segunda-feira, 25 de março de 2013

Acerca da Tetralogia "A Saga da Baía de Chesapeake"...

...gostaria de expressar um desejo. Era tão bom que a Nora Roberts escrevesse um romance ou uma novela adjacente a esta tetralogia, para nos contar a história de Raymond e Stella Quinn. Eles são um casal sempre presente nesta tetralogia, apesar de já terem morrido, mas são personagens tão fantásticas, que adoraria que tivéssemos um livro com a história deles *.*

Please, Nora Roberts, write about the romance of Stella and Ray Quinn!

Porto de Abrigo - Nora Roberts

Porto de Abrigo by Nora Roberts

Phillip é o único dos três irmãos Quinn que ainda se mantém solteiro. Com muita força de vontade, vai conseguindo conciliar um emprego exigente com os novos deveres familiares, ou seja, ajudar a cuidar de Seth, o irmão adoptivo.

Quando a Dra. Sybil Griffin aparece na vila com o objectivo de pesquisar para um livro que pretende escrever, Phillip não pode deixar de reparar nela, afinal, Sybil é uma mulher misteriosa que agita os seus sentidos e ameaça roubar o seu coração. E se é verdade que Sybil também não pode negar a atracção que sente pelo carismático Phillip, o segredo que a liga ao jovem Seth pode deitar tudo a perder... e destruir a própria família Quinn.

Repleto de emocionantes momentos familiares, de muito romance e de um toque de tensão, Porto de Abrigo é um livro maravilhoso que volta a confirmar Nora Roberts como a melhor escritora romântica da actualidade.


Porto de Abrigo, sendo o terceiro livro desta trilogia, fala-nos do terceiro filho que Stella e Ray Quinn adoptaram: Phillip. Phillip vem de um passado, em que era perito em assaltos, que culmina num episódio violento. É após este, quando se encontra no hospital, após quase morrer, que conhece este casal que lhe oferece uma nova vida, uma oportunidade de começar de novo.
Conhecemos Phillip no primeiro livro, já adulto, um rapaz que se tornou num homem culto, elegante e com gostos finos, que se ressente do facto de Seth, o seu irmão mais novo, o olhar com os olhos de Ray, podendo significar que o seu pai traiu Stella, a mãe que ele tanto adorava. No entanto, uma promessa feita pelos Quinn é para ser cumprida, e Phillip prometeu cuidar de Seth e é isso que ele vai fazer. Desde o inicio sempre notei que Phillip era o menos se dava com Seth. Por um lado, não era bem verdade, apenas tinha essa impressão porque o Phillip não era o protagonista logo as suas acções não eram muito desenvolvidas nos livros anteriores. Mas por outro, era, por causa do ressentimento que falei à pouco.
A entrada da Dr. Sybill, quase por acaso, vai mudar isto tudo. Mas esta desconhecida que aparece por acaso aos Quinn, na verdade sabe o que está a fazer e tem motivos para aparecer na vida deles. Motivos que irão ser revelações bem fortes e que não estávamos à espera. Revelações estas que irão abalar os Quinn e a relação que Sybill começava a ter com Phillip. Este livro está repleto de revelações acerca de Seth, não havendo mais nenhum segredo acerca deste quando acabarmos de ler o livro.
Sybill não queria envolver-se com Phillip, o seu objectivo era outro, o que vai dar uma grande embrulhada quando tudo se souber. No entanto, felizmente, o amor vai falar mais forte e vai poder perdoar ajudar a Sybill, que no fundo bem precisa de ajuda porque um passado de indiferença tornou-a numa mera observadora da vida que reprimia os seus sentimentos. Phillip vai-lhe fazer muito bem, mas até as coisas ficarem todas bem, muita água vai correr debaixo da ponte. E Glória, a nojenta mãe biológica de Seth que entrou directamente para a minha lista de ódios, vai fazer das suas...
Enfim, é um óptimo livro, um dos melhores da tetralogia. Agora venha O Azul da Baía! :)

6/7 - Gostei bastante

quinta-feira, 21 de março de 2013

Relendo... O Guerreiro Lobo de Sandra Carvalho

O Guerreiro-Lobo (A Saga das Pedras Mágicas, #2)

Na sequência dos dramáticos acontecimentos que encerram o primeiro volume desta saga, A Última Feiticeira, Catelyn é levada com os seus captores para a Terra Antiga. Aí, a jovem feiticeira descobre os fios que entretecem o seu próprio destino com o daqueles que agora a acolhem. Descobre igualmente que aquele viquingue que a salvou de uma morte certa é alguém que ela já tinha vislumbrado em intrigantes visões. Throst, filho de Thorgrim, é agora o seu senhor. Mas os segredos do Universo, guardados no topo da Montanha Sagrada são indiferentes aos desígnios humanos. Catelyn anseia por apoiar as mãos na Pedra do Tempo e encontrar a solução para os enigmas que a atormentam, assim como por prosseguir a sua aprendizagem da Arte Superior. Quando o sangue derramado no mar clama por vingança, a heroína enfrenta a mais difícil das decisões: regressar à Grande Ilha, para derrotar Gwendalin e salvar o seu povo, ou permanecer na Terra Antiga, livrar o Guerreiro-Lobo da maldição que o condena, e ajudá-lo na sua grande missão?


Este livro pertence à minha lista de favoritos já há alguns anos. Era o único da Sandra Carvalho existente na biblioteca da secundária onde eu andava na altura, mas nem isso, nem o facto de ser o segundo da saga (e eu não ter lido o primeiro) me impediu de lhe pegar quando lhe coloquei a vista em cima. Aquele título aliado à linda capa, fez com que eu não resistisse e lhe pegasse para o ler. 
Admito que houve coisas que não percebi à primeira ou que demorei a perceber, tão pois claro, não tinha lido o primeiro! Ainda assim, a história que li fez-me gostar muito do livro e ter vontade de lhe pegar várias vezes para o reler inteiro ou apenas certas partes mais marcantes. 
Mais tarde tive oportunidade de ler o primeiro e alguns dos seguintes livros no computador, contudo O Guerreiro Lobo ficou sempre como aquele que tinha gostado mais.
Agora passado vários anos de ter lido alguns dos livros da Saga das Pedras Mágicas, tive finalmente a oportunidade e a vontade de ler a saga toda (o que já está publicado), em formato de livro! E é isso que comecei a fazer este ano.
Já li o primeiro livro, e como vos disse aqui, gostei muito de o ler. No entanto, mal via o tempo em que voltaria a pegar no segundo, aquele que sempre me marcou. No entanto, apesar de ter gostado de o reler, de ler com vontade as partes que mais tinha gostado, a verdade é que esta leitura não correu tão bem ou não me soube tão bem, como aconteceu das outras vezes. E a culpa disso não é do livro. Não. O que acontece é que este ano já reli muitos livros e estou a ver a lista de livros para ler a subir cada vez mais, o que me pressiona - para que é que estou a gastar tempo a reler um livro que quase já sei de cor, quando tenho tantos livros que ainda não li, que ainda não conheço, para ler? 
Portanto, resumindo, o livro não tem culpa. Eu é que deveria escolher um outro momento para o saborear como ele merece. Tenho mesmo pena de inconscientemente estar a pressionar-me a ler outros livos, e de não conseguir apreciar a leitura deste livro fantástico.
A quem nunca leu esta saga, eu recomendo vivamente. É um prodígio no meio da literatura fantástica portuguesa, que merece ser louvado e apreciado. Obrigada Sandra Carvalho pela saga que estás a escrever! :)

7/7 - Adorei. Obra Prima!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Bloglovin

Olá!
Como já devem ter visto, parece que o Google quer-nos tramar e fechar o Google Reader. Agora se vai acabar com o Google Friend Connect, não sei. Mas, por via de dúvidas, abri conta no Bloglovin, por onde podem começar a seguir o Cantinho da Neptuno. :)


Inspiração #33


Adorei a combinação do roxo com o pêssego! É uma maquilhagem a copiar :)

Relendo... A Última Feiticeira de Sandra Carvalho

A Última Feiticeira (A Saga das Pedras Mágicas, #1)

O fantástico épico está novamente de parabéns com mais um estreia literária de uma autora portuguesa que a Presença propõe ao seu público. Em "A Saga das Pedras Mágicas" os heróis, diz-nos Sandra Carvalho, têm uma profunda ligação à Natureza e aos Elementos, são apaixonados pela Vida e inteiramente determinados na sua coragem. A acção passa-se num tempo em que os sábios Druidas se recolhiam nas florestas para perpetuarem o Conhecimento que em eras passadas lhes fora transmitido pelos Seres Mágicos. O berço da heroína desta história, Catelyn, e dos seus cinco irmãos varões, situa-se na Grande Ilha, cada vez mais fustigada pelos ataques dos Viquingues. Os senhores locais formaram uma Aliança para os repelirem, consolidando essa política através de casamentos combinados entre os herdeiros das grandes famílias. Depois de uma infância paradisíaca, Catelyn cresce num mundo cada vez mais violento, assistindo impotente às manipulações da maldosa Myrna, a protegida do homem com quem o pai de Catelyn destinou casá-la.


[Pensamentos durante a leitura]
  • A princípio a leitura estava difícil devido a tudo o que acontece na vida de Cat e dos seus irmãos. Mas depois quando a história se aproxima da invasão dos vikings, tudo se tornou mais fácil porque eu bem me lembro o que acontece a Cat depois, nomeadamente no segundo livro, o meu favorito há muito :)

Ao reler "A Última Feiticeira" após já ter lido A Filha da Floresta, realmente há uma sensação de deja vu, na medida em que há algumas coisas semelhantes ao início. Mas devo dizer que é apenas no início, uma vez que temos uma rapariga com irmãos rapazes, e um pai que se casa com a feiticeira má. Mas é aí que as semelhanças param, porque Sandra Carvalho soube construir um mundo e uma história completamente diferente, pois tirando essa sensação de deja vu no início, nunca mais me lembrei do outro livro, a história consegue-se distanciar por completo.
A primeira metade do livro relata-nos a vida de Catelyn, ou Cat, na Grande Ilha, antes e após a chegada de Myrna, a grande bruxa que assombria a história neste livro. Graças a esta, Cat é arrancada de uma vida feliz, simples, rodeada pelo amor dos irmãos, e é atirada para o meio dos lobos, onde alguns dos seus irmãos começam a tratá-la de maneira diferente devido a várias situações, onde é desejada por um homem abominável, mas também por um homem que conhece desde sempre e pelo qual vai nutrir um amor puro e terno. Cat vai ver a vida negra e bem negra até ao momento em que é salva por um viking loiro de olhos azuis, mas cujo sonho é matar o inimigo que matou o seu pai: o pai de Cat.
Temos então a segunda metade do livro, onde Cat viaja até às Terras Altas, terra dos vikings, e onde é sujeita a várias provações, algumas boas, mas muitas más, pois torna-se escrava da noiva do dito viking. E mais não digo.
Este é o início de uma história linda, é o livro que nos leva ao segundo, que eu adoro. Aliás, se não houvesse livros após o segundo, eu ficava feliz na mesma. Mas ainda bem que há mais! Acho que é um óptimo exemplo do que a literatura portuguesa pode dar e é um fantástico contributo para a literatura fantástica.
Recomendo totalmente :)

*Mais uma vez, não dou 5 (GD) estrelas a este livro, não porque ele não mereça (porque merece totalmente) mas é simplesmente para o diferenciar dos livros que gosto mais - como por exemplo o segundo da saga, O Guerreiro Lobo.

6/7 - Gostei bastante