terça-feira, 8 de setembro de 2015

Uma Terra Distante - Nora Roberts


Uma Terra Distante
A World Apart

Nora Roberts
Livro Único

SDE para a revista Flash (2014)
125 páginas

Origem: Estante
                                         3/7 - Nem gostei nem detestei


Kadra é uma exterminadora de demónios à caça de uma criatura perigosa que transforma homens em monstros. Ao descobrir que a sua presa foi parar à Nova Iorque do séc. XX, é forçada a viajar a esse mundo onde trava uma amizade improvável com Harper Doyle. Sem ele, mal consegue compreender e sobreviver num mundo tão estranho. Mais estranho ainda são os sentimentos que sente nascer por Harper. Mas a não ser que impeça o demónio, ambos os mundos – bem como a relação entre os dois – podem não sobreviver à destruição…


Um mundo novo, monstros novos, cultura nova. Tudo isto mas a protagonista é transportada para a nossa Terra e confrontada com a nossa realidade. É forçada pelo destino a trabalhar com Harper Doyle que por sua vez é confrontado com toda a sua bagagem. Uma boa história mas que peca pela pouca complexidade dos intervenientes e das suas atitudes e pela enorme rapidez com que se desenrola toda a história entre ambos. Claro que o tamanho pequeníssimo do conto obriga a alguma leveza e rapidez, ainda assim é tudo muito abrupto e algo superficial, embora tenha as suas qualidades.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Alera | Sacrifício - Cayla Kluver



Alera | Sacrifício
Sacrifice

Cayla Kluver
Legacy #3

Planeta (2013)
384 páginas

Origem: Biblioteca
4/7 - Gostei mas tenho reservas

+1 Finish The Series Reading Challenge 2014


ALERA, rainha de um reino perdido, secretamente apaixonada pelo inimigo.

SHASELLE, filha de um pai assassinado, uma rebelde com causa.

Uma vive atrás das antigas muralhas do palácio de Hytanican e caminha no fio da navalha para manter a frágil paz na sua amada terra. A outra erra pelas ruas devastadas pela guerra, em busca de vingança para a tragédia que atingiu a família. Ambas fazem escolhas que as irão separar daqueles que não conseguem deixar de amar. Como as suas histórias se entrelaçam, uma conspiração toma forma e tanto pode acabar em escravidão ou morte, ou ter de novo liberdade, mas apenas se cada uma conseguir enfrentar o que deve ser sacrificado.


É com Sacrifício que fechamos a trilogia Alera, uma história passada num mundo parecido com o nosso, numa era medieval, com reinos bastante distintos principalmente na sua cultura. Nota-se que a escritora é algo jovem, devido à sua linguagem simples, personagens um pouco lineares e pela forma bastante inédita com que as personagens se tratam mutuamente: apesar dos vários títulos e formalidades, todas elas se tratam por tu. Foi algo que estranhei no início e continuo a estranhar mas que consegui ignorar na sua maioria neste livro.

Neste último livro, temos Hytanica dominada pelos cokyrianos, o reino vizinho e inimigo. Para além dos choques entre dominadores e dominantes, temos ainda os choques culturais: Hytanica é um reino religioso, com gosto pelas coisas bonitas e bem feitas e onde os homens é que mandam nas famílias e nos assuntos principais; Cokyri é um reino onde o pragmatismo e as coisas práticas vencem, onde as mulheres é que mandam, sobem mais rápido nos seus postos que os homens e estes nem direito a criar os seus filhos têm. Ainda assim, apesar das diferenças, há personagens entre ambos os reinos que se compreendem, toleram e amam. É o caso de Alera, por exemplo, a rainha da Hytanica que é agora a Magnífica Coordenadora, nomeada pela Soberana de Cokyri a estabelecer laços entre os dominadores e dominados e a certificar-se que não há problemas, apaixonada desde o início da história por Narian, o comandante cokyriano mas que nasceu hytanicano (ou lá como se diz).

Pela primeira vez a história é narrada a duas vozes - a de Alera, a rainha/Magnífica Coordenadora (que raio de títulos estes!) e a de Shaselle, uma rapariga da nobreza, meia maria rapaz. Esta diferença, face aos livros anteriores permite conhecer certos lados da história, bem como acompanhar certos acontecimentos que de outra forma não tínhamos conhecimento.
Este foi um livro mais emocionante (a visão de Shaselle ajudou bastante), com mais reviravoltas - a revolta dos dominados assim o exigia -, e com algumas personagens novas que deram mais interesse à história. Foi o desfecho de toda esta história, uma desfecho feliz se bem que algo insosso e apressado. Fiquei com a impressão que mais um capítulos ou dois para desenvolver aquele final não ficariam nada mal. Parece que a autora não sabia como atar certas pontas e deixou-as ali, a dizer-nos que tinha esperança que seriam atadas da melhor forma. Enfim, foi um desfecho morno para uma leitura morna, que só decidi levar até ao fim porque a curiosidade era maior que o aborrecimento. Acredito que para adolescentes o enfado não seja tão grande. Mas há melhor, bem melhor.


Livro anterior
16082256

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A Idade de Adaline


Sou fã de cinema. Aliás, já fui muito fã de cinema. No entanto nos últimos anos, o gosto tem virado mais para as séries e não são raros os filmes que vejo com interrupções pelo meio, filmes que não acabo de ver, etc. Por isso mesmo, qualquer filme que eu veja do princípio ao fim, sem qualquer tipo de interrupção voluntária é um filme que se destaca.

A Idade de Adaline é o mais recente. Com uma ideia parecida à da série Forever (série que acompanho), mas mais intensa, já que toda a acção é decorrida em 2h, temos uma protagonista que após um acidente deixa de envelhecer e permanece "bloqueada" nos 29 anos.


O que muitos não dariam por isso? No entanto, Adaline sofre por se ter de afastar da sua filha para evitar perseguições de quem repara na sua imutabilidade, por ter se afastar do amor da sua vida porque não tem a possibilidade de envelhecer junto dele, por ter de mudar constantemente de identidade, por ver morrer aqueles que ama. É um filme bastante emotivo e encheu-me as medidas como romântica que sou. Digno ou não de Óscar? Geralmente os filmes de que gosto nunca o são. Mas até gostava que este recebesse o seu mérito.


Nunca tendo visto a Blake Lively no cinema e/ou televisão, gostei da forma como ela deu vida à elegante, culta, misteriosa e ageless Adaline. A forma como retratou a sua tristeza e angústia face à impossibilidade de viver uma vida é inimitável. A participação de Harrison Ford no filme dá-se num registo em que nunca antes o tinha visto e gostei - a sua personagem acaba por ofuscar muitas outras.


Resumindo? É um filme que recomendo e que vai ficar na minha memória por muito tempo. :)
Agora toca a voltar ao Forever que o deixei meio esquecido...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

3108 Dia do Blog


Para quem sabe e para quem não sabe, ontem foi o Dia Internacional do Blog. Supostamente 3108 faz lembrar as letras BLOG. Enfim. E sim, foi ontem, mas só soube hoje, enquanto aproveitava a folga. 

Mas como nunca é tarde, queria aproveitar para fazer uma menção honrosa aos blogs que gosto, àqueles que me inspiram ou em algum momento o fizeram, e sobretudo às pessoas por detrás deles, pessoas com quem gosto de conversar e partilhar opiniões, pessoas que admiro. Não conheço nenhuma pessoalmente, mas espero que esses dias cheguem! 


Sem nenhuma ordem em específico, obrigada por existirem e alegrarem os meus dias:














O desaparecido Coisas & Cenas














A lista é longa, com alguns blogs que entretanto estão num hiato, mas que fizeram a diferença algures no tempo (mas mantém-se a esperança que voltem!). Obrigada por fazerem a diferença na blogosfera portuguesa.

Quanto aos meus leitores, obrigada por estarem aí. Obrigada pelo apoio, pelas palavras. 
Obrigada por tudo :)

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Teias de Sonhos - Anne Bishop


Leitura 2014
Teias de Sonhos
Dreams Made Flesh

Anne Bishop
The Black Jewels #5

Saída de Emergência (2007)
400 páginas

Origem: Biblioteca
6/7 - Gostei bastante



Teias de Sonhos é a forma ideal de travar conhecimento com o mundo negro e fantástico de Anne Bishop. Depois da aclamada Trilogia das Jóias Negras, Teias de Sonhos vai ainda mais longe e faz incidir a luz sobre os acontecimentos mais ocultos do passado de cada uma das suas fascinantes personagens.

Qual a origem das jóias e do seu poder? Qual o passado de Saetan, o Senhor Supremo do Inferno? O que esconde a vida pessoal do misterioso Lucivar? Conseguirá Jaenelle ser feliz ou terá sacrificado a sua felicidade com Daemon para poder salvar o mundo?

Com um enredo tão sensual quanto perverso, Anne Bishop oferece-nos mais uma prova irrefutável de ser uma das vozes mais fortes da dark fantasy.



Volto ao Universo das Jóias Negras com a curiosidade que me impele a saber mais, a querer conhecer melhor este mundo que Anne Bishop criou - um mundo completamente novo, inédito, com hierarquias e leis que nada devem a outros livros/universos criados. Quando acabei a Rainha das Trevas, fiquei com a sensação amarga de que a trilogia não chegou para eu conseguir compreender/abarcar todo este universo apesar do quanto eu tinha gostado do mesmo. Entrei então nesta leitura com o desejo de colmatar essa falha.
Digo desde já que este livro não deve ser lido antes da trilogia que lhe deu origem - como se trata de vários contos, sendo alguns acontecidos antes da trilogia, entre e depois da mesma, não teria lógica ser lido só por si. Mas lido após a trilogia, é um complemento excelente para perceber o início do universo, alguns acontecimentos omitidos entre os livros da trilogia e o que aconteceu depois. Fiquei bastante agradada com a maioria dos acontecimentos retratados, em que cada um emite sentimentos mistos, na medida em que nalguns temos mais romance e intrigas relacionadas, noutros mais angústia e destruição, mas tudo em concordância com o que ficámos habituados aquando da leitura da Trilogia das Jóias Negras.
Devo dizer que o meu objectivo secundário de ler este livro - o conhecer melhor este mundo e colmatar as falhas do meu conhecimento acerca dele - foi atingido. Consegui perceber muito melhor certos acontecimentos e atitudes que tinham ocorrido na trilogia. E claro, tive um agradável regresso a este mundo e a história de que gostei bastante. Penso que ainda existem alguns livros inseridos neste mundo, por isso brevemente voltarei a este mundo que agora conheço muito melhor.


Ainda não voltei a ler nenhum livro pertencente a este universo. Feio, Sara, muito feio! É uma falha a colmatar, muito em breve, espero...


Livros anteriores
4286079

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O Voo do Corvo - Juliet Marillier


Leitura 2014
O Voo do Corvo
Raven Flight

Juliet Marillier
Shadowfell #2

Planeta (2013)
400 páginas

Origem: Biblioteca
5/7 - Gostei 



Depois de concluir a sua longa e árdua viagem até à base dos Rebeldes em Shadowfell, Neryn tornou-se uma parte vital da rebelião contra o tirânico rei Keldec. Cada passo que dá no sentido de aperfeiçoar os seus dons e afirmar-se como uma Voz poderosa e única na sua geração leva-os mais perto da meta pretendida. Mas, primeiro, Neryn terá de procurar os Guardiães das quatro Vigias para completar o seu treino e o tempo escasseia. Entretanto, Flint, o espião rebelde por quem se apaixonou, foi de novo chamado à corte de Keldec. O laço que os une é tão forte que, mesmo à distância, se procuram em sonhos, partilhando momentos preciosos - ainda que inquietantes - da vida um do outro.

Os Rebeldes vêem com desconfiança este novo amor. Permitir que a emoção se sobreponha à lógica fria do movimento pode pôr tudo em risco. No fim, o amor poderá revelar-se a força motriz da esperança ou a brecha traiçoeira na armadura da rebelião.



Iniciei esta leitura com as expectativas algo baixas: apesar de gostar imenso desta autora, o primeiro livro desta trilogia, Shadowfell, não me tinha surpreendido para aí além, tendo ficado bem abaixo do nível dos restantes livros que já li da autora. Contudo O Voo do Corvo veio dar-me uma melhor impressão, com mais revelações, muito mais acção, que veio dar outro ritmo à leitura.
O início é algo parado, dá-nos a conhecer a rotina em Shadowfell, as tentativas de Neryn em falar com as boas gentes presentes no local, em descobrir o seu rumo e a viagem a seguir. Mas quando esta começa a sua viagem, perigos novos espreitam, coisas novas acontecem, levando-nos a querer saber mais, o que vem a seguir, despertando muito mais o nosso interesse (comparando com o primeiro livro).
Neryn vai conhecendo melhor o seu dom, quem a rodeia, os seus sentimentos para com algumas pessoas e não vai ser a única a auto-descobrir-se. Ao longo da sua viagem vamos sofrendo alguns sustos, mas isso só dá mais interesse à história e, para além do mais, é algo necessário, pois se formos a ver, o universo em que a história se insere é um reino extremamente opressivo, em que qualquer coisa pode condenar uma pessoa e estamos do lado da rebelião secreta.
Fico à espera de poder pôr a mão no último livro, A Voz, e espero sinceramente que esta tendência de melhorar a história de livro para livro encontre o seu clímax no desfecho da mesma.


Livro anterior
16112103

terça-feira, 18 de agosto de 2015

[TAG] Cenários de Verão

Finalmente, para variar, eis uma TAG. Como disse à Silvana, dona do Por detrás das Palavras, blog onde vi esta TAG, tenho várias TAG's guardadas nos posts em rascunho, mas tem sido difícil achar respostas para elas. Para esta, foi bem mais fácil, e por isso, aqui está ela. Esta TAG liga livros a diferentes ambientes de Verão e foi criada pela Joca do Litle House of Books para o projecto Cinco Páginas. Não conhecem? Deviam conhecer!

1. Foste viajar até um país que sempre quiseste conhecer e levaste um dos teus livros favoritos contigo... mas perdem a tua bagagem. Por que livro viajarias km e km para voltar a ter nas mãos?

Jogo de Mãos da Nora Roberts. Um dos maiores favoritos!



2. Ouves gritos e depressa percebes que um livro se está a afogar. Que livro se estava a afogar, visto que tu assim que o vês decides voltar atrás e sentares-te na toalha a apreciar o espectáculo?

As 50 sombras da treta. Não é preciso cá colocar capa, pois não?


3. Adoras ir a parques aquáticos no verão porque te divertes sempre imenso por lá. Que livro super divertido levas contigo para te fazer companhia?

Algum da Jill Mansell. A Pensar em Ti seria uma boa aposta.



4. O que há de melhor no verão senão os gelados? O único problema é derreterem depressa. Que livro derreteu o teu coração?

A Grande Revelação da Julia Quinn. 
Uma história linda! :)


5. Encontras-te no jardim, deitado(a) na tua rede a ler um livro gigante mas, do nada, aparece um enxame de abelhas, e usas então o livro que estás a ler para as esmagares. Qual é o livro?

O Amor está no Ar da Dorothy Koomson. 
Longe, longe!
Ele não é gigante em número páginas mas sim em aborrecimento. Serve, não serve? Se não servir, dou-lhes com o Menina Rica, Menina Pobre de Joanne Rees, que já é menino com algum peso.



6. Estás a caminho da piscina quando te deparas com uma mega promoção numa livraria. Entras e vês por lá um livro que queres imenso ler. Que livro encontras?

Pureza Mortal da J. D. Robb. 
Ando há séculos para ler este livro!



7. Oh não!!! Adormeceste ao sol com um livro em cima da tua barriga. Que livro não te importavas de ter marcado na pele?


A sério completa do Harry Potter :D


8. O Verão é a estação do ano ideal para acampar. Contudo, pode tornar-se um pouco assustador... Durante a noite acordas com um barulho bem estranho do lado de fora da tenda. De que livro te lembras automaticamente?


Coraline e a Porta Secreta de Neil Gaiman. 

Nunca li nenhum livro que fosse assustador, no termo literal da palavra por opção própria. Mas a edição que li deste livro tinha imagens - uma delas bem marcantes de algo que podia fazer barulho...





Quem ainda não respondeu a esta TAG, faça favor. O Verão só acaba daqui a um mês! :)