terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Amanhecer ao Luar - Jude Deveraux


Amanhecer ao Luar
Moonlight in the Morning

Jude Deveraux
Edilean #6

Quinta Essência (2014)
360 páginas

Origem: Estante
6/7 - Gostei bastante



Com esta nova trilogia situada na bela povoação de Edilean, na Virgínia, Jude Deveraux conta-nos a história de três jovens mulheres, melhores amigas da faculdade, das suas vidas, dos seus amores e dos sonhos que pretendem realizar.
Por sugestão da sua grande amiga Kim, Jecca Layton deixa de lado o mundo da arte de Nova Iorque para passar o verão entregue à sua paixão, a pintura, enquanto desfruta da unida comunidade artística de Edilean.
O primo de Kim, Tristan Aldredge — o atraente e dedicado médico da povoação — sente há anos uma profunda atração pela «irmã» universitária da prima, embora até então só a tenha visto uma vez na vida; agora, Jecca sente-se cativada pelos encantos deste homem forte e sensível num verão de prazer sensual.
Porém, quando as nuvens negras anunciam o regresso de Jecca à «vida real» e à grande cidade, os amantes devem tomar uma decisão: poderão sobreviver à separação? E qual dos dois sacrificará parte dos seus sonhos para poderem continuar juntos?

Com esta nova trilogia situada na bela povoação de Edilean, na Virgínia, Jude Deveraux conta-nos a história de três jovens mulheres, melhores amigas da faculdade, das suas vidas, dos seus amores e dos sonhos que as aguardam.



Começo já por destacar o melhor e o pior desta edição. Se por um lado Amanhecer ao Luar traz-nos uma encantadora história entre dois pares que têm tudo para dar um magnífico casal mas que ambos precisam de viver em sítios diferentes, por outro lado tem uma tradução e revisão que deixam a desejar. Não me fez desistir do livro nem nada que se pareça, até porque a história era demasiado boa e ao meu gosto para eu ponderar fazer isso, mas fez-me arreganhar os dentes algumas vezes. E são coisas que se reparam com tanta facilidade que me pergunto em que primária é que a tradutora e o/a revisor(a) estudaram.

Tendo isto dito, Amanhecer ao Luar é mais um livro de Jude Deveraux. E está tudo dito! Claro que poderia deixar a opinião só por aqui, mas acho que as minhas opiniões sobre os livros desta autora têm dito tudo - eu adoro-os, acho-os romances divinais, de se lerem de uma assentada só, de provocarem gargalhadas, de colocarem uma lagrimita no canto do olho, de nos amolecer o coração. Esta autora, na minha opinião, tem provado ser uma boa escritora de romances que irão ser bem degustados por qualquer apreciador deste género literário.
Nesta história somos introduzidos a novas personagens que se vão conciliar com uma já conhecida, o famoso Tristan, o médico que parte corações mas que teve o seu partido quando a sua amada se casou com o seu melhor amigo em Desejos do Coração. A nossa protagonista é Jecca (que raio de nome!), uma artista sem valor reconhecido que vem para Edilean a pedido da sua melhor amiga, Kim, prima de Tristan. Estas duas estudaram Artes juntas, juntamente com uma amiga, Sophie (se não me engano) que anda desaparecida. Suspeito que esta e Kim serão as protagonistas dos dois outros livros desta trilogia dentro da série de Edilean.
Estes protagonistas vão ter uma série de encontros às escuras, onde se vão conhecer mais profundamente do que se fosse às claras. São duas personagens perfeitas uma para a outra, não fosse ambos necessitarem de viver em ambientes diferentes - Jecca em Nova Iorque e Tristan em Edilean onde tem os seus pacientes. Ainda assim, ambos tentam ignorar isso, enquanto Jecca passa o seu Verão em Edilean, e ambos vão descobrir novas coisas, principalmente Jecca, que vai encontrar novos talentos e revelar outros que ninguém diria que ela tinha.
Entre peripécias, danças do varão, costuras, artes, motosserras e outros, há muito que ler. Recomendo sem dúvida :)


'A expressão "mal vista" tornou-se agora numa palavra - "malvista"? Credo, estou-me a passar com esta tradução e revisão!'


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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

2016!



Feliz 2016! Espero bem que este ano possa prolífero em coisas boas! E que possa ser ainda melhor que 2015. O ano passado foi um ano de mudanças para mim, um ano de recomeços, e sobretudo um ano de arranque para o que, espero, seja uma vida melhor. 


Para 2016 há muitos desejos e sonhos para concretizar e espero, muito sonhos para sonhar. Aqui vão alguns:

  • Tirar a carta de condução - estou para marcar o exame de código em breve!
  • Viajar - há planos para voltar a Inglaterra, para visitar a minha irmã. Espero saber aproveitar bem esses dias. E quero, sobretudo, poder começar a conhecer melhor o mundo. Dentro ou fora do país, nunca é tarde para se começar! 
  • Ser mais activa e aproveitar melhor as minhas folgas (e não passá-las exclusivamente a ler blogs ou ver vídeos). Mas que, ao passar tempo nessas duas actividades, possa dar mais feedback a quem me proporciona esses momentos. Afinal todos merecem reconhecimento pelo que fazem de bom.
  • Aproveitar essas folgas para desenvolver este blog - mais uma vez, ser menos preguiçosa no que toca a este cantinho. Este desejo já parece um pouco recorrente, não? 
  • Ser mais organizada e planear mais para não deixar os dias correrem sem ter noção deles.
  • Ler mais! À conta de só ver vídeos e jogar jogos nas minhas folgas, os livros têm ficado para trás, o que se viu nos livros lidos no ano passado. 
  • Crescer mais, viver mais! Sem medos e sobretudo sem medo de ser eu própria! Que possa aproveitar melhor este ano e que seja eu a torná-lo melhor porque afinal de contas como dizia a Mafalda...

Um Feliz Ano Novo para todos :)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A Culpa é das Estrelas - John Green



A Culpa é das Estrelas
The Fault in Our Stars

John Green
Livro Único

ASA (2012)
255 páginas

Origem: Biblioteca
3/7 - Não gostei nem detestei



Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.

PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.



Peguei neste livro, quando o encontrei na biblioteca, porque já tinha lido tão boas opiniões sobre ele, era quase unânime que este livro era muito bom, que falava de um tema delicado e tales, mas que era muito bom, muito lindo, etc, etc e... nhé! Perdoem-me todos os fãs deste livro, mas para mim foi um suplício acabar com ele. Irá ser uma leitura que não irei esquecer é certo, mas mais porque foi daqueles livros quase unanimemente bons que para mim ficou tão aquém das expectativas.

Para começar, temos dois protagonistas bastantes enfadonhos, que tirando a depressão e comentários à altura desta, normais tendo em conta a situação em que estão, são bastante fraquinhas e que poucas emoções passam para o lado de cá. Ambos apaixonam-se um pelo outro, naquilo que considero uma coisa tão demasiado rápida que nem é credível. E toda a relação deles, opá, aquilo não me convenceu. E porquê? Volto a repetir, não há emoções a vir para o lado de cá, excepto de quando a quando.
Este livro poderia realmente ser um supra-sumo, principalmente pelo tema tão delicado, tão depressivo que é, que traz o melhor de algumas pessoas e o pior de outros, o cancro, um dos piores pesadelos que podem aparecer na vida de alguém. Sim, este é um tema bastante impactante quer para aqueles que já o conheceram de perto, outros de mais longe, até por aqueles que não conheceram. Impactante para aqueles que o venceram e para aqueles que foram derrotados. É daquelas coisas que afecta uma toda família, mesmo que tenha vindo depois dele ter acontecido e ter levado um dos membros dela. Sim, é um tema monstruoso. Mas a questão é que ele é desenvolvido de uma forma tão leviana, tão sem emoções cá para fora, que se torna desinteressante no livro. Sim, ele traz consequências trágicas para várias personagens no livro. Mas quase que se passa a leitura indiferente a isso. Apesar de ser um tema, uma doença tão má, ela quase que me passou a lado neste livro. E até que fico zangada, porque sendo o livro como foi escrito, deveria ter tratado o assunto com mais emoção, de uma forma mais realística. Quase que é um conto de fadas um pouco tristezinho pela forma como foi escrito. E um livro escrito à volta deste tema não merece ser escrito assim!

Desculpa lá John Green, dificilmente outro livro teu calhará na lista de leituras minhas. Fiquei bastante mal impressionada contigo.

Nov. 2015: Prognóstico confirmado passado quase um ano! Continuo zangada com este senhor :S

terça-feira, 10 de novembro de 2015

A Grande Revelação - Julia Quinn



A Grande Revelação
Romancing Mister Bridgerton

Julia Quinn
Bridgertons #4

ASA (2014)
376 páginas

Origem: Estante
7/7 - Adorei. Obra prima!



O coração de Penelope Featherington sofre por Colin Bridgerton há... não pode ser!?? ...mais de dez anos? Sim, essa é a triste verdade. Dez anos de uma vida enfadonha, animada apenas por devaneios apaixonados. Dez ingénuos anos em que julga conhecer Colin na perfeição. Mal ela sabe que ele é muito (mesmo muito) mais do que aparenta... Cansado de ser visto como um mulherengo fútil, irritado por ver o seu nome surgir constantemente na coluna de mexericos de Lady Whistledown, Colin regressa a Londres após uma temporada no estrangeiro decidido a mudar as coisas. Mas a realidade (ou melhor, Penelope) vai surpreendê- lo... e de que maneira! Intimidado e atraído, Colin vai ter de perceber se ela é a sua maior ameaça ou o seu final feliz. ps: este livro contém a chave do segredo mais bem guardado da sociedade londrina.



A Grande Revelação. Melhor título para este livro não poderia haver. Tanto porque a Penélope se revela muito mais que a miúda mal vestida e mal amada pela mãe/com melhor carácter das irmãs Featherington como porque é neste livro que se dá a tão esperada revelação de quem é Lady Whistledown, a crítica e sarcástica escritora das Crónicas da Sociedade.
Este é daqueles livros que não se esquecem. Mistura romance, paixão, mistério, suspeita, comédia... é um livro com um sem número de emoções. Basta dizer que adorei?!? Há muitas opiniões boas acerca deste livro que contam muito mais da história. Vão lê-las que terão certamente mais detalhes. Para mim, basta dizer que foi uma das melhores leituras de 2014.
Acho que não é preciso dizer muito deste livro. Para quem já leu o primeiro livro e gostou, a única saída que tem é continuar a ler os seguintes, e tudo o que disse no primeiro paragrafo desta opinião é suficiente para os conhecedoras da série quererem ler este livro. E tenho dito.

Quer dizer, não tenho não. Tenho uma pequena crítica à editora: por favor, não coloquem mais nenhum fio à volta do livro como adorno, porque a capa fica toda marcada por causa dele. E não fica bonito... E agora sim, tenho dito.

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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Telescópio de Âmbar - Philip Pullman


O Telescópio de Âmbar
The Amber Spyglass

Philip Pullman
His Dark Materials #3

Editorial Presença (2003)
444 páginas

Origem: Biblioteca
0/7 - Não li

+1 Finish The Series Reading Challenge 2014


O Telescópio de Âmbar encerra a extraordinária trilogia de Philip Pullman Mundos Paralelos. O autor criou um mundo fabuloso, prodigiosamente imaginado, mas de tal forma bem concebido e autêntico que se torna tão verdadeiro como aquele a que chamamos mundo real. É através desse universo de maravilhas e monstros, de excitação e suspense, e de um enredo surpreendente, que o autor explora as questões que mais nos inquietam – o poder do amor, a morte, a evolução ou Deus.


A falta de interesse ia aumentando de página para página. E a curiosidade diminuindo. No entanto esta ainda era suficiente para tentar ler este livro. Até que cheguei ao ponto que fiquei farta. Para quê estar a desperdiçar tempo se aquilo não me estava a interessar nada, se não estava a gostar da história? Acho que foi esse o ponto principal: já não estava a gostar da história. Já não valia a pena. E por isso abandonei a leitura e sei que não lhe vou voltar a pegar. Do que li, posso dizer que não gostei. Mas nao vou dar uma nota ao livro, dado que não o li por inteiro.


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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Felizes Para sempre - Nora Roberts


Felizes para Sempre
Happy Ever After

Nora Roberts
Bride Quartet #4

Editora Saída de Emergência (2014)
288 páginas

Origem: Biblioteca na altura. Agora já tenho um na estante! :)
6/7 - Gostei bastante




Enquanto relações públicas de uma empresa de organização de casamentos, Parker Brown tem um talento excecional para realizar os sonhos das noivas mais exigentes. Mas é incapaz de sonhar sobre o seu próprio futuro. O mecânico Malcolm Kavanaugh adora descobrir como funcionam as coisas. E perceber os segredos de uma mulher complexa e deslumbrante como Parker é um desafio. Parker e Malcom, quando estão juntos, fazem faísca. Mas ambos sabem que passar de um pequeno flirt a uma relação séria é um passo muito importante. Os riscos que Parker correu nos negócios sempre valeram a pena, mas arriscar o seu coração é algo que a jovem não sabe se pode fazer... Felizmente, Malcom irá mostrar-lhe que a vida é demasiado curta para não ser vivida ao máximo.


Que dizer deste livro? É simplesmente o final fantástico desta tretralogia, aquele que esperávamos há muito, principalmente quando o Malcolm entrou em antena e começou a fazer fricção com a Parker.
Já era previsível, claro. Já sabíamos que eles iam ser o par protagonista deste último livro. Mas não sabíamos, com toda a certeza, tudo o que eles iam passar juntos, como chegariam a esse "juntos", nem como iríamos ficar derretidas com o seu final. Asseguro-vos: este é daqueles romances lindos da Nora Roberts que adoramos ler, com que nós, as românticas, babamos sem parar, mas certamente não nos iríamos lembrar de um final tão lindo como o que houve.
Esta história tem momentos lindíssimos, de rir à gargalhada e de chorar: desde os primeiros encontros do Mal e da Parker, a forma como a mãe do Mal engraçou com a Parker, os galhardetes trocados entre as nossas amadas personagens conhecidas e a odiosa mãe da Mac, o casamento da Mac e do Carter, as memórias da Parker e do Mal ao final delicioso deste livro - esta história tem de tudo.
É um final lindo para uma tetralogia deliciosa, como só a Nora Roberts sabe escrever. Adorei :)



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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A Voz - Juliet Marillier


A Voz
Caller

Juliet Marillier
Shadowfell #3

Planeta Manuscrito (2014)
456 páginas

Origem: Biblioteca
7/7 - Adorei. Obra prima!




A surpreendente conclusão da trilogia que começou com Shadowfell, cheia de romance, intriga e magia.
Há um ano, Neryn nada tinha a não ser um Dom Iluminado que mal compreendia e o sonho vago de que a mítica base rebelde de Shadowfell pudesse ser real. Agora, é a arma secreta dos Rebeldes e a sua grande esperança de fazerem vingar essa revolta secreta contra o rei Keldec, que terá lugar no dia do Solstício de Verão. O destino de Alban está nas suas mãos. Entretanto, Flint, o homem por quem se apaixonou, está no limite das suas forças enquanto espião na corte do rei e acumulam-se as suspeitas da sua traição.
Em jogo, está a liberdade do povo de Alban, a possibilidade de os Boa Gente saírem dos esconderijos e a oportunidade de Flint e Neryn se unirem finalmente.


Que dizer? Após um início negro num universo tremendamente oprimido, esta saga termina com um urro de esperança e luta contra a opressão. Se eu iniciei esta trilogia com alguma hesitação, terminei-a a adorá-la. É simplesmente genial. Mesmo quando tudo parece dar errado, quando parece não haver esperança, ainda há aqueles que lutam e que podem conseguir alcançar a liberdade.
Este livro traz-nos um fim tremendamente lindo à trilogia de Shadowfell. Mas antes de chegar a esse fim, traz-nos muita luta interior, muita batalha, muita opressão e desesperança. Por outro lado, revela-nos aqueles que ainda assim, prosseguem e que vão encontrando aqui e ali sinais de mudança, sinais que afinal nem tudo é o que parece e que mesmo na escuridão mais escura, pode ser encontrada uma réstia de luz.
Neryn mudou muito desde que a conhecemos, bem como Flint, que devido à sua dura vida, encontra-se prestes a desistir, face à inexistência de mais forças para prosseguir. Mas ambos vão fazer a diferença e felizmente encontramos um final feliz para eles. Vá, isto não é nenhum spoiler, afinal a Juliet Marillier escreve sempre livros com finais felizes apesar de todos os obstáculos e montanhas existentes! :)
Esta é, sem dúvida, uma trilogia a ler e a desfrutar. Valeu a pena prosseguir na sua leitura, porque quanto mais li, mais gostei dela. E está tudo dito :)


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