segunda-feira, 18 de março de 2013

Bloglovin

Olá!
Como já devem ter visto, parece que o Google quer-nos tramar e fechar o Google Reader. Agora se vai acabar com o Google Friend Connect, não sei. Mas, por via de dúvidas, abri conta no Bloglovin, por onde podem começar a seguir o Cantinho da Neptuno. :)


Inspiração #33


Adorei a combinação do roxo com o pêssego! É uma maquilhagem a copiar :)

Relendo... A Última Feiticeira de Sandra Carvalho

A Última Feiticeira (A Saga das Pedras Mágicas, #1)

O fantástico épico está novamente de parabéns com mais um estreia literária de uma autora portuguesa que a Presença propõe ao seu público. Em "A Saga das Pedras Mágicas" os heróis, diz-nos Sandra Carvalho, têm uma profunda ligação à Natureza e aos Elementos, são apaixonados pela Vida e inteiramente determinados na sua coragem. A acção passa-se num tempo em que os sábios Druidas se recolhiam nas florestas para perpetuarem o Conhecimento que em eras passadas lhes fora transmitido pelos Seres Mágicos. O berço da heroína desta história, Catelyn, e dos seus cinco irmãos varões, situa-se na Grande Ilha, cada vez mais fustigada pelos ataques dos Viquingues. Os senhores locais formaram uma Aliança para os repelirem, consolidando essa política através de casamentos combinados entre os herdeiros das grandes famílias. Depois de uma infância paradisíaca, Catelyn cresce num mundo cada vez mais violento, assistindo impotente às manipulações da maldosa Myrna, a protegida do homem com quem o pai de Catelyn destinou casá-la.


[Pensamentos durante a leitura]
  • A princípio a leitura estava difícil devido a tudo o que acontece na vida de Cat e dos seus irmãos. Mas depois quando a história se aproxima da invasão dos vikings, tudo se tornou mais fácil porque eu bem me lembro o que acontece a Cat depois, nomeadamente no segundo livro, o meu favorito há muito :)

Ao reler "A Última Feiticeira" após já ter lido A Filha da Floresta, realmente há uma sensação de deja vu, na medida em que há algumas coisas semelhantes ao início. Mas devo dizer que é apenas no início, uma vez que temos uma rapariga com irmãos rapazes, e um pai que se casa com a feiticeira má. Mas é aí que as semelhanças param, porque Sandra Carvalho soube construir um mundo e uma história completamente diferente, pois tirando essa sensação de deja vu no início, nunca mais me lembrei do outro livro, a história consegue-se distanciar por completo.
A primeira metade do livro relata-nos a vida de Catelyn, ou Cat, na Grande Ilha, antes e após a chegada de Myrna, a grande bruxa que assombria a história neste livro. Graças a esta, Cat é arrancada de uma vida feliz, simples, rodeada pelo amor dos irmãos, e é atirada para o meio dos lobos, onde alguns dos seus irmãos começam a tratá-la de maneira diferente devido a várias situações, onde é desejada por um homem abominável, mas também por um homem que conhece desde sempre e pelo qual vai nutrir um amor puro e terno. Cat vai ver a vida negra e bem negra até ao momento em que é salva por um viking loiro de olhos azuis, mas cujo sonho é matar o inimigo que matou o seu pai: o pai de Cat.
Temos então a segunda metade do livro, onde Cat viaja até às Terras Altas, terra dos vikings, e onde é sujeita a várias provações, algumas boas, mas muitas más, pois torna-se escrava da noiva do dito viking. E mais não digo.
Este é o início de uma história linda, é o livro que nos leva ao segundo, que eu adoro. Aliás, se não houvesse livros após o segundo, eu ficava feliz na mesma. Mas ainda bem que há mais! Acho que é um óptimo exemplo do que a literatura portuguesa pode dar e é um fantástico contributo para a literatura fantástica.
Recomendo totalmente :)

*Mais uma vez, não dou 5 (GD) estrelas a este livro, não porque ele não mereça (porque merece totalmente) mas é simplesmente para o diferenciar dos livros que gosto mais - como por exemplo o segundo da saga, O Guerreiro Lobo.

6/7 - Gostei bastante

sexta-feira, 15 de março de 2013

Sorteios da Semana

Olá!

A Ana Rita que escreve o blog Let's Talk About... Beauty está sortear uma paleta Lagoon da Sleek até 31 de Março!
*Se carregarem na imagem, vão direitos ao post de sorteio.

Boa sorte! :)


As Dez Figuras Negras - Agatha Christie

As Dez Figuras Negras

Dez desconhecidos, que aparentemente nada têm em comum, são atraídos pelo enigmático U. N. Owen a uma mansão situada numa ilha da costa de Devon. Durante o jantar, a voz do anfitrião invisível acusa cada um dos convidados de esconder um segredo terrível, e nessa mesma noite um deles é assassinado.
A tensão aumenta à medida que os sobreviventes se apercebem de que não só o assassino está entre eles como se prepara para ir atacando uma e outra vez…
O que se segue é uma obra-prima de terror. À medida que cada um dos hóspedes é brutalmente assassinado, as suas mortes vão sendo “celebradas” através do desaparecimento de uma de dez estátuas, as “dez figuras negras”.
Restará alguém para um dia contar o que de facto se passou naquela ilha?


Após muitas reticências da minha parte, mas muitos incentivos por parte de várias pessoas (Obrigada!), lá me decidi a ler As Dez Figuras Negras. Porquê tanta reticência? Porque a sinopse apontava para uma história sombria, talvez um clima de terror e eu não sou fã, é um género que prefiro não ler. Mas houve muita gente que me assegurou que o livro não era muito desse género, que era dos melhores de Agatha Christie e pronto, lá fui ler o livro sem tanta hesitação.
A verdade é que têm razão. É uma história incrivelmente bem pensada, em que as personagens vão morrendo pouco a pouco, tal como a lengalenga presente nos quartos dos hóspedes diz. Mas para além destes hóspedes, não há mais ninguém na ilha. E de cada vez que alguém aparece morto, uma figura negra desaparece da sala de estar/jantar. Ou seja, o assassino faz parte dos fez hóspedes da ilha. Mas quem será?
Confesso que por mais que pensasse não chegaria lá. As mortes vão acontecendo, o leque de suspeitos vai diminuindo, mas nunca consegui lá chegar. E a maneira como se chega ao autor dos crimes... fascinante e completamente imprevisível. É realmente uma obra que só Agatha Christie poderia escrever.
Mas, porquê as 4 estrelas (GD)? Confesso que apesar de reconhecer que a história está incrivelmente bem escrita, não se insere nos meus favoritos, há livros que se inserem muito mais nos meus gostos, daí ter que diferenciar este e dar-lhe apenas 4 estrelas. Espero que compreendam.

5/7 - Gostei

quarta-feira, 13 de março de 2013

Marés Altas - Nora Roberts

Marés Altas (A Saga da Baía de Chesapeake #2)

Esta é a história de três irmãos que regressam a casa para honrar o último pedido do seu pai: tratar e educar Seth, um rapaz problemático que precisa urgentemente de uma família. Mas regressar a casa vai ensinar aos três irmãos mais do que alguma vez sonharam sobre o verdadeiro significado da família.
Dos três homens, Ethan era o que partilhava com o pai o amor pela costa de Maryland. E agora que o pai partiu para sempre, Ethan está determinado em fazer do negócio da família – a construção artesanal de barcos – um sucesso.
Mas talvez esse nem seja o seu maior desafio... É que para além de Seth precisar de si mais do que nunca, há uma mulher que Ethan sempre amou mas nunca acreditou poder possuir. Conseguirá Ethan enfrentar um passado doloroso para criar o futuro com que sempre sonhou?


Marés Altas, sendo o segundo livro da tetralogia, fala de Ethan, o segundo rapaz/homem a ser acolhido pelos Quinn.
Neste livro conhecemo-lo muito melhor, os seus sentimentos, os seus receios, as suas paixões, bem como o seu passado que teima em impedir que Ethan desfrute do amor da sua vida - Grace.
Grace é uma mãe solteira de uma menina doce e encantadora, Aubrey. Esta trabalha em tudo o que é sítio: num bar como empregada de mesa e faz limpezas em muitas casas, incluindo a dos Quinn.
Estes dois amam-se há anos. O problema é que nenhum deles sabe o que o outro sente. E então andamos nesta roda viva, em que ambos tentam negar o que sentem, tentam impedir que o outro reconheça os seus sentimentos, mas finalmente acabam por cair nos braços um do outro. Mas nem tudo é um mar de rosas, e eles vão ter que batalhar um bom bocado e um com o outro.
A par deste romance delicioso, temos o desenvolvimento da relação de Seth com os seus irmãos adoptivos, nomeadamente no seu relacionamento com Ethan. Cada um dos irmãos vai reconhecendo em Seth algumas das suas características e vão com ele constituir laços fortes, uma família verdadeira.
Esta é uma parte da história dos Quinn, uma história que estou desejosa de continuar a seguir, porque é uma história enternecedora, romântica, que nos mostra que os laços familiares são mais fortes que os de sangue, e que o amor (romântico, fraterno, etc) pode vencer tudo. Recomendo totalmente :)

6/7 - Gostei bastante