segunda-feira, 7 de abril de 2014

A Chama de Sevenwaters - Juliet Marillier


A Chama de Sevenwaters
Flame of Sevenwaters

Juliet Marillier
Sevenwaters #6

Editora Planeta (2013)
424 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante

+1 Finish The Series Reading Challenge 2014


Dez anos depois do terrível incêndio que quase lhe custou a vida, Maeve, filha de Lorde Sean de Sevenwaters, regressa a casa. Traz nas mãos disformes as marcas desse acidente e dentro de si a coragem férrea de Liadan e Bran, os pais adoptivos, e um dom muito especial para lidar com os animais mais difíceis. Embora as cicatrizes se tenham fechado, Maeve ainda teme as sombras do passado — e o regresso a casa não se faz sem dificuldades. Até porque Sevenwaters está à beira do caos.


Realmente A Chama de Sevenwaters volta a subir a fasquia das histórias de Sevewaters (comparando aos dois últimos). Neste livro, começamos a acompanhar Maeve, a filha de Sean que ficou queimada no fogo provocado dez anos anos antes. Apesar de ter ficado com o coração destroçado devido à morte do seu querido cão que tentara salvar, Maeve não fechou o coração aos animais. Aliás, utiliza o espectacular dom que possui de acalmar os animais com a sua voz para deleite e benefício de muitos.

No princípio do livro vemos Maeve a regressar à sua terra-natal, mas que para si se tornou estranha - também estranha vai ser a sua relação com os familiares já que tanto mudou. Mas ao contrário de tudo o resto, não há nada de estranho entre Maeve e Finbar, o seu pequeno irmão que apesar dos seus sete anos encerra segredos e atitudes bastante adultas. Maeve vai também encontrar quem lhe cure a ferida que a morte do seu antigo cão lhe provocou - dois cães esfaimados e desconfiados aparecem e Maeve vai fazer de tudo para cuidar deles e conquistar a sua confiança. Urso e Texugo vão ser fundamentais - quer para o seu coração quer para o quem vem a seguir. Numa corrida contra o tempo, Maeve vai ter que correr para salvar o seu irmão, salvar os seus queridos cães, Swift, o precioso cavalo que trouxe consigo e vai acabar por salvar muito mais do que espera - Sevenwaters precisa de si. Neste livro vamos também admirar Ciáran, alguém que já sofreu muito, alguém que tem estado muito na retaguarda, mas ainda tem algo para dar. É ele que vai fazer a diferença - a história não podia tomar este rumo sem ele.

Esta foi uma história que adorei ler. Para além do tão desejado regresso a Sevenwaters, pude regressar à escrita de Juliet Marillier, uma autora muito querida que me consquistou com o primeiro livro desta saga. E neste livro, Juliet Marillier consegue provar que apesar de ter sido quase obrigada a escrever mais livros para além da trilogia original, consegue escrever algo lindo e com fundamento. Ao lermos este livro, vemos que a autora pegou em algo que começou na trilogia inicial e deu-lhe uma história que parecia não ter ligações para além das óbvias (a família e o mundo construído) mas afinal tinha. O Herdeiro de Sevenwaters e A Vidente de Sevenwaters parecem histórias desligadas, escritas só porque sim. Mas ao lermos A Chama de Sevenwaters vemos que a autora estava a olhar mais além, principalmente quando escreveu o Herdeiro, que tem várias ligações a este livro, várias pontas soltas que serão ligadas nesta história.
Só vos posso dizer que este livro é melhor que os dois restantes, tem uma escrita e uma história que associamos mais à autora e faz-nos ficar pasmados perante certos acontecimentos e sobretudo personagens. Acreditem, há algumas que vos irão surpreender.
Nesta história há mais crueldade por parte dos seres do Outro Mundo, parece que não vemos um que seja bondoso com a família Sevenwaters (ao contrário dos restantes livros onde houve ajuda por parte destes seres) e em várias alturas nem tudo o que parece é. Há acontecimentos inesperados mas acho que também há alguns que conseguimos adivinhar e ficamos contentes por termos razão - aconteceu-me isso particularmente com o final de Urso e Texugo.

Este livro vai deixar saudades. Não apenas porque voltou a trazer a escrita da autora ao seu auge como também significa a despedida a este mundo, a esta família que tanto gostamos. Mas espero que não. Espero que a autora tenha algo na manga e nos faça deliciar uma vez mais com Sevenwaters.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Pergunta da Semana - Autores Favoritos na Infância II

Pergunta da Semana photo PerguntadaSemana.png

Autora de 762 livros...
Criadora do personagem Noddy...
Chegou a escrever 40 livros por ano...
Acusada de xenofobia, sexismo e racismo...
Dramatizada em filme por Helena Bonham Carter...


A autora mais marcante nas nossas infâncias foi... 


Esta também a autora de que mais me lembro quando penso nas leituras da minha infância e adolescência, pelo que fico contente por ver que também é lembrada por muitos de vós. Mas de entre a sua enorme bibliografia, qual é o livro ou conjunto de livros que mais gostaram?


Devo dizer que li muitos livros seus, de várias séries, que me proporcionaram excelentes leituras, pelo que a escolha é algo difícil. Mas penso que escolho Os Cinco, pois foram os que mais acompanhei e os que mais me fazem lembrar da autora. Mas também gostei muito dos livros que li do Colégio de Santa Clara e da série O Mistério. E como na altura não tive a oportunidade de ler mais destes livros e agora tenho, ando com vontade de retomar as minhas leituras desta autora. :)
E vocês, qual série by Enid Blyton vos marcou mais?

Deixa a tua resposta aqui nos comentários, no face ou no teu blog. Caso faças a última escolha, refere o blog Cantinho da Neptuno e deixa aqui o link, para eu cuscar a tua resposta :)
Obrigada por participares neste desafio!

domingo, 30 de março de 2014

Seguir o blog pelo Google Friend Connect

Olá!
Tenho lido que tem sido difícil, senão impossível, seguir blogs pelo dispositivo do Google Friend Connect, deixado na coluna esquerda. Assim sendo, quem o quiser fazer, pode fazê-lo por este link.

Quem estiver com o mesmo problema nos seus blogs, podem encontrar a solução neste post do blog Let's Talk About... Beauty.
Espero ter ajudado.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Espuma de Limpeza Tea Tree - The Body Shop

Nos últimos meses tenho andado bastante ausente no que toca a cosmética. Não sei bem porquê, talvez porque seja mais fácil ou seguro opinar sobre livros (quando fundei o blog, achava o contrário...). Mas como tenho opiniões sobre várias coisas que uso, não sou mais nem menos para comentar o que acho delas, daí lutar comigo mesma e aqui estou para dizer o que achei desta espuma de limpeza.


Só me lembrei de fazer review desta espuma um dia ou dois após tê-la acabado e quando dei por ela, já tinha ido para o lixo, por isso tive de recorrer à internet para obter uma imagem. Esta espuma de limpeza é da linha Tea Tree da The Body Shop, uma linha desenhada para quem sofre de acne. Comprei-a há uns dois anos, quando ainda tinha acne severo mas como não me dei bem com a sua forma de uso, deixei-a a ganhar pó durante muitos meses. O acne lá desapareceu quando o médico me receitou a pílula para o efeito - era mesmo um problema hormonal - testado e confirmado, porque ele achou que agora já não valia a pena tomar mais e as borbulhas já começaram a voltar :S

Voltando à espuma, comecei a usá-la há quase um ano. Ajeitei-me com ela quando dei conta que funcionava bem em pele húmida. Durante a maioria do tempo em que a usei andava com pele normal, e senti que ela fazia a sua função, limpava bem a pele, mas deixava-a a repuxar um pouco se eu não a hidratasse logo a seguir. No entanto, nos últimos dois meses, quando deixei de tomar a pílula, a minha pele começou a tornar-se oleosa e a sensação de repuxar desapareceu, pelo que acho que ela é realmente adequada para peles mistas a oleosas.

Quanto ao efeito no acne, acho que a espuma ajuda um pouco a reduzir as borbulhas, pelo que observei nestes dois últimos meses de uso. Quando esta acabou, as ditas cujas começaram a aparecer em maior quantidade e a durar mais tempo. Coincidência? Não sei, mas acho que vou apostar na espuma outra vez, se esta fase de acne não for provisória...

Quanto à forma como dispensa o produto, fá-lo através de um pump bem regulável, onde um pump dá perfeitamente para a cara toda. O produto vem liquido e passa a espuma pelo tubo acima - penso que esta forma de limpeza acaba por não usar muito produto de cada vez. Uma embalagem dura meses e meses.

Este é um produto a que não dei muita importância quando tinha a pele normal, mas que mostrou o seu valor quando a minha pele voltou a ser mista/oleosa. Penso que voltarei a comprar se não encontrar nenhum que se adeqúe ao estado da minha pele agora.

quinta-feira, 27 de março de 2014

[TAG] Breaking the spine

Olá!
Hoje venho com uma TAG que gostei de ler, relacionada com lombadas de livros e a nossa preocupação (ou falta dela) em mantê-las intactas. Encontrei esta TAG no blog da Catarina R., o Sonhar de Olhos Abertos, traduzida pela Daniela do Danii Reads.




1. Vincas/dobras as lombadas ou preferes manter o livro como novo?
Prefiro manter os livros como novos e não digo mais nada para não responder já às perguntas seguintes.


2. Para quem não gosta de lombadas dobradas, já o fizeram acidentalmente?
Sim, várias vezes e não percebo a razão. Consigo por vezes manter intactos livros enormes e depois dobro a lombada de livros com 300 páginas! Vá-se lá perceber -.-"


3. Se comprares um livro usado em que a lambada venha dobrada, como te sentes?
Obviamente que preferia que a lombada não viesse dobrada mas não vou estar a chatear-me por causa disso.


4.Concordas ou discordas que um livro com a lombada estragada é um livro amado?
Discordo. Por vezes lombada estragada é sinal de muita leitura e de muito amor. Outras vezes é sinal de descuido e desrespeito...


5. Como as lombadas nos hardbacks são mais difíceis de estragar ou nota-se menos, preferes comprar hardbacks ou paperbacks?
Prefiro paperbacks, mesmo que sejam mais fáceis de dobrar. Isto porque são (normalmente) mais baratos e na maioria das vezes têm capa mais bonita.

Espero que tenham gostado! Convido-vos a responder também :)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Pergunta da Semana - Autores Favoritos na Infância

Pergunta da Semana photo PerguntadaSemana.png

Hoje a Pergunta da Semana vai servir como votação.

Peço-vos que deixem aqui o nome do vosso autor favorito da infância ou o mais lido nessa altura das vossas vidas. 
O mais mencionado será o escolhido para a Pergunta da próxima semana.

Alinham? Espero pelas vossas respostas :)
Deixa a tua resposta aqui nos comentários, no face ou no teu blog. Caso faças a última escolha, refere o blog Cantinho da Neptuno e deixa aqui o link, para eu cuscar a tua resposta :)
Obrigada por participares neste desafio!

terça-feira, 25 de março de 2014

Lua de Sangue - Nora Roberts


Lua de Sangue
Carolina Moon

Nora Roberts
Livro Único

Editora Ulisseia (2006)
442 páginas

Origem: Biblioteca
5/7 - Gostei




Tory Bodeen viveu a sua infância na Carolina do Sul, numa pequena casa degradada, onde o pai imperava com um punho de ferro e um cinto de cabedal. Em compensação, porém, havia a pequena Hope, que vivia ali perto, e cuja amizade tornava possível que Tory fosse aquilo que lhe não permitiam ser em sua casa: uma criança. Depois do brutal assassínio de Hope, que a polícia jamais esclareceu, a vida de Tory começou aos poucos a desfazer-se. Mas agora prepara-se para regressar à sua terra natal. À medida que forja novos laços de afecto com Cade Lavelle, o irmão mais velho de Hope, não consegue no entanto ter a certeza de que a tragédia que ambos experimentaram contribua de facto para os aproximar. Viver assim tão colada à memória de uma infelicidade que tanto a marcou virá a revelar-se mais difícil e mais assustador do que Tory alguma vez imaginara. Até porque o assassino de Hope anda também por perto.


Pensamento: Um bocadinho de revisão não faria mal a este livro...

Lua de Sangue é um livro assombrado por dois acontecimentos: os constantes maus-tratos sofridos por Tory e o assassinato de Hope, a sua melhor amiga, aos oito anos. O livro inicia-se quando Tory já é mais velha, aos vinte e oito anos, e estes acontecimentos são contados em retrospectiva. No entanto, como os dois malfeitores nunca foram apanhados ou condenados, toda a história é assombrada por eles. E digo isto, porque durante toda a leitura, nunca me esqueci deles e estava sempre à espera do seu aparecimento ou de um acontecimento provocado por algum deles. Infelizmente isso não me permitiu desfrutar plenamente da história, uma história com romance, reconciliação quer com o passado, quer entre pessoas ou de pessoas para com elas mesmas. Mas o facto de não ter desfrutado ou relaxado na leitura foi defeito meu, mesmo. Porque esta é uma boa história, com boas personagens. Temos Tory, uma pessoa frágil devido a tudo o que lhe aconteceu (que não foi só maus-tratos por parte do pai), mas que é mais forte do que pensa. Esta vai encontrar em Cade, o irmão mais velho de Hope, um suporte, alguém em quem pode confiar e entregar.se por completo. A irmão gémea de Hope, Faith, é uma adição valiosíssima à história, e apesar de não ter gostado dela ao princípio, ela foi-se redimindo ao longo da história, fazendo com que eu gostasse cada vez mais dela.
Este é um livro que recomendo, é uma boa história de Nora Roberts. Não é uma das minhas favoritas, é certo, mas isso são gostos. O que interessa é que foi bem construída, tem ingredientes bem escolhidos e medidos e vão ser uma boa leitura para quem se aventurar. :)