segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ana Vichenstein - a feiticeira da mente - Ana Crisóstomo



Ana Vichenstein é uma adolescente de 13 anos de idade, órfã de mãe, que estuda no mesmo colégio desde os seus seis anos de idade. Excelente aluna, óptima cantora e dançarina e ainda uma excelente pessoa.
Tudo isto poderia ser comum a um grande número de adolescentes, não fosse ela uma feiticeira da mente.
No mundo de Ana existem três categorias de feiticeiros, todos eles com as suas qualidades e as suas limitações: os feiticeiros da mente, os feiticeiros com manopoderes (nas mãos) e os feiticeiros da varinha. Não se pense que os feiticeiros conseguem ser aceites na sociedade. Eles vivem à margem, encobertos por detrás de um colégio comum, onde estudam tanto alunos feiticeiros como os outros não-feiticeiros.   
Durante o dia convivem entre si com aulas comuns. A partir da hora de saída dos alunos não-feiticeiros, as aulas de magia são leccionadas numa secção específica do colégio.
Ana entrou naquele colégio sem saber a verdadeira razão. A sua mãe foi morta para a conseguirem colocar naquele sítio a estudar. O seu pai divorciara-se da sua mãe ainda antes deste acontecimento fatídico. Encontra-se sozinha no mundo.
Tudo parece correr bem até que alguns acontecimentos insólitos assolam a vila de Cascais, próximo da zona de Sintra onde fica o Colégio…
No meio de aulas, romance e desavenças, algumas intrigas e lutas serão travadas pelo meio, levando Ana a escolher entre dois lados de uma mesma realidade. A sua lealdade e os seus principios vão ser testados até ao limite, podendo mesmo vir a sofrer com tudo isto.
Uma história do mundo do fantástico com partes hilariantes, românticas e até mesmo comoventes que levarão o leitor a querer ler até à última página.


Ultimamente certas editoras têm apostado nos jovens escritores. Uma dessas apostas da Chiado Editora foi na escritora portuguesa Ana Crisóstomo. Foi ela que me enviou este livro, pelo que estou muito agradecida e peço imensas desculpas por demorar tanto tempo a postar a minha crítica. Na verdade já li o livro há cerca de um ano, e na altura escrevi a critica mas ficou esquecida num caderno de apontamentos. Só tenho a pedir desculpa à Ana Crisóstomo, mas Ana, aqui está a crítica que prometi fazer.
Ana Vichenstein - a feiticeira da mente apresenta-nos um mundo de feiticeiros inserido na realidade actual, onde existem três categorias de feiticeiros dependendo de como conseguem canalizar a sua magia. Ana Vichenstein é uma prodigiosa feiticeira da mente, órfã de mãe e sem conhecer o pai.
Este é uma adolescente de treze anos que se refugia na magia e no namorado…
Em principio o livro tem boas ideias para ter um bom enredo. As aulas de magia mais descritas dão bons momentos à história, e os próprios fundamentos da magia criados pela autora tornam a história diferente e tornam possíveis novos desenvolvimentos. O problema é o resto. Uma rapariga de 13 anos tem um namorado de 16 com o qual passa a maior parte da história a prometer amor eterno vezes sem conta. A principio achei giro. Depois começou a aborrecer por ser demais, por ser repetitivo, e por ser uma coisa impensável para uma rapariga daquela idade.
Outra coisa que também não gostei [spoiler] foi a rapidez com que ela perdoa o pai, quase do dia para a noite, de a ter abandonado e nunca ter dado ar da sua existência durante toda a vida de Ana.
Por fim, achei o final do livro muito inconclusivo. Deve ser para dar espaço a um seguimento, mas podia ser mais desenvolvido. As interações com o vilão, Pedro, podiam ser mais desenvolvidas em detrimento das imensas interações amorosas entre Ana e o namorado.
Enfim, a história tem boas bases para um bom livro. Tenho pena que não tenham sido aproveitadas. Em geral gostei, mas fiquei com muitas reservas em relação a uma possível continuação pois este livro ficou aquém das expectativas.
Como ressalva, talvez seja um livro melhor e mais bem apreciado por uma faixa etária mais jovem.
4/7 - Gostei, mas tenho reservas
Olá!
Eu sei, tenho estado muito ausente. Os dias têm estado muito ocupados e no tempo que me resta nem sempre tenho inspiração ou vontade para escrever... Enfim, peço desculpa, e espero voltar a postar mais frequentemente.
Espero que tenham tido uma boa Páscoa. Aqui por casa foi boa, com alguns familiares, muita comida à disposição e Cláudias (amêndoas de chocolate) para acalmar a minha gulosice. :)

sexta-feira, 23 de março de 2012

Lily Cole - Embaixadora da The Body Shop

Olá!
Li esta notícia no site Petiscos por Julia Petit que a Lily Cole tornou-se a primeira embaixadora da The Body Shop. Por mim fez uma boa escolha. Apesar de ver poucas imagens da modelo, sempre a achei bonita de uma forma única. Gostei :)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Desejo do dia #24

Ecailles Luxury Eye Palette da Giorgio Armani

Não é linda?? 
Alguém quer oferecer? :P

quinta-feira, 15 de março de 2012

Pedaços de Ternura - Dorothy Koomson


COMO SE EXPLICAM AQUELES MOMENTOS INESPERADOS DE AMOR?

Kendra Tamale regress a Inglaterra, em busca de um novo começo e uma vida tranquila.

Vinda da Austrália, aluga um quarto a Kayle, pai de duas crianças e separado, e arranja um novo emprego. Mas os gémeos de Kyle, Summer e Jaxon, de seis anos, têm outros planos e rapidamente adoptam Kendra como a sua nova mãe.

Aos poucos, Kendra começa a fazer parte das suas vidas, muito embora esconda um segredo doloroso que a obriga a afastar-se de toda a gente - especialmente das crianças.

Então, Kendra reencontra o homem que partilha o seu terrível segredo e tudo se desmorona. Não consegue dormir, é despedida e a mãe das crianças afasta-as dela. A única forma de remediar a situação é confessar o erro terrível que cometeu há tantos anos atrás - algo que prometeu nunca fazer...

Uma história de redenção, esperança e a descoberta do amor nos sítios mais inesperados.


Devo antes de mais, dizer que a sinopse deste livro é um tanto quanto enganadora. Dá-nos a pensar que coisas acontecem assim mesmo por aquelas razões, parece que nos dão a história toda logo ali. Mas não, a história, na realidade é muito mais do que é dito na sinopse.
A história é narrada na primeira pessoa por Kendra, apesar de aqui e ali ser narrada por outras personagens, sendo esses momentos recordações delas próprias. O que acontece frequentemente. A história das personagens não é conhecida logo, sendo conhecida de momentos a momentos, devido às suas recordações, o que pode dar alguma confusão, sobretudo no ínicio, onde vão ver uma situação que não se encaixa bem com o principio da história mas haverá um momento que fará muito sentido.
Nesta história vemos Kendra que se torna uma segunda mãe dos gémeos Summer e Jaxon, a quem tratam por Kendie, e vemos a evolução destas personagens juntamente com a dos pais dos gémeos, juntamente com uma evolução nos seus relacionamentos. Há muito a contar da parte deles. Nada é simples nesta história.
Este livro não é daqueles que se lêem de uma acentada só, mas lê-se bem. É uma história bonita, se bem complexa. Já é o segundo livro que leio desta autora, e estou a ver que estes adjectivos podem ser aplicados a todas as suas histórias. Foi um livro que gostei de ler sem dúvida. Não é dos meus favoritos, mas é um que não vou esquecer.
5/7 - Gosteimuito

quarta-feira, 14 de março de 2012

Conta-me os Teus Segredos - Rosie Thomas

Por vezes, as vítimas da tragédia são aqueles que sobrevivem.
Annie e Steve pertencem a mundos diferentes. Ela é esposa e mãe, ele é um executivo endinheirado com um longo historial de relações terminadas.
São perfeitos desconhecidos até uma bela manhã, em que ambos são vítimas de um atentado à bomba. Atirados para os escombros, tentam manter-se vivos com tudo o que lhes resta: a esperança que cada um dá ao outro.
Deitados na escuridão, as horas custam a passar. Conversam para afastar os medos e isso é tudo o que os mantém agarrados à vida. Nenhum segredo fica por revelar: as desilusões, os amores, os falhanços, e os sonhos. Sem se darem conta, criam um laço mais forte
que o familiar, que o da amizade, que o próprio amor. Com tamanha intimidade e confiança, como podem enfrentar o futuro um sem o outro?


O livro tem uma boa história inicial para se ler. A cena da bomba, a parte em que os protagonistas estão soterrados muitas horas, a parte da recuperação. Como diz na sinopse as horas que eles passam soterrados fazem com que criem um laço mais forte que o familiar, o da amizade, do próprio amor. Isso é verdade, o que coloca Annie perante um dilema: escolher entre a própria família que inclui o marido que ela já não ama, e Steve que ela ama e sem o qual não consegue viver. Até aqui muito bem. O problema é quando ela permanece neste dilema tempos sem fim, ora escolhe ficar com Steve, ora volta casa, depois volta a querer ficar com Steve, depois lá lhe dá na consciência e decide voltar para a família... começa a tornar-se aborrecido.
Era uma história com uma boa premissa mas que acabou por se alongar demasiado.
Fico agora com dúvidas, se devo dar outra chance à escrita de Rosie Thomas... Talvez pegue noutro livro dela (há muitos nas bibliotecas que visito) daqui a algum tempo, pode ser que ela me surpreenda. A esperança é a última a morrer, não é? 
4/7 -  Gostei mas tenho (muitas) reservas

terça-feira, 13 de março de 2012

Sangue-do-Coração - Juliet Marillier


Uma floresta assombrada. Um castelo amaldiçoado. Uma jovem que foge do seu passado e um homem que é mais do que parece ser. Uma história de amor, traição e redenção...

Whistling Tor é um lugar de segredos, uma colina arborizada e misteriosa que alberga a fortaleza deteriorada de um chefe tribal cujo nome se pronuncia no distrito em tons de repulsa e de amargura. Há uma maldição que paira sobre a família de Anluan e o seu povo; os bosques escondem uma força perigosa que pronuncia desgraças a cada sussurro.
E, no entanto, a fortaleza abandonada é um porto seguro para Caitrin, a jovem escriba inquieta que foge dos seus próprios fantasmas. Apesar do temperamento de Anluan e dos misteriosos segredos guardados nos corredores escuros, este lugar há muito temido providencia o refúgio de que ela tanto precisa.
À medida que o tempo passa, Caitrin aprende que há mais por detrás do jovem desfeito e dos estranhos membros do seu lar do que ela pensava. Poderá ser apenas através do amor e da determinação dela que a maldição será desfeita e Anluan e a sua gente libertados...


Uma boa leitura de Juliet Marillier. É certo que a trilogia Sevenwaters e alguns outros livros dela são melhores, mas este também a sua magia. É uma história obscura de passado entrelaçado com o presente, de seres fantasiosos, mas também de amor, esperança e, digamos, libertação de medos. Foi uma leitura difícil de começar, com algumas partes previsíveis, mas muito bonita. E o final foi enternecedor. Tal como os todos os outros é um livro que nos leva a apaixonar pela escrita de Juliet Marillier. :)
 6/7 - Gostei bastante