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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Começar de Novo - Nora Roberts


Começar de Novo
Tribute

Nora Roberts
Livro Único

Saída de Emergência (2014)
407 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante


Cilla McGowan, uma típica rapariga da cidade, encontrou uma vida nova na restauração de casas antigas. Quando chega ao maravilhoso vale Shenandoah, na Virgínia, dedica-se salvar a velha quinta que pertenceu à sua avó – uma atriz lendária que morreu há mais de trinta anos.

Cilla mergulha no projeto com todas as suas energias, ocupada e exausta demais para notar no seu vizinho, o artista de BD, Ford Sawyer. Determinada a não ceder à tradição familiar dos romances falhados, Cilla resiste ao charme de Ford, mesmo quando não consegue evitar algumas fantasias.

Mas a realidade reserva alguns perigos para Cilla. Ao encontrar cartas anónimas no sótão, que apontam para um romance misterioso na vida da sua avó, despoleta um assalto violento. Cilla, com a ajuda de Ford, descobre que há segredos que a tornam um alvo a abater e, se quer evitar desaparecer prematuramente como a sua avó, terá que desvendar o passado para, quem sabe, começar de novo na casa dos seus sonhos…


Começar de Novo é uma história sobre recomeços, redescobertas e histórias antigas vindo ao de cima.
Começamos a acompanhar Cilla, uma mulher que abandonou uma vida decadente de ex-estrela para se dedicar a restaurar casas, justamente quando ela vai para o lugar que sente poder ser o seu lar, assim que reconstruído - a quinta da sua avó, uma actriz muito famosa que se suicidou cedo, mas em cuja vida se baseia a vida da mãe de Cilla e se poderia basear a sua também. Ao contrário do que diz a sinopse, Cilla não está demasiado ocupada e exausta para notar no seu vizinho, Ford Sawyer, o desenhista gráfico (Quem escreveu a sinopse não leu o livro, só pode!). Pelo contrário, Ford insinua-se na sua vida logo desde cedo na história. E ainda bem, já que vai ser uma peça fundamental para que Cilla permaneça forte face às adversidades que vai combater enquanto restaura a quinta da avó. Essa restauração veio inflamar ódios antigos, veio revelar coisas escondidas e há quem não esteja nada contente pela neta da famosa Janet estar a reconstruir aquilo que foi um lugar de desgraça, um lugar que deveria enterrar-se no desmazelo a que tinha sido devotado durante décadas.
Esta é uma boa história onde o romance não predomina em todas as páginas, mas onde há amor de várias espécies a pedir para ser demonstrado e onde o amor que não deveria ter acontecido vai trazer o que há de pior nas pessoas.
Esta é Nora Roberts num dos melhores livros que tem escrito mais recentemente.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Tudo o que Ficou para Trás - Nora Roberts


Tudo o que Ficou para Trás
Sweet Revenge

Nora Roberts
Livro Único

Saída de Emergência (2014)
352 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante




Uma história apaixonante sobre confrontar o passado e saciar um antigo desejo de vingança

Aos vinte e cinco anos, a Princesa Adrianne tem uma vida que a maioria das pessoas invejaria. Mas a sua postura de menina linda, elegante, rica e mimada é um artifício, um esforço cuidadosamente calculado para esconder uma perigosa verdade e um trágico passado.

Há uma década que Adrianne vive com desejo de vingança. Durante a infância apenas pôde assistir à crueldade escondida atrás da fachada do casamento de conto de fadas dos pais. Agora tem o plano perfeito para fazer o seu pai pagar a crueldade que cometeu: irá apoderar-se de O Sol e A Lua, um lendário colar de valor inestimável.

Contudo, conhece um homem que parece adivinhar todos os seus segredos. Inteligente, encantador e enigmático, Philip Chamberlain tem os seus próprios motivos para se aproximar de Adrianne. E só demasiado tarde ela se aperceberá do perigo… quando se vê obrigada a enfrentar dois homens extraordinários: um com o conhecimento para lhe roubar a liberdade, o outro com o poder para lhe roubar a vida.


Tudo o que ficou para trás tem um título estranho. Tendo em conta a boa história que tem por trás, ainda mais. Devo dizer que este foi dos livros que mais me arrebatou da Nora Roberts. Tendo lido tantos livros dela, é cada vez mais difícil seleccionar um para a lista dos favoritos, que já remonta há vários anos e que tem vários dos primeiros livros que li dela. Mas este conseguiu entrar.

Tudo o que ficou para trás começa num país com uma cultura bem diferente da nossa. Uma cultura muçulmana e de há várias décadas atrás, onde as mulheres não tinham acesso a quase nada e viviam limitadas à vida de hárem e às vontades do seu marido/pai/familiar masculino. Uma vida luxuosa, caso fossem família do rei mas, ainda assim, limitada. E é ainda mais do que isso, quando se é a mulher ocidental do rei, a primeira mulher que só lhe conseguiu dar um filho - neste caso, uma filha, que é ainda pior. No início esta história vivemos as angustias de Phoebe, que sofrendo tanto às mãos do marido que tanto amou e por quem abdicou de tudo, consegue fugir com a sua filha Adrianne para o seu mundo novamente. Contudo nada será igual ao que era dantes e por isso, mesmo após conseguir uma vida facilitada e luxuosa à primeira vista, a princesa Adrianne não esquece que o seu pai fez e não esquece principalmente a vingança que tem vindo a preparar ao longo dos anos.

Neste livro temos muita coisa a acompanhar. Desde o início de vida da Adrianne no harém, à sua fuga para a América com a mãe, às lutas constantes neste país e às as soluções incomuns encontradas por esta; ao encontro de alguém que a compreende e que a ama e ao encontro daquele que a marcou para sempre e a quem ela jurou vingança. Estas simples frases e a simples sinopse não revelam o que este livro é, quem Adrianne é. É um livro com bastante camadas e não sendo uma leitura fácil, foi uma leitura que saciou, uma leitura que me deixou bastante satisfeita. É uma leitura que recomendo a todas as pessoas amantes de romance, da NR ou a quem pensou pegar nalgum livro desta autora ou semelhante. Para quem já está um bocado farto das histórias de NR, continuo a recomendar. Porque apesar de ter achado o romance entre os protagonistas um bocado apressado, penso que tudo o resto compensa essa parte. [spoiler]E para quem adorou o Jogo de Mãos, vai adorar este, sem dúvida.

Venham mais livros desta qualidade :)

Uma boa ideia para a autora era fazer uma continuação deste livro com a manita da Adrianne...

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Amor Verdadeiro - Jude Deveraux


Amor Verdadeiro
True Love

Jude Deveraux
Nantucket Brides #1

Quinta Essência (2015)
496 páginas

Origem: Estante
6/7 - Gostei bastante



A história romântica de um amor tão intenso que resiste aos séculos

Quando Alix Madsen está a terminar a faculdade de arquitetura, Adelaide Kingsley morre e deixa-lhe em testamento o usufruto, por um ano, de uma encantadora casa do séc. XIX em Nantucket. A relação da idosa com a família Madsen é um mistério para a voluntariosa Alix –que terminou há pouco uma relação -, mas Alix aceita o estranho legado, em parte porque lhe dá tempo para planear o casamento da sua melhor amiga.
Porém, forças invisíveis movimentam-se nos bastidores, fazendo ranger as tábuas antigas da Casa Kingsley. Parece que Adelaide Kingsley tinha uma tarefa bastante específica para Alix: resolver o estranho desaparecimento de uma das mulheres da família Kingsley, Valentina, há mais de duzentos anos. Como se isso não fosse suficientemente perturbador, Alix tem ainda de lidar com o arrogante (e extremamente bem-parecido) arquiteto Jared Montgomery, que vive no anexo da casa.
Sem o conhecimento de Alix, Jared foi incumbido de olhar por ela enquanto está na ilha - tarefa fácil para ele, considerando a inegável química entre os dois. Mas Jared tens os seus segredos que, se revelados, podem cavar um fosso entre ambos.
Com um glorioso casamento de Nantucket no horizonte, há faíscas no ar e os fantasmas do passado começam a mostrar-se - alguns deles mesmo a sério. Vendo as suas vidas intimamente entrelaçadas com os destinos turbulentos dos seus antepassados, Alix e Jared descobrem que apenas corrigindo os erros do passado podem esperar ficar juntos.



Amor Verdadeiro vem iniciar uma nova trilogia da Jude Deveraux. E uma grande facepalm para mim que só reparou nisso depois de comprar o livro! Sim, eu pensava que fazia parte da série Edilean... -.-"
No entanto, não foi isso que me impediu de gostar deste novo livro. Nesta história temos uma arquitecta acabada de se licenciar e que, graças a um testamento muito esquisito, vai viver um ano para uma casa numa ilha bastante peculiar. E então, não é que mal ela chega vê o seu arquitecto ídolo, que por acaso é o dono da dita casa? Coincidência, diriam, mas nunca são coincidências quando se vêem num livro. E esta será só a primeira de muitas. O que acontece, de facto, é que estes dois meninos têm muito mais em comum do que parece à primeira vista, bem como muitos segredos para contar.
Mas esta não é apenas uma história romântica de duas pessoas. É uma história duma ilha especial, de famílias especiais e de um romance que já remonta há vários séculos pois nem a morte serviu para dar cabo dele. Aliás, o romance entre os dois protagonistas, após o confronto mais inicial, até é fácil e está resolvido a metade do livro. São as restantes características que fazem a outra metade do livro e que evitam que um livro de 400 páginas se torne monótono e/ou chato.
É uma história bonita e fácil de ler (não se assustem com as 400 páginas) e nela já se adivinham os casais protagonistas dos restantes livros. Contudo, não acho que essa previsibilidade trará más histórias. Conhecendo os romances de Jude Deveraux, posso prever bons romances à nossa espera :)

Fico, no entanto, à espera de mais romances de Edilean editados em português. Gostei deste livro, mas a série Edilean cativou mais o meu coração.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Em Chamas - Suzanne Collins


Em Chamas
Catching Fire

Suzanne Collins
The Hunger Games #2

Editorial Presença (2010)
265 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante



Contra todas as expectativas, não só Katniss Everdeen venceu os Jogos da Fome, como pela primeira vez na história desta competição dois tributos conseguiram sair da arena com vida. Mas o que para Katniss e Peeta não passou de uma estratégia desesperada para não terem de escolher entre matar ou morrer, para os espectadores de todos os distritos foi um acto de desafio ao poder opressivo do Capitólio. Agora, Katniss e Peeta tornaram-se os rostos de uma rebelião que nunca esteve nos seus planos. E o Capitólio não olhará a meios para se vingar... O segundo volume da trilogia "Os Jogos da Fome" mantém um ritmo constante de adrenalina e promete tornar-se uma das leituras mais viciantes do ano.


Pensava eu, muito inocente, que depois d'Os Jogos da Fome, Katniss teria uma vida mais facilitada, mais longe do Capitólio... Está bem, está! Não é por ela se ter conseguido salvar (isto não é nenhum spoiler, está tudo escrito na sinopse) e ao Peeta que as coisas vão ficar melhores. Até pelo contrário!
É neste livro que a autora nos surpreende por muitos motivos. Quer pelo regresso a algo muito familiar que me deixou boquiaberta - não estava nada à espera daquilo - quer pelo que as personagens que interagem com ela nesse ambiente "familiar" escondem e andam a tramar. Uma pessoa pensa que já sabe e afinal é tão ingénua e inocente como a Katniss! Mas penso que era isso mesmo que a autora queria. Queria-nos ao nível dela, se bem que os leitores de uma vida, aqueles que pensam mais além, desconfiassem que alguma coisa vinha aí. Foi o que me aconteceu. Eu desconfiava, coisa que a Katniss não fazia, coitada, ela já tinha demasiado para se preocupar, mas, apesar de eu desconfiar de algo, fui mais uma vez apanhada de surpresa com o que aí veio.
Lá está, uma pessoa pensa que o segundo livro de uma trilogia é o mais parado e tal, mas esqueçam-se desse preconceito quando vierem ler este! Porque aqui, tudo é ao contrário e tudo surpreende!
Uma leitura que recomendo totalmente!


Livro Anterior

sexta-feira, 18 de março de 2016

Os Jogos da Fome - Suzanne Collins


Os Jogos da Fome
The Hunger Games

Suzanne Collins
The Hunger Games #1

Editorial Presença (2009)
260 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante



Num futuro pós-apocalíptico, surge das cinzas do que foi a América do Norte Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Todos os Distritos estão obrigados a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espectáculo sangrento de combates mortais cujo lema é «matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida… Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, um acto de extrema coragem… Conseguirá Katniss conservar a sua vida e a sua humanidade? Um enredo surpreendente e personagens inesquecíveis elevam este romance de estreia da trilogia Os Jogos da Fome às mais altas esferas da ficção científica.


O livro que veio dar o tiro de partida para o buum das distopias. Não foi o primeiro que li, mas sem dúvida que foi dos mais marcantes. Tendo já visto o trailer do filme, sabia que um dos pontos marcantes da história seria o voluntariado de Katniss para substituir a irmã e logo desde o início estava ansiosa por esse momento. Pois é esse o momento que vai definir toda a mudança neste mundo distópico, é ele que vai iniciar, embora de forma subtil, a revolta.
Este é um livro com acontecimentos fortes, marcantes, cheios de emoção e violência. Katniss não tem uma vida fácil até entrar nos Jogos da Fome, mas isso acaba por lhe dar algumas vantagens quando entra nos tão temidos jogos. Ela acaba por não ser uma típica heroína, porque embora tenha a fortaleza para ser o pilar da sua família, tem também muitas fragilidades e dúvidas acerca de si mesma, do que consegue. Porque apesar de ser a rapariga em chamas, ela não se apercebe disso.
Cheio de acção e não nos permitindo parar a leitura, esta história vai-nos perseguir até a acabar, e possivelmente, até depois disso. Não é daquelas histórias que se esquecem. Suzanne Collins começa aqui uma trilogia diferente, marcante e que nos vai deixar muito em que pensar. E sentir.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Divergente - Veronica Roth


Divergente
Divergent

Veronica Roth
Divergent #1

Porto Editora (2012)
352 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante


Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família... e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem.

Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se enamora por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo, que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama... ou acabar por destruí-la.


Tantas opiniões que li sobre este livro. E nunca me chamou o suficiente para lê-lo. A sério. Sempre fiquei naquela que é mais um na lista das inúmeras distopias que de repente entupiram o mundo literário e que esse género não me chamava a atenção. Até que depois de ter visto o trailer do filme baseado nele, decido ver o filme. E com todas as imagens na cabeça daquele que parece ser um bom filme, não hesitei em ler o livro.

Vamos logo às comparações? O livro é bem melhor! E menos confuso relativamente às personagens que entraram nos Intrépidos com a Tris. No entanto não me arrependo de ter visto o filme primeiro. Para já, deu-me uma perspectiva do que o livro me reservava mas também um rosto bem sucedido para a protagonista. Não sei porquê, nem sempre consigo visualizar a cara das personagens quando leio e neste caso isso não aconteceu devido ao filme.
Divergente é sem dúvida uma coisa nova, um livro de acção cheio de adrenalina e medo. Medo que acabe, medo que acabem com a nossa protagonista, etc, etc. Acabei-o com vontade de ler os seguintes já, já, o que não pôde acontecer devido a não estarem disponíveis na biblioteca. Mas foi uma história que ficou, com personagens que quero voltar a visitar e a saber o que lhes vai acontecer. Coisa boa não há-de ser de certeza, da forma como o livro acabou. Com um fim em aberto, com muito para acontecer nos livros seguintes, mas com uma promessa que o que estas personagens começaram vai fazer grande diferença no mundo deles. Vamos ver o que a autora lhes reservou...

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Amanhecer ao Luar - Jude Deveraux


Amanhecer ao Luar
Moonlight in the Morning

Jude Deveraux
Edilean #6

Quinta Essência (2014)
360 páginas

Origem: Estante
6/7 - Gostei bastante



Com esta nova trilogia situada na bela povoação de Edilean, na Virgínia, Jude Deveraux conta-nos a história de três jovens mulheres, melhores amigas da faculdade, das suas vidas, dos seus amores e dos sonhos que pretendem realizar.
Por sugestão da sua grande amiga Kim, Jecca Layton deixa de lado o mundo da arte de Nova Iorque para passar o verão entregue à sua paixão, a pintura, enquanto desfruta da unida comunidade artística de Edilean.
O primo de Kim, Tristan Aldredge — o atraente e dedicado médico da povoação — sente há anos uma profunda atração pela «irmã» universitária da prima, embora até então só a tenha visto uma vez na vida; agora, Jecca sente-se cativada pelos encantos deste homem forte e sensível num verão de prazer sensual.
Porém, quando as nuvens negras anunciam o regresso de Jecca à «vida real» e à grande cidade, os amantes devem tomar uma decisão: poderão sobreviver à separação? E qual dos dois sacrificará parte dos seus sonhos para poderem continuar juntos?

Com esta nova trilogia situada na bela povoação de Edilean, na Virgínia, Jude Deveraux conta-nos a história de três jovens mulheres, melhores amigas da faculdade, das suas vidas, dos seus amores e dos sonhos que as aguardam.



Começo já por destacar o melhor e o pior desta edição. Se por um lado Amanhecer ao Luar traz-nos uma encantadora história entre dois pares que têm tudo para dar um magnífico casal mas que ambos precisam de viver em sítios diferentes, por outro lado tem uma tradução e revisão que deixam a desejar. Não me fez desistir do livro nem nada que se pareça, até porque a história era demasiado boa e ao meu gosto para eu ponderar fazer isso, mas fez-me arreganhar os dentes algumas vezes. E são coisas que se reparam com tanta facilidade que me pergunto em que primária é que a tradutora e o/a revisor(a) estudaram.

Tendo isto dito, Amanhecer ao Luar é mais um livro de Jude Deveraux. E está tudo dito! Claro que poderia deixar a opinião só por aqui, mas acho que as minhas opiniões sobre os livros desta autora têm dito tudo - eu adoro-os, acho-os romances divinais, de se lerem de uma assentada só, de provocarem gargalhadas, de colocarem uma lagrimita no canto do olho, de nos amolecer o coração. Esta autora, na minha opinião, tem provado ser uma boa escritora de romances que irão ser bem degustados por qualquer apreciador deste género literário.
Nesta história somos introduzidos a novas personagens que se vão conciliar com uma já conhecida, o famoso Tristan, o médico que parte corações mas que teve o seu partido quando a sua amada se casou com o seu melhor amigo em Desejos do Coração. A nossa protagonista é Jecca (que raio de nome!), uma artista sem valor reconhecido que vem para Edilean a pedido da sua melhor amiga, Kim, prima de Tristan. Estas duas estudaram Artes juntas, juntamente com uma amiga, Sophie (se não me engano) que anda desaparecida. Suspeito que esta e Kim serão as protagonistas dos dois outros livros desta trilogia dentro da série de Edilean.
Estes protagonistas vão ter uma série de encontros às escuras, onde se vão conhecer mais profundamente do que se fosse às claras. São duas personagens perfeitas uma para a outra, não fosse ambos necessitarem de viver em ambientes diferentes - Jecca em Nova Iorque e Tristan em Edilean onde tem os seus pacientes. Ainda assim, ambos tentam ignorar isso, enquanto Jecca passa o seu Verão em Edilean, e ambos vão descobrir novas coisas, principalmente Jecca, que vai encontrar novos talentos e revelar outros que ninguém diria que ela tinha.
Entre peripécias, danças do varão, costuras, artes, motosserras e outros, há muito que ler. Recomendo sem dúvida :)


'A expressão "mal vista" tornou-se agora numa palavra - "malvista"? Credo, estou-me a passar com esta tradução e revisão!'


Livros anteriores

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Felizes Para sempre - Nora Roberts


Felizes para Sempre
Happy Ever After

Nora Roberts
Bride Quartet #4

Editora Saída de Emergência (2014)
288 páginas

Origem: Biblioteca na altura. Agora já tenho um na estante! :)
6/7 - Gostei bastante




Enquanto relações públicas de uma empresa de organização de casamentos, Parker Brown tem um talento excecional para realizar os sonhos das noivas mais exigentes. Mas é incapaz de sonhar sobre o seu próprio futuro. O mecânico Malcolm Kavanaugh adora descobrir como funcionam as coisas. E perceber os segredos de uma mulher complexa e deslumbrante como Parker é um desafio. Parker e Malcom, quando estão juntos, fazem faísca. Mas ambos sabem que passar de um pequeno flirt a uma relação séria é um passo muito importante. Os riscos que Parker correu nos negócios sempre valeram a pena, mas arriscar o seu coração é algo que a jovem não sabe se pode fazer... Felizmente, Malcom irá mostrar-lhe que a vida é demasiado curta para não ser vivida ao máximo.


Que dizer deste livro? É simplesmente o final fantástico desta tretralogia, aquele que esperávamos há muito, principalmente quando o Malcolm entrou em antena e começou a fazer fricção com a Parker.
Já era previsível, claro. Já sabíamos que eles iam ser o par protagonista deste último livro. Mas não sabíamos, com toda a certeza, tudo o que eles iam passar juntos, como chegariam a esse "juntos", nem como iríamos ficar derretidas com o seu final. Asseguro-vos: este é daqueles romances lindos da Nora Roberts que adoramos ler, com que nós, as românticas, babamos sem parar, mas certamente não nos iríamos lembrar de um final tão lindo como o que houve.
Esta história tem momentos lindíssimos, de rir à gargalhada e de chorar: desde os primeiros encontros do Mal e da Parker, a forma como a mãe do Mal engraçou com a Parker, os galhardetes trocados entre as nossas amadas personagens conhecidas e a odiosa mãe da Mac, o casamento da Mac e do Carter, as memórias da Parker e do Mal ao final delicioso deste livro - esta história tem de tudo.
É um final lindo para uma tetralogia deliciosa, como só a Nora Roberts sabe escrever. Adorei :)



Livros anteriores

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Amor & Enganos - Julia Quinn


Amor & Enganos
An Offer From a Gentleman

Julia Quinn
Bridgertons #3

ASA (2013)
384 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante




Sophie Beckett tinha um plano ousado: fugir de casa para ir ao famoso baile de máscaras de Lady Bridgerton. Apesar de ser filha de um conde, ela viu todos os privilégios a que estava habituada serem-lhe negados pela madrasta, que a relegou para o papel de criada. Mas na noite da festa, a sorte está do seu lado. Sophie não só consegue infiltrar-se no baile como conhece o seu Príncipe Encantado. Depois de tanto infortúnio, ao rodopiar nos braços fortes do encantador Benedict Bridgerton, ela sente-se de novo como uma rainha. Infelizmente, todos os encantamentos têm um fim, e o seu tem hora marcada: a meia-noite. Desde essa noite mágica, também Benedict se rendeu à paixão. O jovem ficou até imune aos encantos das outras mulheres, exceção feita... talvez... aos de uma certa criada, que ele galantemente salva de uma situação desagradável. Benedict tinha jurado tudo fazer para encontrar e casar com a misteriosa donzela do baile, mas esta criada arrebatadora fá-lo vacilar. Ele está perante a decisão mais importante da sua vida. Tem de escolher entre a realidade e o sonho, entre o que os seus olhos veem e o que o seu coração sente. Ou talvez não...


Ai, Julia Quinn, que escreves histórias maravilhosas, de rir, comer e chorar por mais!
Já há bom tempo que não lia um livro com tanta sofreguidão e num dia só, exceptuando os livros mais infantis.
A história deste livro fez-me lembrar d'O Fruto Proibido de Sherry Thomas porque ambos falam de uma mulher misteriosa que aparece na vida de um homem e que só anos mais tarde se voltam a cruzar, mas ele não a reconhece porque da outra vez havia uma máscara a esconder a face da senhora. E lá está, ele encontra-se dividido entre duas mulheres que na verdade são uma. A história escrita assim não parece muito original, tendo em conta que resume vagamente dois livros que até são bem diferentes entre si, mas este da Julia Quinn é, sem dúvida nenhuma, muito mais arrebatador, engraçado, romântico, apaixonante que o outro... preciso de dizer mais alguma coisa?
Esta autora tem o condão de escrever histórias apaixonantes, que nos fazem rir, suspirar pela história dos protagonistas, torcer por cada um deles, amaldiçoar alguma personagem mais mázita... e juntando a isso, tem ainda as tiradas sarcásticas e muito direccionadas, escritas por uma personagem bem misteriosa. E claro, ela consegue criar personagens complexas, com história, desejos e medos...
É uma autora e uma saga a não perder, a ler sem parar :)


Livros anteriores

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A Glória dos Traidores - George R. R. Martin


A Glória dos Traidores
A Storm of Swords: Blood and Gold (2ª metade)

George R. R. Martin
As Crónicas de Gelo e Fogo #6 (Em português)

Saída de Emergência (2008)
514 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante




O bafo cruel e impiedoso do Inverno já se sente. Quando Jon Snow consegue regressar à Muralha, perseguido pelos antigos companheiros do Povo Livre, não sabe o que irá encontrar nem como será recebido pelos seus irmãos da Patrulha da Noite. Só tem uma certeza: há coisas bem piores do que a hoste de selvagens a aproximarem-se pela floresta assombrada.


Mais um livro d'As Crónicas de Gelo e Fogo que, tal como os outros, traz revelações e mudanças de caminhos para várias personagens bem como morte para outras. Mas devo dizer que este ultrapassou todos os anteriores nestes factos que já se têm vindo a tornar requisitos em cada livro. Quer dizer, no número de mortes não sei, não andei a contá-las, mas posso assegurar que em termos de surpresas, este conseguiu superar todos os outros. Preparem-se para ficarem surpreendidos, para chorarem e talvez rirem, ao acompanhar as vidas destas personagens que já não saem da nossa cabeça.
Não tenho muito mais para dizer. A saga mantém a qualidade dos primeiros livros, este livro em particular como é a segunda metade do original em inglês é menos parado que o anterior - algo que se tem verificado sempre nas edições portuguesas. O trama vai-se adensando, aliados tornam-se inimigos e raramente acontece o contrário, mortes ocorrem quase sem parar e fartamo-nos de torcer pelas personagens mais queridas. Devo dizer que a vida não está fácil para nenhum deles...
Acabei esta leitura com muita vontade de pegar no seguinte mas esse seguinte está por ler há quase dois meses - não sei o que se passa comigo, ultimamente tenho sentido alguma resistência em ler livros de uma mesma série de forma contínua - pelo que esta saga, por ser tão complexa, tem sido lida de meses a meses. Bem, sempre é da forma que espero menos pelo próximo livro, quando chegar ao último publicado. Senhor George R. R. Martin, toca a escrever se faz favor!


Livros anteriores
O Despertar da Magia (As Crónicas de Gelo e Fogo, #4)5739654

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Encontro Mortal - J. D. Robb


Encontro Mortal
Reunion in Death

J. D. Robb
In Death #14

Saída de Emergência (2014)
320 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante




A tenente Eve Dallas é uma jovem polícia de Nova Iorque que se dedica ao trabalho de corpo e alma para fugir a um passado trágico que quer esquecer. Mas o passado teima em persegui-la quando um milionário é envenenado por uma mulher chamada Julianna Dunne. Eve reconhece logo esse nome: é o de uma mulher extraordinariamente perigosa que tinha prendido dez anos atrás. Ou seja, o assassinato foi apenas uma provocação: tudo o que a assassina deseja é rever Eve, num reencontro que ambas não esquecerão. A busca de Eve por Dunne leva-a a percorrer todo o país e a terminar em Dallas, Texas, a cidade que lhe deu o nome e a origem dos seus piores pesadelos. Apesar de amar o seu marido e confiar nos colegas e amigos, Eve teima em enfrentar o perigo sozinha. Mas conseguirá fazer frente a um passado que não a larga e a uma inimiga que conhece todas as suas vulnerabilidades?


Mais um livro Mortal desta série. Apesar de longa, é uma série que gosto de acompanhar, é fácil de o fazer, graças ao seu grupo de personagens fixo que se vai desenvolvendo de livro para livro e também graças ao romance lindo entre Eve e Roarke.
Neste livro, saímos um bocado da estrutura inicial. Isto porque o assassino é conhecido e bem conhecido de Eve, por ter sido já detido por ela. Saída das grades, esta mulher fria e destemida vai querer vingar-se de Eve, pelo que vai fazer de tudo para a confundir, matando homens com uma certa lógica entre si, mas sem conexões visíveis, enquanto se prepara para um homicídio final que irá destruir Eve. É uma caça do gato ao rato onde o rato pensa que é cão e que consegue apanhar o gato. Vamos ver cenas bem marcantes, quer desta caçada quer das implicações que esta tem, como levar Eve a Dallas, o sítio onde ela se libertou das amarras enquanto criança. Esta viagem terá as suas revelações que mais uma vez terão impacto quer em Eve quer em Roarke que se vê inútil a defender a mulher da dor que as recordações lhe trazem e daquela que ela sofreu no passado.
A par disto tudo temos a Peabody a tratar do seu primeiro caso sozinha e o orgulho dos seus pais que a visitam e ficam alojados em casa de Roarke. Estes são um par indescritível que se relaciona com os outros de uma forma bem peculiar. Uma excelente adição provisória à história.
Fico à espera do próximo livro, com mais crime, revelações, romance, etc, etc. É uma excelente aposta que nunca nos cansa. :)

Continuando à espera, já que o livro ainda não está disponível na biblioteca :(


Livros anteriores
Julgamento Mortal (Série Mortal, #11)Traição Mortal (Série Mortal, #12)

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Teias de Sonhos - Anne Bishop


Leitura 2014
Teias de Sonhos
Dreams Made Flesh

Anne Bishop
The Black Jewels #5

Saída de Emergência (2007)
400 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante



Teias de Sonhos é a forma ideal de travar conhecimento com o mundo negro e fantástico de Anne Bishop. Depois da aclamada Trilogia das Jóias Negras, Teias de Sonhos vai ainda mais longe e faz incidir a luz sobre os acontecimentos mais ocultos do passado de cada uma das suas fascinantes personagens.

Qual a origem das jóias e do seu poder? Qual o passado de Saetan, o Senhor Supremo do Inferno? O que esconde a vida pessoal do misterioso Lucivar? Conseguirá Jaenelle ser feliz ou terá sacrificado a sua felicidade com Daemon para poder salvar o mundo?

Com um enredo tão sensual quanto perverso, Anne Bishop oferece-nos mais uma prova irrefutável de ser uma das vozes mais fortes da dark fantasy.



Volto ao Universo das Jóias Negras com a curiosidade que me impele a saber mais, a querer conhecer melhor este mundo que Anne Bishop criou - um mundo completamente novo, inédito, com hierarquias e leis que nada devem a outros livros/universos criados. Quando acabei a Rainha das Trevas, fiquei com a sensação amarga de que a trilogia não chegou para eu conseguir compreender/abarcar todo este universo apesar do quanto eu tinha gostado do mesmo. Entrei então nesta leitura com o desejo de colmatar essa falha.
Digo desde já que este livro não deve ser lido antes da trilogia que lhe deu origem - como se trata de vários contos, sendo alguns acontecidos antes da trilogia, entre e depois da mesma, não teria lógica ser lido só por si. Mas lido após a trilogia, é um complemento excelente para perceber o início do universo, alguns acontecimentos omitidos entre os livros da trilogia e o que aconteceu depois. Fiquei bastante agradada com a maioria dos acontecimentos retratados, em que cada um emite sentimentos mistos, na medida em que nalguns temos mais romance e intrigas relacionadas, noutros mais angústia e destruição, mas tudo em concordância com o que ficámos habituados aquando da leitura da Trilogia das Jóias Negras.
Devo dizer que o meu objectivo secundário de ler este livro - o conhecer melhor este mundo e colmatar as falhas do meu conhecimento acerca dele - foi atingido. Consegui perceber muito melhor certos acontecimentos e atitudes que tinham ocorrido na trilogia. E claro, tive um agradável regresso a este mundo e a história de que gostei bastante. Penso que ainda existem alguns livros inseridos neste mundo, por isso brevemente voltarei a este mundo que agora conheço muito melhor.


Ainda não voltei a ler nenhum livro pertencente a este universo. Feio, Sara, muito feio! É uma falha a colmatar, muito em breve, espero...


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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Peripécias do Coração - Julia Quinn


Peripécias do Coração
The Viscount Who Loved Me

Julia Quinn
Bridgertons #2

Edições ASA (2012)
384 páginas

Origem: Estante Pessoal
6/7 - Gostei bastante




A sensata Kate Sheffield está decidida a encontrar para a sua meia-irmã Edwina um marido de reputação impecável. Mal ela sabe que o visconde Anthony Bridgerton já traçou um plano... que inclui a belíssima jovem! E ele não está habituado a ser contrariado... Embora Anthony seja o solteirão mais cobiçado da temporada, a sua reputação de mulherengo perturba Kate. Ela terá de agir rapidamente, pois Edwina vê com muito bons olhos os avanços do visconde. Mas Edwina fez uma promessa que não está disposta a quebrar: nunca casará sem a bênção de Kate. Cabe, pois, a Anthony convencer aquela que (espera) será a sua futura cunhada. Ele é um homem determinado e seguro de si... e não contava encontrar uma adversária à sua altura. Frente a frente, Kate e Anthony apercebem-se de que têm mais em comum do que imaginaram. Mas o que os une ameaça separá-los para sempre.


Pronto, é definitivo, esta autora passou a constar da minha lista de autores favoritos! Daqueles autores que sei que vou adorar cada livro que escrevam! Já sei que posso esperar livros bem românticos, com personagens reais, com gargalhadas e lágrimas ao canto do olho garantidos de Julia Quinn. Para verem o quanto gostei mesmo desta autora, eu acabei este livro a pensar "Quero mais!". Nem mais nem menos.

Quando li a sinopse do livro, até achei que já estava a ver como a história se ia desenrolar e tal. Mas na verdade, não sabia eu da missa a metade. A história é tudo o que a sinopse diz mas é muito mais que isso, porque aquele textinho que nos apresentam na contracapa do livro não nos fala das personagens que nos vão apaixonar, dos seus sentimentos, dos seus medos, dos seus relacionamentos, etc, etc.

Este foi um livro que me apaixonou, quer pelo romance entre os protagonistas (que não estava nada fácil), pelas suas características, pela forma como eles ultrapassaram os seus medos, pelo relacionamento com as suas famílias (o jogo que têm a meio do jogo é delicioso até dizer mais não!). As críticas cínicas mas sempre verdadeiras da Lady Whistledown são outro apontamento misterioso e bem divertido com que a autora nos presenteia... As dúvidas surgem, suspeitas também, mas ainda não sei quem é a senhora. E estou bem curiosa para saber quem é!

Enfim, de momento não sei escrever uma melhor crítica a este livro. Só vos posso dizer que Peripécias do Coração é um livro cheio para quem adora romances históricos, com uma boa dose de gargalhadas e sentimentos. Recomendo :)


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segunda-feira, 7 de abril de 2014

A Chama de Sevenwaters - Juliet Marillier


A Chama de Sevenwaters
Flame of Sevenwaters

Juliet Marillier
Sevenwaters #6

Editora Planeta (2013)
424 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante

+1 Finish The Series Reading Challenge 2014


Dez anos depois do terrível incêndio que quase lhe custou a vida, Maeve, filha de Lorde Sean de Sevenwaters, regressa a casa. Traz nas mãos disformes as marcas desse acidente e dentro de si a coragem férrea de Liadan e Bran, os pais adoptivos, e um dom muito especial para lidar com os animais mais difíceis. Embora as cicatrizes se tenham fechado, Maeve ainda teme as sombras do passado — e o regresso a casa não se faz sem dificuldades. Até porque Sevenwaters está à beira do caos.


Realmente A Chama de Sevenwaters volta a subir a fasquia das histórias de Sevewaters (comparando aos dois últimos). Neste livro, começamos a acompanhar Maeve, a filha de Sean que ficou queimada no fogo provocado dez anos anos antes. Apesar de ter ficado com o coração destroçado devido à morte do seu querido cão que tentara salvar, Maeve não fechou o coração aos animais. Aliás, utiliza o espectacular dom que possui de acalmar os animais com a sua voz para deleite e benefício de muitos.

No princípio do livro vemos Maeve a regressar à sua terra-natal, mas que para si se tornou estranha - também estranha vai ser a sua relação com os familiares já que tanto mudou. Mas ao contrário de tudo o resto, não há nada de estranho entre Maeve e Finbar, o seu pequeno irmão que apesar dos seus sete anos encerra segredos e atitudes bastante adultas. Maeve vai também encontrar quem lhe cure a ferida que a morte do seu antigo cão lhe provocou - dois cães esfaimados e desconfiados aparecem e Maeve vai fazer de tudo para cuidar deles e conquistar a sua confiança. Urso e Texugo vão ser fundamentais - quer para o seu coração quer para o quem vem a seguir. Numa corrida contra o tempo, Maeve vai ter que correr para salvar o seu irmão, salvar os seus queridos cães, Swift, o precioso cavalo que trouxe consigo e vai acabar por salvar muito mais do que espera - Sevenwaters precisa de si. Neste livro vamos também admirar Ciáran, alguém que já sofreu muito, alguém que tem estado muito na retaguarda, mas ainda tem algo para dar. É ele que vai fazer a diferença - a história não podia tomar este rumo sem ele.

Esta foi uma história que adorei ler. Para além do tão desejado regresso a Sevenwaters, pude regressar à escrita de Juliet Marillier, uma autora muito querida que me consquistou com o primeiro livro desta saga. E neste livro, Juliet Marillier consegue provar que apesar de ter sido quase obrigada a escrever mais livros para além da trilogia original, consegue escrever algo lindo e com fundamento. Ao lermos este livro, vemos que a autora pegou em algo que começou na trilogia inicial e deu-lhe uma história que parecia não ter ligações para além das óbvias (a família e o mundo construído) mas afinal tinha. O Herdeiro de Sevenwaters e A Vidente de Sevenwaters parecem histórias desligadas, escritas só porque sim. Mas ao lermos A Chama de Sevenwaters vemos que a autora estava a olhar mais além, principalmente quando escreveu o Herdeiro, que tem várias ligações a este livro, várias pontas soltas que serão ligadas nesta história.
Só vos posso dizer que este livro é melhor que os dois restantes, tem uma escrita e uma história que associamos mais à autora e faz-nos ficar pasmados perante certos acontecimentos e sobretudo personagens. Acreditem, há algumas que vos irão surpreender.
Nesta história há mais crueldade por parte dos seres do Outro Mundo, parece que não vemos um que seja bondoso com a família Sevenwaters (ao contrário dos restantes livros onde houve ajuda por parte destes seres) e em várias alturas nem tudo o que parece é. Há acontecimentos inesperados mas acho que também há alguns que conseguimos adivinhar e ficamos contentes por termos razão - aconteceu-me isso particularmente com o final de Urso e Texugo.

Este livro vai deixar saudades. Não apenas porque voltou a trazer a escrita da autora ao seu auge como também significa a despedida a este mundo, a esta família que tanto gostamos. Mas espero que não. Espero que a autora tenha algo na manga e nos faça deliciar uma vez mais com Sevenwaters.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A Cidade de Vidro - Cassandra Clare


A Cidade de Vidro
City of Glass

Cassandra Clare
Os Instrumentos Mortais #3

Editora Planeta (2010)
408 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante




Para salvar a vida da mãe, Clary tem de ir à Cidade de Vidro, o lar ancestral dos Caçadores de Sombras - não a incomoda que a entrada nesta cidade sem autorização seja contra a Lei e que violá-la possa significar a morte. Piorando mais a situação, ela vem a saber que Jace não a quer lá e que Simon foi encarcerado na prisão pelos Caçadores de Sombras que suspeitam de um vampiro que tolera a luz do Sol. Ao tentar descobrir mais pormenores sobre o passado da sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Sebastian. Com Valentine a reunir toda a força do seu poder para destruir de uma vez por todas os Caçadores de Sombras, a única possibilidade de estes o derrotarem é combater ao lado dos seus eternos inimigos. Mas podem os Habitantes do Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombras pôr de lado o seu ódio mútuo e aliarem-se? Embora Jace compreenda que está pronto a arriscar tudo por Clary, poderá ela utilizar os seus poderes recentes para ajudar a socorrer a Cidade de Vidro - custe o que custar? O amor é um pecado mortal e os segredos do passado provam ser letais quando Clary e Jace enfrentam Valentine no último volume da trilogia Os Instrumentos Mortais - obra que figura na lista de sucessos literários do New York Times.Caçadores de Sombras é o título da trilogia que começa com A Cidade dos Ossos, com uma fantasia urbana povoada por vampiros, demónios, lobisomens, fadas, e que é um autêntico romance de acção explosiva.


N'A Cidade de Vidro temos tudo apontado para um fim. Após um final inesperado do último livro, está-se à espera de uma rápida resolução de um problema de Clary. Mas qual quê? Cassandra Clare troca-nos as voltas e traz muitos mais problemas às nossas personagens favoritas. Vamos finalmente ver Idris, a Cidade de Vidro que se vai ver frente a frente com algo que nunca imaginou ser possível.
Mais uma vez, temos acção atrás de acção, revelação atrás de revelação. Apesar de estarmos no último livro da trilogia, tudo o que sabemos ainda não é suficiente e há ainda revelações suficientes para nos retirar o fôlego. Há emoções para dar e vender, acções que nunca esperaríamos a ser tomadas, atitudes entre pessoas que não imaginávamos. Frente a uma guerra final, há aliados onde não se pensavam e espiões impensáveis - alguns vão surpreender-nos.
Pelo que sei, este era para ser o livro final da história, pelo que este nos dá um bom final, com as pontas atadas e as personagens bem encaminhadas. Fico bem satisfeita por esta trilogia, pelo drama, pela acção e revelações sem fim, pela boa história que se contou. Por isso mesmo, tenho medo dos livros seguintes. Já ouvi dizer que não são tão bons, e fico a pensar o que haverá para contar mais. A história ficou tão bem assim, porquê mexer-lhe? Fiquei a pensar nisso, quando no final, após um encontro entre Clary e uma Majestade, são suscitadas dúvidas em relação ao passado de que Clary não se lembra, passado este que para mim ficava bem onde estava. Será isso que dará panos para mangas para os livros seguintes? Não sei, mas tenho medo.
Enfim, quem quiser ter uma boa leitura, recomendo totalmente esta trilogia.

A quem já leu os livros seguintes, peço que me dêem alguma ideia se vale a pena continuar ou não...


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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A Cidade das Cinzas - Cassandra Clare


A Cidade das Cinzas
City of Ashes

Cassandra Clare
Os Instrumentos Mortais #2

Editora Planeta (2010)
360 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante




Clary Fray só que­ria que a sua vida vol­tasse ao nor­mal. Mas o que é nor­mal quando se é um Caça­dor de Som­bras? A mãe em estado de coma indu­zido por artes mági­cas, e de repente começa a ver lobi­so­mens, vam­pi­ros, e fadas? A única hipó­tese que Clary tem de aju­dar a mãe é pedir ajuda ao dia­bó­lico Valen­tine que, além de louco, sim­bo­liza o Mal e, para pio­rar o cená­rio, tam­bém é o seu pai. Quando o segundo dos Ins­tru­men­tos Mor­tais é rou­bado o prin­ci­pal sus­peito é Jace, que a jovem des­co­briu recen­te­mente ser seu irmão. Ela não acre­dita que Jace de facto possa estar dis­posto a aban­do­nar tudo o que acre­dita e aliar-​se ao dia­bó­lico pai Valen­tine… mas as apa­rên­cias podem iludir.


Esta história está cada vez mais viciante. Quando acabei o primeiro livro, quis logo pegar neste, mas não o tinha - tinha que o requisitar na biblioteca, pelo que ainda demorei algum tempo a pegar na segunda leitura desta trilogia. E esse intervalo fez com que o início desta leitura fosse um pouco mais lenta, já que tive que voltar àquele universo, lembrar-me das personagens e do que tinha acontecido no livro anterior. Mas quando me voltei a familiarizar com a história, mal conseguia parar a leitura! É como eu disse, esta história é quase viciante, é acontecimento atrás de acontecimento, voltas e reviravoltas que nos fazem querer saber mais e mais.
As interacções entre as personagens também sofrem reviravoltas. Clary e Jace tentam esconder o que sentem, já que isso é supostamente impossível, evitando-se um ao outro, apesar de estarem constantemente preocupados um com o outro. Por outro lado Clary e Simon, grandes amigos, quase como irmãos, envolvem-se numa relação algo estranha. Por mais normal que seja, eu revirei tantos os olhos, torci tanto o nariz, porque aquilo não está certo! O casal certo é Jace e Clary apesar de tudo o que os separa! Vá, romances à parte, estes três vão evoluir e vão surpreender-nos bastante. Há revelações sobre eles que os vão tornar mais únicos do que são.
Temos ainda o aparecimento de novas personagens (ou não tão novas, nalguns casos nós é que nunca as tínhamos visto) que vão dar novas emoções à história e que vão fazer surgir das mais diversas emoções quer nas personagens já presentes quer em nós.
Outro ponto que quero destacar é que a autora tem a mania de fazer um bom livro, uma boa história cheia de acção e emoção e depois acabá-la em suspense. Digo isto porque tal como no primeiro livro, eu acabei este a dizer não! isto não pode acabar assim! É mesmo de nos fazer bater com a cabeça nas paredes até conseguirmos pegar no livro seguinte. É o que tenciono fazer muito em breve assim que conseguir ir à biblioteca. :)
Esta trilogia quase que se insere no género YA, mas felizmente consegue superar bastante os livros desse género, graças ao seu enredo, ao seu universo único e às personagens. Felizmente os romances adolescentes e triângulos amorosos não é o que preenche a maior parte dos livros, o que me faz ter uma boa leitura. Recomendo totalmente.


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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Um Mar de Rosas - Nora Roberts


Um Mar de Rosas
Bed of Roses

Nora Roberts
Bride Quartet #2

Editora Saída de Emergência (2013)
288 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante




Desde criança que Emma é uma jovem sensível e romântica e não é surpresa para ninguém que tenha encontrado a sua vocação como florista de casamentos. Assim está sempre rodeada de flores e trabalha com as suas três melhores amigas - Mackensie, Parker e Laurel. Emma não podia estar melhor, certo? Errado. É que Emma, apesar de bela e encher de vida todas as salas onde entra (aliás, tal como acontece com os arranjos florais que cria), apenas se cruza com os homens errados. E o último lugar onde alguma vez se lembrou de procurar é…bem debaixo do seu nariz. Jack Cooke é um arquiteto e amigo de longa data que praticamente faz parte da família. Um dia ele apercebe-se que sente por Emma algo mais do que apenas amizade. Mas quando a sua paixão é correspondida, as coisas começam a complicar-se. É que nem ele gosta de compromissos, nem ela é dada a casos passageiros. Conseguirão confiar nos seus corações — para se entregarem a uma vida em comum?


Um Mar de Rosas segue a história de Um Dia Perfeito, desta vez com uma protagonista diferente, a Emma. Esta é uma romântica, que apesar de ter muitos homens a cair aos seus pés, ainda não encontrou o par perfeito, aquele que dançará com ela à luz do luar e rodeada de flores. E isto porque ainda não procurou no sítio certo, porque a pouco e pouco, esta perceberá que o amor da sua vida está mesmo ao seu lado, embora ela nunca tenha pensado que isso fosse possível.
Jack é um bom homem, com uma visão espectacular de e para edifícios, muito amigo do seu amigo, incluindo as quatro amigas da empresa Votos, o que inclui Emma. O problema é que as relações para ele são temporárias, ele vê o casamento como um desgraça vidas, fruto do casamento dos seus pais, pelo que um futuro longo ao pé de Emma lhe torce o estômago todo.
E é com estas duas personagens (principalmente) que Nora Roberts faz a história. Estes dois vão perceber que gostam um do outro, mas apesar de para um ser fácil perceber que se apaixonou, para o outro vai se um emaranhado de fios, muito difícil de pôr em condições. Felizmente que com a Nora Roberts os fins são sempre felizes, ou seja, estes dois vão conseguir entender-se.
Neste livro é mais uma vez explorado, para além do romance, o contexto dos casamentos, na vertente da sua organização. Desta vez ficamos mais familiarizados com o trabalho de uma florista, o negócio de Emma. E é bonito de ver a forma como a autora se familiariza com este tema, de forma a mostrar-nos um pouco como ele é. Somos rodeados por nomes de flores que nunca ouvimos e que não sabemos quais são (principalmente eu, que não sei quase nada de flores), por cores e por formas e mais formas de ramos, conforme o que fica melhor para cada ocasião.
Este é um bom livro, que me faz querer ler já o próximo. Infelizmente ainda falta um bocadinho para este ser publicado em português. É uma excelente tetralogia para se ler, descontrair e sonhar. :)


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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sedução Mortal - J. D. Robb


Sedução (Mortal)
Seduction in Death

J. D. Robb
In Death #13

Editora Saída de Emergência (2013)
320 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante


A Tenente Eve Dallas está em perseguição de um serial killer que vitimiza jovens mulheres em encontros amorosos virtuais. Assim que o assassino marca um encontro, prepara um cenário de velas acesas, música, pétalas de rosa espalhadas por cima da cama, toda uma sedução planeada para lhe dar prazer a ele, não a ela. A arma do crime: uma rara e invulgarmente indetetável droga de violação e de valor incalculável.

Eve revê incessantemente as pistas, mas a inteligência deste psicopata romântico tornam o caso inteiro um pesadelo, num momento em que a detetive se sente vulnerável e fragilizada pelos demónios do passado. Estará o fim da carreira como polícia a aproximar-se para Eve? Ou conseguirá Roarke, o seu marido, resgatar Eve do negrume que a atormenta?


Que posso dizer? Esta série é Nora Roberts num registo diferente mas sempre no seu melhor, o que nos leva a uma excelente leitura de cada vez que pegamos num livro dela.
Este livro é um pouco diferente dos anteriores, devido às características do assassino, mas mais uma vez temos homicídios sexuais, o que vai afectar Eve uma vez mais. No entanto, felizmente para ela (e para nós...) ela tem Roarke para a amparar, ajudar e sofrer com ela. No que respeita a isso, temos um momento muito enternecedor com Summerset, vocês vão gostar...
Sinceramente não sei que dizer, este livro apesar de ser chocante no que toca ao tipo de assassínios, é fascinante por toda a história que tem, por vermos certas personagens safarem-se, por vermos a Eve em acção e a dar cabo do canastro de uma série de gajos, e mais do que isso, por termos o ponto de vista (POV) do assassínio. E é impressionante este gajo - para além de desprezível, nojento, enfim, todos os nomes que se lhe possam chamar...
É mais um livro desta série fantástica, num mundo posterior ao nosso, cujos pormenores nunca são descurados pela autora. Mais uma vez, esta está de parabéns.


Outros livros da série
Julgamento Mortal (Série Mortal, #11)Traição Mortal (Série Mortal, #12)