera | Sacrifício - Cayla Kluver



Alera | Sacrifício
Sacrifice

Cayla Kluver
Legacy #3

Planeta (2013)
384 páginas

Origem: Biblioteca
4/7 - Gostei mas tenho reservas

+1 Finish The Series Reading Challenge 2014


ALERA, rainha de um reino perdido, secretamente apaixonada pelo inimigo.

SHASELLE, filha de um pai assassinado, uma rebelde com causa.

Uma vive atrás das antigas muralhas do palácio de Hytanican e caminha no fio da navalha para manter a frágil paz na sua amada terra. A outra erra pelas ruas devastadas pela guerra, em busca de vingança para a tragédia que atingiu a família. Ambas fazem escolhas que as irão separar daqueles que não conseguem deixar de amar. Como as suas histórias se entrelaçam, uma conspiração toma forma e tanto pode acabar em escravidão ou morte, ou ter de novo liberdade, mas apenas se cada uma conseguir enfrentar o que deve ser sacrificado.


É com Sacrifício que fechamos a trilogia Alera, uma história passada num mundo parecido com o nosso, numa era medieval, com reinos bastante distintos principalmente na sua cultura. Nota-se que a escritora é algo jovem, devido à sua linguagem simples, personagens um pouco lineares e pela forma bastante inédita com que as personagens se tratam mutuamente: apesar dos vários títulos e formalidades, todas elas se tratam por tu. Foi algo que estranhei no início e continuo a estranhar mas que consegui ignorar na sua maioria neste livro.

Neste último livro, temos Hytanica dominada pelos cokyrianos, o reino vizinho e inimigo. Para além dos choques entre dominadores e dominantes, temos ainda os choques culturais: Hytanica é um reino religioso, com gosto pelas coisas bonitas e bem feitas e onde os homens é que mandam nas famílias e nos assuntos principais; Cokyri é um reino onde o pragmatismo e as coisas práticas vencem, onde as mulheres é que mandam, sobem mais rápido nos seus postos que os homens e estes nem direito a criar os seus filhos têm. Ainda assim, apesar das diferenças, há personagens entre ambos os reinos que se compreendem, toleram e amam. É o caso de Alera, por exemplo, a rainha da Hytanica que é agora a Magnífica Coordenadora, nomeada pela Soberana de Cokyri a estabelecer laços entre os dominadores e dominados e a certificar-se que não há problemas, apaixonada desde o início da história por Narian, o comandante cokyriano mas que nasceu hytanicano (ou lá como se diz).

Pela primeira vez a história é narrada a duas vozes - a de Alera, a rainha/Magnífica Coordenadora (que raio de títulos estes!) e a de Shaselle, uma rapariga da nobreza, meia maria rapaz. Esta diferença, face aos livros anteriores permite conhecer certos lados da história, bem como acompanhar certos acontecimentos que de outra forma não tínhamos conhecimento.
Este foi um livro mais emocionante (a visão de Shaselle ajudou bastante), com mais reviravoltas - a revolta dos dominados assim o exigia -, e com algumas personagens novas que deram mais interesse à história. Foi o desfecho de toda esta história, uma desfecho feliz se bem que algo insosso e apressado. Fiquei com a impressão que mais um capítulos ou dois para desenvolver aquele final não ficariam nada mal. Parece que a autora não sabia como atar certas pontas e deixou-as ali, a dizer-nos que tinha esperança que seriam atadas da melhor forma. Enfim, foi um desfecho morno para uma leitura morna, que só decidi levar até ao fim porque a curiosidade era maior que o aborrecimento. Acredito que para adolescentes o enfado não seja tão grande. Mas há melhor, bem melhor.


Livro anterior
16082256

terça-feira, 11 de agosto de 2015

A Travessia - Wm. Paul Young

Leitura 2014
A Travessia
Cross Roads

Wm. Paul Young
Livro Único

Porto Editora (2013)
304 páginas

Origem: Biblioteca
4/7 - Gostei mas tenho reservas




Depois de A Cabana, a história da transformação de um homem, numa viagem entre o Céu e a Terra.

Anthony Spencer é um empresário de sucesso, um homem orgulhoso e egocêntrico que não olha a meios para conseguir os seus objetivos. Um dia, o destino prega-lhe uma partida: um AVC deixa-o nos cuidados intensivos, em estado de coma.
Entre a vida e a morte, Anthony vê-se num mundo que espelha a dor e a tristeza que tem dentro de si. Confuso, sem compreender exatamente onde está e como foi ali parar, viaja pela sua consciência para compreender quem realmente é e descobrir tudo o que tem perdido ao longo da vida: a esperança, a amizade genuína e o amor verdadeiro, sentimentos que há muito o seu coração deixara de sentir.
Em busca de uma segunda oportunidade, Anthony fará uma jornada de redenção e encontro com o seu verdadeiro ser.


Ia para este livro com as expectativas algo altas devido ao quanto gostei d'A Cabana, o que acabou por estragar um bocado a leitura, porque este livro apesar de também trazer várias mensagens e ajudar a ver Deus, Jesus e o Espírito Santo de outra forma ou de uma forma mais próxima, não conseguiu arrebatar-me.
Achei esta história mais confusa e triste do que A Cabana e também menos marcante. Também chorei, também ri com ele, também fiquei emocionada com as personagens do livro e com as suas histórias e peripécias. Mas tudo vai dar a uma comparação com A Cabana que fica muitos pontos acima. Por isso não tenho mais nada a dizer :/

Há contudo um episódio a salientar, já que é algo de que me lembro, após ter passado um ano desde a leitura: a interacção do protagonista com uma paciente portadora de Alzheimer é algo de lindo.
Quase que vale a pena ler o livro por causa disso.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O Fantasma da Ópera - Gaston Leroux

Leitura 2014
O Fantasma da Ópera
Le Fantôme de l'Opéra

Gaston Leroux
Livro Único

Público (2004)
317 páginas

Origem: Biblioteca
4/7 - Gostei mas tenho reservas




'O Fantasma da Ópera' é o caso típico da criatura que dominou o criador - no caso, o escritor francês Gaston Leroux. Este clássico mantém-se vivo no imaginário mundial ao longo de quase um século. Mas durante este período o texto de Leroux sofreu algumas modificações. Nesta edição prefaciada por João Máximo, nota-se o resgate do enredo original. Com um poder quase mágico de cativar o leitor em situações de terror e suspense, misturando amor, ciúme e traição, Gaston Leroux criou essa história que retrata uma jovem cantora lírica que credita seu sucesso ao 'Anjo da Música', uma voz que a visita todos os dias em seu camarim para dar aulas de canto.


Esta é uma história que sempre me intrigou. Desde pequena que sabia que era uma história com romance, em que o protagonista era disforme de cara e por isso usava uma máscara, que cantava lindamente e que se tinha apaixonado pela cantora da ópera. Mas nunca pensei que a história fosse muito mais que isso e que tivesse os contornos que tinha.
Este não é um romance qualquer. Primeiro que tudo, é-nos apresentado como uma história contada por várias vozes a um investigador que queria esclarecer os mistérios ocorridos há vários anos atrás na famosa Ópera de Paris. Segundo, este fantasma da ópera não nos é descrito de forma tão positiva quanto queria crer antes de ler o livro. E o seu "romance" com a cantora da ópera não é o romance que imaginava - aliás, nem sei se lhe poderia chamar romance.
Esta é uma história de contornos obscuros, com personagens iludidas, umas atrás do mistério do fantasma, outros conformados com o fantasma e ainda algumas cheias de medo/excitação com esta personagem. Eric, o dito fantasma, é revelado aos poucos. Creio que só o conhecemos o máximo que podemos quando chegamos ao fim da leitura, porque não seria possível tal coisa antes disso - e apenas o conhecemos dessa forma graças a alguém que sempre o conheceu; ninguém mais o poderia ter feito senão essa personagem.
Não sei bem como opinar sobre este livro. Se por um lado andei imensamente aborrecida com grande parte da história, por outro andei imensamente confusa e com vontade de saber mais no resto dela. Opiniões foram mudadas nessa "viragem de partes", mistérios foram descobertos para meia dúzia continuarem no desconhecimento. Acho que é uma obra que vale a pena ler, pelo que de mistério e inédito ela tem, mas como podem ver na minha classificação, não fica como um dos livros que mais gostei de ler. Não se tornou num favorito, mas a sua marca ficou.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Orgulho e Preconceito - Jane Austen


Orgulho e Preconceito
Pride and Prejudice

Jane Austen
Livro Único

Editora Relógio D'Água (2012)
360 páginas

Origem: Biblioteca
4/7 - Gostei mas tenho reservas




A chegada de vários jovens marca uma profunda transformação na vida de uma família de classe média rural, os Bennets, e em particular na das suas filhas.
Um desses jovens é Darcy, membro da alta sociedade que se distingue pelo seu orgulho. Desenvolve-se uma série de desafios, de equívocos, de julgamentos apressados, que conduzem à mágoa e ao escândalo, mas também ao auto-conhecimento e amor.


Primeiro de tudo: chamam a isto um romance? Só se for devido ao seu tamanho (género narrativo ficcional em prosa, mais longo que a novela e o conto, etc, etc, conceito tirado da Infopédia). Porque de romântico, até agora nada tem - desculpem-me as aficcionadas por este livro.

Segundo: "A suprema cena cómica em toda a obra de Jane Austen é a rejeição que Elizabeth faz da primeira proposta de casamento de Darcy (...)"? Céus, então que cómica saiu esta Jane Austen! *bastante ironia*


Como podem ver pelos meus comentários durante esta leitura, fiquei maluca de tanta comicidade por parte da autora. Estás a brincar, certo, Sara? Tão pois claro que estou! Quando me dizem (na contracapa do livro) que a cena em que a Elizabeth recusa o primeiro pedido do Darcy é a suprema cena cómica de toda em toda a obra de Jane Austen eu fico parva de espanto quando leio a tal cena, porque de cómica ela não tem absolutamente nada! Nem esta, nem qualquer outra. Ah, não, espera, ali o Senhor Collins é tão parvo e tão irritante que faz o Senhor Bennet (pai da Elizabeth) rir, a ironia com que o Senhor Bennet considera o marido de Lydia o seu genro favorito faz-nos (talvez) rir mas é pela tristeza da coisa ou porque mais vale rir do que ranger os dentes (na primeira) ou mesmo pela ironia do Senhor Bennet (na segunda)! Really, eu não percebo o porquê de tanta gente se baixar e fazer uma vénia a este livro!

Mas bem, não me entendam mal. Não é um mau livro. Percebe-se bem que Jane Austen serve-se da sua obra para criticar a sociedade daquela altura, nomeadamente as maneiras afectadas e arrogantes dos mais nobres e a triste pobreza de espírito de alguns que tendo um título mais baixo fazem de tudo para obter uma vida melhor, nem que isso obrigue ao convívio com gente irritante e com mania que é alguém, ou se expõem ao ridículo. No entanto tudo isto leva que a primeira metade do livro seja do mais aborrecido que há e que nos faça ter vontade de desistir do livro. Claro, não sei quanto a vocês, mas foi o que eu senti. Na segunda metade, a história começa a ser mais interessante, começa a haver mais reviravoltas (claro que a recusa da proposta de casamento de Darcy ajuda a isso, bem como o aumento dos reencontros entre estes dois intervenientes) e aí o interesse pela história aumenta. Devo dizer, no entanto, que não fiquei fã de nenhuma personagem: não consegui criar empatia com a Elizabeth e achei aquela mudança de sentimentos um bocado forçada - não digo isto em relação a deixar de desprezar o Darcy. Mas passar do desprezo a amor em tão pouco tempo e com tão pouco romantismo, aquilo parece muito pensado e pouco sentido. Quanto a Darcy, obviamente gostei mais deles depois da mudança pós-crítica da Elizabeth, mas a sua personalidade passada não fica esquecida. Por outro lado, Jane parece demasiado inocente, sonsa, sei lá que chamar, aquilo de pensar bem de todos, mesmo daqueles que se comprovam ser mal gente, a certo ponto já cheira mal. Mas fiquei contente com o seu desfecho. De resto, não há grandes personagens dignas de nota que já não tenha falado, excepto claro, a irritante e impertinente tia de Darcy (que tinha cá uma lata!), mas felizmente ela recebeu a bofetada de luva branca que merecia.
Enfim, acabei a gostar um pouco mais da história, mas podem crer que as coisas de que me irei lembrar são maioritariamente da segunda metade da obra. E tendo já outro livro desta autora como um falhanço (Ema) não volto a pegar num livro desta senhora assim tão cedo.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

À Luz da Meia-Noite - Sherrilyn Kenyon


À Luz da Meia-Noite
Upon the Midnight Clear

Sherrilyn Kenyon
Predadores da Noite #13

Edições Saída de Emergência (2013)
176 páginas

Origem: Biblioteca
4/7 - Gostei mas tenho reservas




Uma celebridade generosa que tudo oferecia e nada pedia em troca… até ser enganado pelos que o rodeavam. Agora Aidan nada quer do mundo ou sequer fazer parte dele.

Quando uma estranha mulher aparece à sua porta, Aidan sabe que já a viu antes… nos seus sonhos.

Uma deusa nascida no Olimpo, Leta nada sabe do mundo dos humanos. Mas um inimigo implacável expulsou-a do mundo dos sonhos e para os braços do único homem capaz de a ajudar: Aidan. Os poderes imortais da deusa derivam de emoções humanas, e a raiva de Aidan é todo o combustível que precisa para se defender…

Uma fria noite de inverno irá mudar as suas vidas para sempre…

Aprisionados durante uma tempestade de inverno brutal, Aidan e Leta terão que conquistar a única coisa que os poderá salvar a ambos – ou destruí-los – a confiança. Conseguirão triunfar sobre todos os obstáculos?


Eu adoro a série a que este livro pertence. A sério. Mas apesar de ter gostado do livro, não considero comprá-lo para fazer companhia aos seus irmãos. Porque não faz sentido. Não acrescenta nada à história e ainda por cima traz uma história demasiado repentina, que até para românticas como eu, não faz muito sentido. E a não ser a presença dos Deuses dos Sonhos (Onreoi e Skotos) já referidos em livros anteriores, não há qualquer ligação aos livros anteriores.
Enfim, neste livro vemos a história de Leta, uma Deusa dos Sonhos que como todos os outros, não tem emoções, graças ao castigo do seu pai, Zeus, que acorda face à libertação de Dolor, o Deus da dor que Leta aprisionou milénios atrás. Este foi convocado por um humano que lhe pediu para matar o irmão, Aidan, um actor mais famoso que Brad Pitt mas que acabou atraiçoado pelos seus mais próximos tudo por causa deste dito irmão. Este irmão tem inveja e ódio de Aidan, devido à vida e à fortuna que este construiu e que ele acha que merece ser sua. Leta dá-se a conhecer a Aidan, numa tentativa de o usar para derrotar Dolor, mas eles acabam por se apaixonar. E portanto a história passa, vamos conhecendo os seus passados, eles vão curando as suas feridas e tentam por tudo derrotar Dolor e Timor, o deus do medo que se lhe junta. A história passa e tudo isto se sucede mas num ritmo vertiginosamente rápido.
Sinceramente, acho que este livro merecia ser apelidado de conto, dado a sua parca ligação à série d'Os Predadores da Noite/Homem/Sonhos, etc, etc. É bonzito, mas mal dá para palitar um dente (desculpem a expressão mas foi a que melhor me ocorreu para descrever o meu sentimento face ao livro).
NOTA: A sinopse é bastante mentirosa...



Livros anteriores
10320746O Caçador de Sonhos (Predador da Noite, #11)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Alera, Tempos de Vingança - Cayla Kluver

Última leitura do ano!

16082256

Confrontada com a mais terrível traição que um coração pode conhecer, Alera será forçada a esquecer os seus sentimentos e a conduzir o seu reino nesta hora de tremenda provação. E, quando parece que a esperança, a vontade e a coragem estão perdidas, terá de encontrar a força que lhe permita manter-se de pé, recordando que nem a mais negra das noites impede o nascimento de um novo dia.


Apesar de dar as mesmas estrelas que as que dei ao seu anterior, acho que este livro consegue ser uma melhoria comparando os dois. A história torna-se mais complexa, há mais drama, acção - é pena que seja assim apenas na segunda metade do livro, pois até lá a história é bastante monótona, baseando-se apenas na relação de Alera e o seu marido Steldor, bem como a relação desta com o pai (se bem que em menor escala).
Neste livro ficamos a conhecer melhor certas personagens e a ter alguma empatia com elas, se bem que consegui criar mais empatia com certas personagens secundárias do que com a protagonista. Por um lado admiro a evolução que a autora deu a esta personagem, mas falta algo para criar laços com ela. E ainda personagens de quem não gostava fizeram com que eu torcesse por eles. Neste livro foi possível olharmos com outros olhos em relação a certas personagens o que acrescenta valor à história.
Nela, finalmente o reino é invadido pelo inimigo, há guerra, há mortes e torturas, se bem que um pouco longe dos nossos olhos, uma vez que a história é narrada pela protagonista Alera e este está um pouco afastada dos acontecimentos. Findo tudo isto e após reviravoltas inesperadas, há paz. O que me leva a pensar o que o próximo livro traz. Porque há paz, é certo, mas não é bem como seria desejável e o par protagonista ainda não se entendeu ou teve tempo para isso. Vamos lá ver se Cayla Kluver me consegue surpreender com o que eu penso que é o último livro desta história.
Bem, esta é uma história que se pode caracterizar como razoável, com boas histórias, com boas personagens e um bom enredo, se bem que podiam ser mais desenvolvidos ou complexos. Mais uma vez, fiquei perplexa e irritada com a maneira como as pessoas se tratam, incluindo quando se dirigem a personagens reais: "Sua Alteza, tu..." cai muito mal, mas depois de algum tempo, passamos a ignorar isso para bem da nossa sanidade mental - esta é mesmo a característica pior da escrita da autora - ou será da tradução? Não sei, sinceramente. Mas tirando isso, é uma história que proporciona um bom entretenimento.

4/7 - Gostei mas tenho algumas reservas

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Shadowfell - Juliet Marillier

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Na terra de Alban, onde o jugo tirânico de Keldec reduziu o mundo a cinzas e terror, a esperança tem um nome que só os mais corajosos se atrevem a murmurar: Shadowfell. Diz a lenda que aí se refugia uma força rebelde que lutará para libertar o povo das trevas e da opressão.

E é para lá que se dirige Neryn, uma jovem de dezasseis anos que detém um perigoso Dom Iluminado: o poder de comunicar com os Boa Gente e com as criaturas que vivem nas profundezas do Outro Mundo. Será Neryn forçada a fazer esta perigosa viagem sozinha? Ou deverá antes confiar na ajuda de um misterioso desconhecido cujos verdadeiros desígnios permanecem por esclarecer?

Perseguida por um império decidido a esmagá-la e sem saber em quem pode confiar, Neryn acabará por descobrir que a sua viagem é um teste e a chave para a salvação do reino de Alban pode estar nas suas próprias mãos.


Neste livro, é-nos dado a conhecer um mundo onde a liberdade é nula, um mundo onde a ditadura é uma brincadeira comparado com o que existe, uma repressão imensa. Existem os humanos e existem os Boa Gente, um povo de criaturas diferentes que pouco se mostram aos humanos. Mas há humanos especiais, os que têm o Dom Iluminado, e entre esses dons, há um que permite ver os Boa Gente. E é esse dom que Neryn possui mas que não pode revelar, pois quem da sinais de ter um Dom Iluminado tem um destino cruel: a submissão ao rei que usa esses dons a seu belo prazer ou uma existência reduzida a pouco, caso essa submissão corra mal.
Ao longo da história vamos acompanhando Neryn na sua tentativa de alcançar Shadowfell, após um acontecimento que lhe leva o último parente vivo. É uma viagem dura, que lhe vai custar muita saúde, mas na qual ela vai poder saber mais de si, mais dos Boa Gente e mais de uma pessoa que conhece e que a vai acompanhando. Alguém em que vai ser muito difícil confiar.
Basicamente é isto que vemos nesta história, embora nada haja de básico nela. É uma boa história, sim, mas ainda no início - creio que se irá desenvolver mais nos dois livros seguintes. Mas sinceramente espero que a própria protagonista possa desenvolver-se também. Ao contrário de todos os livros que já li desta autora, não consegui criar empatia com a protagonista. Não sei porquê. Não queria que lhe acontecesse nada de mal, desejava que ela ficasse bem e chegasse ao seu destino, mas de todos os seus conflitos pessoais, as suas dúvidas, os seus sentimentos pouco me chegou. Lá está não consegui criar grande empatia por ela. Espero que isso mude, até porque gostei da história.
Enfim, este é o início de uma trilogia da Juliet Marillier, uma autora muito querida, que espero que venha a melhorar e mostrar-nos o verdadeiro talento desta senhora. :)

4/7 - Gostei mas tenho reservas

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Histórias da Terra e do Mar - Sophia de Mello Breyner Andresen

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O mundo da infância foi assim, para Sophia, além do Porto e da Granja, das tradições nórdicas e da língua portuguesa, o caminho para um encontro aos doze anos com Homero e a luz mediterrânica, a nostalgia do «divino como convém ao real», tornado-a «uma mistura de Norte e Sul», uma mistura de Atlântico e Mediterrâneo, de um veio nórdico e de um veio helénico, que um mesmo sangue fez inseparáveis.

Miguel Serras Pereira in «Jornal de Letras»


Sendo uma escritora que admiro muito, foi com prazer que aceitei a sugestão da Silvana, escritora do blog Por Detrás das Palavras, de ler este livro. Tem vários contos sobre temas diferentes. Digo eu. Também não sou nenhum expert.
Na verdade, é possível admirar neste livro a escrita da autora, a forma como ela dança com as palavras e as entrelaça de uma forma única. Esta é uma obra para admirar a escrita da autora. E digo isto, porque foi realmente por isso que eu gostei do livro. Na verdade, não gostei dos contos. Achei-os tristes ou com pouca acção (ou até nenhuma). Aliás, temos contos que são apenas descrições. Mas é aí que mais podemos admirar a proeza de Sophia de Mello Breyner: ela consegue descrever uma casa de uma forma indescritível, de uma forma inimaginável, com palavras que nunca nos lembraríamos para o fazer. Acho que é aí que está assente a importância desta obra, no meio de toda a obra literária da escritora.

4/7 - Gostei mas tenho reservas

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Beijo - Jill Mansell


Izzy um dia vai ser famosa. A indústria da música é que ainda não a descobriu. A irrepreensível Izzy tem um talento fascinante, dois namorados perfeitos e uma filha para lhe organizar a vida. Basicamente, uma vida de sonho.

Já a vida de Gina não podia ser mais infernal. O cretino do marido acaba de fugir com a amante grávida. E ela sente-se destroçada quando derruba acidentalmente Izzy da sua moto. Porém, não é propriamente o fim do mundo, pois não? Apenas uma perna partida.

Mas o mundo de Gina, como ela o conhece, está prestes a ficar de pernas para o ar. Izzy e a filha Kat foram catapultadas para dentro da sua vida, antes tão metódica. Pior, Izzy está de olho no melhor amigo de Gina, Sam, que é lindo de morrer. Como acabará tudo? Numa torrente de lágrimas ou num beijo inesquecível?


Que dizer, que dizer? Bem, a princípio pensei que não fosse gostar do livro. Sério, fez-me lembrar do Três é Demais da mesma autora, que é trocas e baldrocas até mais não. Ao princípio é tudo uma enorme confusão, com personagens que têm os seus podres, é difícil gostar de quem quer que seja (quer dizer, tirando a Kate...).
Enfim, o que vale é que a Jill Mansell sabe dar bem a volta à história e fazer-nos gostar dela. As personagens vão evoluindo, bem como as suas histórias, tornando possível gostar mais dela (ou até menos, no caso de certas!).
Portando, resumindo, esta é uma história de trocas e baldrocas mas que acaba por dar tudo certo. Pode não fazer com que gostemos dela ao início, mas vais-nos conquistando até gostarmos dela. Muito ou pouco, depende de nós. Não é o melhor da autora, isso é certo, mas também não é o pior. Vá, fica pelo aceitável/gostável.

4/7 - Gostei mas tenho reservas

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sonhos Encantados - Barbara Bretton

Sonhos Encantados (Sugar Maple #3)

Não sei o que acontece convosco, mas eu ando sempre a perder coisas - as chaves, os óculos de sol e os marcadores da camisola que estou a fazer. Mas uma vila inteira? Nunca me aconteceu tal coisa! Precisamente quando estava prestes a construir um lar com a minha alma gémea cem por cento humana, Luke MacKenzie, a fada Isadora, minha inimiga, atacou...
Até o Livro dos Feitiços, a minha ligação vital com o mundo da magia, desapareceu em combate, a par dos meus amigos, da minha casa e da minha loja de artigos de tricô. Mas depois a minha amiga Janice aparece com a gata Penny e a minha lã. De repente, percebo que, se quiser salvar a minha casa, teremos de voltar a Salem, onde segredos de família e ódios seculares me empurrarão para o combate da minha vida...
Em Sonhos Encantados, Barbara Bretton continua a saga iniciada em Feitiços de Amor e A Magia do Amor.


Para quem já leu os livros anteriores desta saga e aprendeu que esta saga é leve, de onde não se deve esperar complexidade ou muito sentido e que serve para passar uns momentos descontraídos, esta é uma boa leitura. Agora se estão à procura de personagens deslumbrantes, complexas, com uma história com muito sentido e muito bem feita, bem... vão-se desiludir.
Este é um romance mágico, como bem diz na capa, onde vemos Chloe a braços com o amor humano da sua vida e tudo o que isso significa. Esta mágica meia humana é responsável pela vila cheia de sobrenaturais que se escondem dos humanos, Sugar Mapple, que subitamente desapareceu. E então bora lá para Salem, já que o que namorado de Chloe, Luke, é polícia e achou que seria um bom sítio para procurar a vila perdida. Nisto têm que passar por imensos obstáculos até que encontram respostas e enfrentam a batalha da sua vida. Não fiz muito spoiler, pois não?
Esta saga tocou-me no primeiro livro com a sua originalidade, magia e romance, No entanto, sinto que os livros a seguir não conseguiram ser tão interessantes ou originais. Não consegui manter tanto o interesse e empatia pelas personagens principais. [Aliás, consegui gostar muito mais das duas personagens que aparecem mais para a frente, que para além de serem muito interessantes e complexas são fulcrais para a história.] Ainda assim a curiosidade mantém-se e cá estou eu a escrever a minha opinião do terceiro livro. Conclusões? Este é uma livro para se passar uma boa tarde de Verão (ou uns belos dias, conforme a velocidade e o tempo de leitura) a descontrair com um enredo leve. Assim que puder hei-de ler o quarto livro que felizmente é o último. (Continuam sem perceber porque continuo a ler esta série? Culpem a minha curiosidade! xD)

4/7 - Gostei mas tenho reservas (como explicado acima, só a minha curiosidade prevalece!)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O Fruto Proibido - Sherry Thomas

O Fruto Proibido

Famosa em Paris, mal-afamada em Londres. Verity Durant é tão conhecida pelos seus dotes culinários quanto pela sua vida amorosa. Contudo, essa será a menor das surpresas que espera o seu novo empregador quando este chega a Fairleigh Park, a propriedade que acaba de herdar após a inesperada morte do seu irmão.
Para Stuart Somerset, uma estrela política em ascensão, verity Durant é apenas um nome e a comida é apenas comida, até degistar o primeiro prato confeccionado por ela. Até então, a única vez que experimentara tamanho despertar dos sentidos fora numa perigosa noite de paixão com uma estranha que desaparecera com a madrugada. Dez anos de espera pelo prato principal é muito tempo, mas quando Verity Durant entra na sua vida, apenas uma coisa conseguirá satisfazer Stuart. O apetite dele pela luxúria será vingança ou o mais excepcional dos acepipes - o amor? O passado de Verity alberga um segredo que poderá devorá-los a ambos, ao mesmo tempo que tentam alcançar o mais delicioso dos frutos…


O Fruto Proibido traz uma sinopse que me fez pensar numa história um pouco diferente do que realmente é. No entanto, não deixa de ser uma boa história. Temos Verity Durant, uma excelente cozinheira, como modos senhoriais e muitos segredos, que tem a fama de ter tido um caso com o seu patrão. Por outro lado temos Stuart Somerset, irmão do dito patrão da Verity, que herda a propriedade onde esta trabalha quando o irmão morre. Stuart é filho bastardo do pai de ambos os Somerset, pelo que andou toda a vida em bicos de pés para poder ser aceite pela sociedade, sendo agora uma pessoa importante no parlamento, prestes a casar. Durante toda a história Stuart vai conhecendo Verity, voltando a sentir emoções fortes que esta provoca nele, não reconhecendo nela, no entanto, a pessoa que ele ama desde há dez anos atrás. Isto porque ela passa a vida a esconder o rosto dele, com medo do que possa acontecer.
Para além dos protagonistas, temos a noiva do Stuart (ah pois é!), uma rapariga cheia de segredos e já um pouco fora da idade para arranjar noivo; o secretário de Stuart que embirra com a sua noiva e que vai ser condenado a organizar o casamento do patrão; um rapaz (que não me lembro o nome) que é filho adoptivo de dois empregados da nova propriedade de Stuart, mas que pode ser muito mais; e por fim, uma senhora aristocrata que persegue alguém por conta de muitos segredos.
Enfim, esta é uma história romântica cheia de segredos, alguns fáceis de desvendar, outros nem tanto, e algumas reviravoltas, que nos vão puxando a curiosidade a pouco e pouco. Sim, porque eu não fui logo conquistada pela história. E admito que não consegui desfrutar por completo dela, daí só dar 3 estrelas (classificação do Goodreads), embora a culpa talvez seja do estado emocional com que li o livro, que me levou a irritar-me um pouco com a história do esconde-esconde da Verity. Mas ela tinha os seus motivos...
É um livro que recomendo a quem gosta de romances históricos ou de romances, simplesmente. E claro, a todos que queiram arriscar neste género.

4/7 - Gostei mas tenho reservas (culpa da minha irritabilidade)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Paixão Numa Noite de Inverno - Eloisa James

Paixão Numa Noite de Inverno

Este livro é um romance histórico com uma forte personagem feminina e repleto de elementos de sensualidade. Poppy casou sob uma chuva de pétalas de rosa depois de conhecer o seu duque em Paris... o casamento mais romântico que se possa imaginar. Quatro anos depois… as pétalas de rosa transformaram-se em pó. Mas só depois de sair de casa do marido é que Poppy começa realmente a compreender o que é o romance.

Num Natal fabuloso, Lady Perdita Selby, Poppy para os amigos e família, conheceu o homem que pensou que iria amar para sempre. O diabolicamente atraente duque de Fletcher era o marido perfeito para a inocente e bela inglesa, e o seu casamento foi o mais romântico que ela alguma vez vira. Quatro mais tarde, Poppy e o duque tornaram-se o alvo das atenções da alta sociedade… mas, por trás de portas fechadas, a chama do seu amor extinguia-se.
Relutante em perder a mulher que continua a desejar, o duque está determinado em voltar a conquistar os deleitáveis afectos da sua encantadora noiva… e a ultrapassar os dias impetuosos do primeiro amor com uma sedução verdadeiramente pecaminosa.


[Pensamentos durante a leitura]

  • Não percebo o que a sinopse quer dizer com "Mas só depois de sair de casa do marido é que Poppy começa realmente a compreender o que é o romance." ou "Relutante em perder a mulher que continua a desejar, o duque está determinado em voltar a conquistar os deleitáveis afectos da sua encantadora noiva… e a ultrapassar os dias impetuosos do primeiro amor com uma sedução verdadeiramente pecaminosa." porque vou a 68% do livro e ainda não vi nada disso... -.-
  • Por diversas vezes achei a história das outras personagens mais interessante que o romance entre os protagonista. Aliás, anseio é por saber o que aconteceu depois a essas personagens. É isso que me faz querer ler os volumes seguintes.


Paixão Numa Noite de Inverno foi uma leitura que comecei com diversas expectativas. Por um lado já tinha lido que não era muito bom, por outro lado, era da Eloisa James, cujo O Beijo Encantado me encantou. Portanto fui com as expectativas baixas mas com esperança que me surpreendesse. E acho que ficou no intermédio destas duas.
Por um lado temos o casal protagonista assombrado pela sombra da mãe de Poppy (uma bruxa), no qual o romance esfriou muito brevemente após se ter iniciado. Eles gostam um do outro, lá no fundo, mas não sabem dos sentimentos do cônjuge, nem o conhecem, na verdade. Mas primeiro que avancem no sentido de contrariar isso, já meio livro passou! Como disse enquanto lia o livro, a sinopse é deveras enganadora porque fala do que estes irão fazer e conhecer após Poppy sair de casa, mas é preciso muita água correr debaixo da ponte para isso acontecer! Apenas um terço da história é dedicado a isso (se um terço for!), o que me desiludiu um bocado, e, devido a isso, o romance dos protagonistas não me pegou neste livro. [E a que sedução verdadeiramente pecaminosa a sinopse se refere? Não li nada que fosse de outro mundo... E  espera lá! Uma forte personagem feminina? Onde é que ela está? Só se for a Jemma ou a Charlotte... a Poppy não é de certeza!]
Por outro lado, temos personagens muito mais encantadoras, complexas e interessantes que vamos conhecendo e cuja história me interessou muito mais. Histórias como as de Jemma e o seu marido Beaumont, de Charlotte, do duque de Villiers e do seu desconhecido primo marinheiro tornaram-se a parte do livro que mais gostei de ler. E como estas não foram concluídas neste livro, sinto-me interessada em ler os próximos - se forem editados em Portugal ou se algum dia me der a sério na veneta pôr-me a ler livros em inglês - para saber o que aconteceu com eles.
Fico contente que tenha havido partes da história que me tenham interessado, mas é triste quando os protagonistas têm tão pouco peso na história :/

4/7 - Gostei mas tenho reservas

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Luz do Fogo - Sophie Jordan

A Luz do Fogo

Marcada como especial numa idade precoce, Jacinda sabe que cada movimento seu é controlado, mas anseia pela liberdade de poder fazer as suas próprias escolhas. Quando quebra o princípio mais sagrado entre a sua espécie, quase chega a pagar por isso com a própria vida. Até ser salva por um belo desconhecido. Um desconhecido que foi enviado para caçar aqueles que são como ela. Jacinda é uma draki – descendente de dragões cuja maior defesa é a habilidade secreta de mudar para a forma humana. Forçada a fugir para o mundo mortal com a sua família, Jacinda esforça-se por se adaptar ao seu novo ambiente. A sua única luz é Will. Um jovem lindo e evasivo que devolve a vida ao seu draki interior. Embora se sinta irresistivelmente atraída por ele, Jacinda sabe o segredo obscuro de Will: ele e a sua família são caçadores. Deve, por isso, evitá-lo a todo custo.
Mas o seu draki interior está a morrer lentamente – se ele morrer, ela será humana para sempre. Fará tudo para impedir que isso aconteça. Mesmo que isso signifique ficar mais perto do seu mais perigoso inimigo.
Poderes míticos e um romance de tirar o fôlego inflamam a história de uma rapariga que desafia todas as expectativas e cujo amor atravessa quaisquer obstáculos.


[Pensamentos durante a leitura]
  • Tirando as emoções dos primeiros capítulos, onde se dão as causas de Jacinda ter de fugir para o mundo mortal (citando a sinopse), a história só tem passado por "Ai, preciso de o ver, ai preciso de o ver, para o meu drakai não morrer, , acabo de o sentir aproximar-se, ai, ele vem aí, etc, etc". Por favor digam-me que a história não se resume a isto e que vai evoluir rapidamente.

A Luz do Fogo é um livro que se insere na literatura jovem e que acompanha as últimas modas de adolescentes sobrenaturais que se apaixonam por quem não devem e blá, blá, blá. Obviamente não foi isso que me seduz. A linda capa, acompanhada de uma sinopse que nos revela sobrenaturais nunca falados, inventados e descendentes de dragões foi o que me despertou para este livro e me fez querer lê-lo.
Como escrevi durante a leitura, a principio temos bastante emoção, mas depois esta desvanece-se para dar lugar a dramas de adolescentes (em dupla, já que Jacinda tem uma irmã gémea que não é/tem um draki), ai aquele quer não me quer, ao faz tudo para se ser aceite, lá misturado com algum desespero pois Jacinda não é humana embora finja tal, logo não suporta certos ambientes como os comuns mortais o fazem e nem sempre consegue controlar os seus instintos de draki, a sua essência, que vai morrendo aos poucos, mas que revive sempre que o Will - o nosso protagonista de quem Jacinda devia fugir pois é uma caçador de drakis, mas não consegue - se encontra nas suas proximidades, e quase que domina por completo a nossa protagonista. [Esta deve ser das frases mais compridas ou a mais comprida que alguma vez escrevi, logo perdoem-me a falta de conexo.] Por fim, estes protagonistas dão-se a conhecer quem são na realidade, começam a dar-se bem e então é aí que a acção começa e o livro acaba.
Portanto, se estão à espera de literatura jovem, cheia de dramas adolescentes, avancem.
Se estão à procura de algo profundo e cheio de fantasia e sobrenaturais, recuem.
Se estão curiosos acerca deste novo mundo de drakis, o que têm a fazer é suportar estes dramas que, espero, só preenchem este primeiro livro, e esperar pelos próximos, pois há esperança que os próximos tragam maiores desenvolvimentos nesse sentido.

4/7 - Gostei mas tenho reservas

sábado, 29 de dezembro de 2012

A morte de Lorde Edgware - Agatha Christie


Poirot estava presente quando Jane Wilkinson manifestou o desejo de se livrar do marido, o aristocrata Lorde Edgware, e terminar um casamento há muito fracassado. Foi também na presença de Poirot, que o próprio confirmou o desejo de conceder o divórcio a Jane. Tudo isto não passaria de um episódio meramente passional se não envolvesse um homicídio. Agora que o corpo de Edgware é encontrado sem vida na sua própria biblioteca, todos os olhares recaem sobre a viúva e a Scotland Yard não vai descansar enquanto não resolver a questão.
Mas, para Poirot, os factos não são assim tão fáceis de explicar e, por uma só vez, o detective belga sente-se ludibriado. Afinal, como poderia Jane ter assassinado Lorde Edgware e, ao mesmo tempo, jantar com amigos? E qual poderia ser o seu motivo, já que o aristocrata concordara finalmente com o divórcio?


Esta história é uma história bem insólita muito bem pensada por Agatha Christie. É daquelas histórias que dão voltas e reviravoltas até mais não, e o assassínio nunca é quem poderíamos pensar - mas isso já é normal com a Rainha do Crime.
Foi um livro que me causou muita curiosidade por ter lido que era considerado um fracasso para o famoso Poirot. Contudo não foi um livro que me agradasse muito. Com tantas reviravoltas, com tantas incertezas, não me encheu as medidas...

4/7 - Gostei mas tenho reservas